sábado, 27 de fevereiro de 2021

100 Anos de Zé Dantas: o doutor do baião


 Zé Dantas nasceu em Carnaíba, cidade do sertão pernambucano em 27 de fevereiro de 1921. Logo cedo sua familia foi morar no Recife, onde passou a estudar, formando-se em Medicina em 1949. Mesmo sem tocar nenhum instrumento, ele compunha músicas usando uma caixa-de-fósforos como acompanhamento. Era um cronista dos costumes do sertanejo e muito de suas canções tinham um toque irreverente Seu encontro com Luiz Gonzaga ocorreu em 1947. Gonzaga estava hospedado no Grande Hotel do Recife para uma temporada de apresentações. Zé Dantas foi até lá e apresentou várias de suas canções, tais como "Acauã", "Vem morena", "A volta da asa branca" e "Forró de Mané Vito". Diz-se que de início Zé Dantas pediu para que Luiz Gonzaga gravasse as músicas sem incluir o seu nome pois seu interesse maior era divulgar as canções e isso poderia constranger a família ao saber que ele, um médico formado estava envolvido com cultura e vida de boemio.

  

A partir do ano seguinte, Gonzaga emplacou uma série de composições de Dantas que se tornaram clássicos do cancioneiro nordestino. Passou desde então a acompanhá-o nas gravações, além de organizar shows e apresentações. Na voz de Luiz Gonzaga, suas canções alcançaram as paradas de sucesso da época, retratando em suas letras os costumes do povo nordestino, as tradições culturais e o cotidiano de um pedaço do país esquecido pelo poder público.

No início dos anos 50 apresentou um programa na Rádio Jornal de Recife. Mas no mesmo ano mudou-se para Rio de Janeiro para se especializar em Obstetrícia. Chegou a trabalhar como diretor do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro. Outros grupos e cantores famosos também gravaram suas canções. Sua saúde começou a priorar quando em fevereiro de 1961 sofreu um acidente e rompeu o ligamento do pé. Para aliviar as dores tomava drogas. O uso exagerado desses medicamentos acabou comprometendo o fígado, que o levaria a morte no ano seguinte. Faleceu no Rio em 11 de março de 1962.

Zé Dantas é avô da cantora Marina Elali.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

No “Paço” do Frevo o ano inteiro


Localizado na Praça do Arsenal, no Recife Antigo, ponto de convergência turística da cidade, o Paço do Frevo é um museu que reúne a historia   do Carnaval de Pernambuco.  Além de exposições temporárias e permanentes  como a que  congrega vários estandartes de agremiações carnavalescas, o Paço do Frevo abriga ainda um centro de documentação  e um estúdio de gravação.  Em qualquer época do ano, o turista pode conhecer um pouco da história do Carnaval do Recife visitando esse museu mantido pela Prefeitura da cidade.  Informações: https://www.pacodofrevo.org.br/








segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Banda Xinelo Rasgado lança clipe de Frevo inédito


Nas comemorações do “Dia do Frevo” (9 de fevereiro), a Banda Xinelo Rasgado faz o lançamento oficial da música “Lembranças da boemia”, de autoria do compositor e médico Luiz Pereira de Mello, em parceria com Marcelo Assis.  O clipe foi gravado em pontos tradicionais do Recife, como o Parque 13 de Maio, a Rua da Aurora, o Marco Zero e a Rua do Bom Jesus, locais que relembram os blocos líricos e os antigos Carnavais.

"A pandemia impossibilitou a realização do nosso Carnaval, para não passar em branco, surgiu o clipe Lembranças da Boemia. É um frevo de bloco, que exalta tanto o frevo, como a cidade do Recife, o carnaval, poetas, artistas e escritores pernambucanos", comenta Aurineide, vocalista e intérprete da música.

Grupo criado em 2006, Xinelo Rasgado é liderado por Wellington Francisco (sanfona e voz) e Aurineide Candida (vocalista), que sempre se apresentam com belos figurinos em seus shows, demonstrando sempre muita energia e integração com o público. A banda conta com 3 CDs, sendo dois de Forró e um de carnaval, e um DVD gravado ao vivo nos festejos juninos do Cabo de Santo Agostinho.

Diante das restrições adotadas pelas autoridades sanitárias, os componentes da banda e da equipe técnica se cercaram de todos os cuidados para evitar a propagação da pandemia, por ocasião das gravações realizadas para a produção do clipe, que certamente é o mais importante nesse período de não Carnaval em Pernambuco.

 

LEMBRANÇAS DA BOEMIA 

Compositores: Dr. Luiz Pereira de Mello e Marcelo Assis

 

LEMBRANÇAS DA BOEMIA

DOS CARNAVAIS DE OUTRORA

NA FESTA DA MOCIDADE

PARQUE 13 DE MAIO

TEMPOS DE GLÓRIAS

NA TORRE DE LONDRES

CABANA PASSEIOS

NA RUA DA AURORA

AH QUANTA BELEZA

TUDO ERA ALEGRIA

MAGIA QUE ME CONTAGIA

 

POESTAS, ESCRITORES, ESTUDANTES, JORNALISTAS

FUTRICAS EM REVISTAS

NOTÍCIA NO JORNAL

ARTISTAS, ESPETÁCULOS, BLOCOS, TROÇAS E TURISTAS

NA CIDADE LINDA TROPICAL

 

HOJE SÓ RECORDAÇÕES

CANTA UM PEDACINHO DA HISTÓRIA

TUDO PERMANECE TÃO PRESENTE PARA SEMPRE  

GRAVADO NA MINHA MEMÓRIA

 

HOJE SÓ RECORDAÇÕES

CANTA UM PEDACINHO DA HISTÓRIA

TUDO PERMANECE TÃO PRESENTE PARA SEMPRE   

GRAVADO NA MINHA MEMÓRIA.

Lançamento: Nando Cordel canta a Felicidade

 O pernambucano Nando Cordel,  reconhecidamente  um dos mais talentosos compositores brasileiros, está novamente em evidência depois de um período de inatividade devido à crise da pandemia,  que afeta  toda a classe artística do País.

Em parceria com Carlinhos Brown, Nando lança a canção intitulada “Felicidade é tudo que a gente quer”,  que  na verdade é um grito em busca da paz e da tranquilidade espiritual para cada um de nós, diante dessa situação angustiante que vivemos no momento.   


Secult-PE defere a abertura do Registro das Bandas de Pífano e Renda Renascença como Patrimônio Cultural Imaterial

 Uma vez autorizado a abertura do processo, regulamentado por meio da Lei Estadual Nº 16.426/2018 , o pedido retorna à Fundarpe para estudos sobre a salvaguarda dos bens

 

A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) finalizou, neste mês de fevereiro, a análise técnica preliminar que fundamentou a decisão da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) pelo deferimento e abertura dos Processos de Registro de dois bens como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco: as Bandas de Pífano e a Renda Renascença.



Os pedidos de Registros foram feitos em 2019, por José Amaro Filho (representante de uma comissão de Bandas de Pífano), e por Lindenberg Nóbrega (representante da Prefeitura de Poção). A deliberação final pelo Registro ficará a cargo do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), após a conclusão das pesquisas para elaboração do inventário e do parecer técnico a ser encaminhado pela Fundarpe.

“Este reconhecimento das bandas de pífanos e da renda renascença, duas dais maiores expressões culturais pernambucanas, faz parte da política do Governo do Estado de Pernambuco, regulamentada por Lei, em 2018, com o objetivo de proteger e preservar nossos bens culturais por meio do Sistema Estadual de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, uma legislação bastante parecida com a estabelecida por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan), a nível federal”, reforça Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe.

“Uma vez iniciado o processo, o pedido aprovado retorna à Fundarpe para estudos e pesquisas mais aprofundadas sobre os dois bens, respeitando as necessidades específicas de cada um, tendo como princípios a participação da comunidade de detentores e o delineamento de estratégias que visem a salvaguarda desses bens culturais”, detalha Gilberto Freyre Neto, secretário de Cultura de Pernambuco.

Pela complexidade desses estudos e do necessário envolvimento de diferentes segmentos da sociedade neste processo, a previsão é que cada pesquisa leve um tempo médio de um a dois anos para ser concluída. Finalizados os estudos, o dossiê técnico e parecer conclusivo serão encaminhados ao CEPPC para deliberação e, em caso positivo, inscrição do bem nos Livros de Registros dos Bens Imateriais de Pernambuco.

REGISTRO E SALVAGUARDA NO ESTADO - Em setembro de 2018, o Governo de Pernambuco sancionou a Lei Nº 16.426/2018, que institui o Sistema Estadual de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, no âmbito do Estado de Pernambuco, com o objetivo de proteger e preservar o seu patrimônio cultural de natureza imaterial. A legislação é bastante parecida com a estabelecida por meio do Iphan, a nível federal.

De acordo com a Lei, Patrimônio Cultural Imaterial são as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas – junto aos instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são associados – que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os indivíduos, reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural, transmitido de geração em geração.

A legislação estadual também incorporou aos seus Livros de Registro todos os bens culturais já registrados pela União e situados no seu território. Assim, Pernambuco conta com 11 bens registrados: Ofício das Baianas de Acarajé; Feira de Caruaru; Frevo; Roda de Capoeira; Ofício do Mestre de Capoeira; Maracatu de Baque Solto; Maracatu Nação; Cavalo Marinho; Teatro de Bonecos Popular do Nordeste (TBPN) – Mamulengos; Caboclinhos; Literatura de Cordel. Além disso, vale destacar que o Frevo e a Roda de Capoeira são considerados Patrimônios Culturais Imateriais da Humanidade, segundo a Unesco.

Marcelo Renan, coordenador de Patrimônio Imaterial da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural, explica que um exemplo recente da política de Registro e Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial em Pernambuco é o processo de Registro da Benção de São Félix, aberto em 2019. “Estamos em diálogo com a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), que já demonstrou, por meio de seus pesquisadores, interesse em participar deste processo de pesquisa e estudo a respeito do bem”, explica o gestor. A solicitação foi apresentada formalmente pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, ainda em 2019.

Com isso, a Bênção de São Félix, que leva milhares de fiéis todos os anos à Basílica da Penha, no Centro do Recife, poderá ser a primeira manifestação cultural registrada como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco, segundo a Lei Nº 16.426/2018.

Ainda segundo Marcelo Renan, há outras 15 solicitações de Registro de bens culturais imateriais de diferentes regiões de Pernambuco, em fase de estudo para Instrução Técnica, para embasamento da decisão do secretário Estadual de Cultura pela abertura destes novos processos. “A expectativa é que, ao longo de 2021, outros processos sejam iniciados”, pontua.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Em dez episódio, projeto SOMdagem mistura música e turismo

O projeto, contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, apresenta nomes da nova e veterana cena da música independente pernambucana apresentando os principais pontos turísticos do Estado



Reforçar a cena da música independente local, mesclando as novas e antigas gerações de artistas e levar para o mundo suas histórias através do audiovisual é uma das propostas do Degusta SOMdagem. Contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc, o projeto une música e turismo, e conta com registros de artistas apresentando seu trabalho nos mais variados pontos turísticos do Estado, distribuídos em 10 episódios.

O Degusta SOMdagem abraça todos os ritmos que fazem a música pernambucana e brasileira. E, para as primeiras edições, serão contemplados gêneros como o pop romântico de Bruno Souto e Larissa Lisboa, o brega funk de Rayssa Dias, a MPB de Julio Morais e Lua Costa, a soul music de Erica Natuza, a batida afro de Lucas dos Prazeres, o cantar regional de Isadora Melo e Martins, o folk de Weré.

Cada um desses artistas apresentaram seus projetos musicais em um ponto específico da cidade. “Aqui em Pernambuco sentimos a necessidade de fortalecer e criar novas formas de divulgar a música pernambucana e Brasileira. E esse projeto vem levantar a questão da utilização dos espaços públicos como é feito na Europa, Argentina, Uruguai e apresentar a música como arte em forma de expressão e resistência”, explicou um dos idealizadores do Degusta SOMdagem e produtor musical, Maurício Guenes.

O ´projeto, que também conta com o produtor audiovisual, Lucas Reis, já está com planejamento da segunda temporada em andamento, prevendo novos gêneros e pontos importantes de Pernambuco.

Sobre O SOMdagem - É um projeto criado para levar informação e conteúdo sobre o mundo da música, e entretenimento, além de apresentar artistas e seus diversos sons. O SomDagem é música e bate-papo; é descoberta, é mercado, é profissionalização e troca de experiências. É música em todo canto e para todos.

O projeto foi idealizado pelo publicitário e produtor cultural Maurício Guenes, tendo como editores os jornalistas culturais Bruno Brito (Recife, Brasil) e Bárbara Cardoso (Paris, França), que também produzem a iniciativa.

O SomDagem iniciou sua navegação como Podcast em plataformas digitais e Magazine VIrtual pelo Instagram e site. Já produziu muito conteúdo e promoveu conversas legais com diversos profissionais da cena cultural, como o músico e compositor Felipe Barro; o multi-instrumentista Cláudio da Rabeca; a jornalista e produtora Elayne Bione; o produtor musical Iuri Freiberg; o produtor e educador musical para surdos Rás Batman; o idealizador do Mundo Bita, Chaps Melo; o produtor de brega funk Felipe Fonseca, entre outros, tendo mais de 3k players em 11 episódios nas principais plataformas de Podcast.

Agora, o projeto ganha outra proporção, abrindo mais um leque desse guarda-chuva sonoro, que é a parte de audiovisual, com a colaboração de Lucas Reis para o Degusta SOMdagem.

Felipe Muito lança música e clipe ‘Melancolia de Carnaval’


Artista compartilhou todo o processo de gravação em suas redes sociais. Material vai virar um mini-doc sobre a canção

O compositor e multi-instrumentista Felipe Muito lança, na próxima quinta-feira (4), a música e o clipe ‘Melancolia de Carnaval’. O lançamento é o resultado do projeto “da pré-produção ao clipe”, em que o artista compartilhou todo o processo de gravação nas redes sociais, e esse material estará em um vídeo documental sobre o universo musical e poético da canção, bem como sua letra.

Morador do sítio histórico de Olinda, onde é realizado o mais incrível Carnaval de rua do Brasil, Felipe compôs a delicada canção literalmente no meio da folia, seus sons, calores e fantasias. No meio da risonha, exagerada, colorida e barulhenta melancolia da maior festa do mundo. Para quem ama o Carnaval, não será fácil encarar o fato de que em 2021 não será possível fazer a festa de rua, encontrar as pessoas queridas, dançar e cantar como se não houvesse amanhã, neste momento mágico que a gente aguarda o ano inteiro.

Mas a essência da maior festa do mundo é também ser uma prova de que nossa dor não é capaz de eliminar nosso sorriso. “A minha dor só não é maior que a alegria”, diz um dos versos de ‘Melancolia de Carnaval’, que estará disponível em todas as plataformas. Já é possível fazer o pre-save da canção. O projeto ‘Melancolia de Carnaval – da pré-produção ao clipe’ foi viabilizado pelo Prêmio Conecta Arte, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc pela prefeitura de Olinda.

Pre-save: ps.onerpm.com/3458885108

Siga @felipemuito no Instagram

Siga @muitofelipe no Facebook

O artista - Multi-instrumentista, Felipe Muito tem mais de duas décadas de experiência musical. Atualmente integrante do grupo Bonsucesso Samba Clube, já tocou em diversas bandas autorais, com as quais se apresentou em grandes festivais como o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), Pré-Amp e Bienal da UNE, além de diversas apresentações no Carnaval do Recife e de Olinda.

Também atuou acompanhando cantoras e cantores, a exemplo de Isabela Moraes, Jana Figarella e Deleh Wilson. Durante 7 anos – entre 2001 e 2008 – realizou um trabalho artístico de rua, tocando em ônibus, metrô, praças e diferentes espaços públicos, sempre recitando poemas e levando mensagens de cidadania e conscientização ao cotidiano da metrópole.

Recentemente, decidiu dedicar-se seriamente ao seu próprio repertório autoral, que já soma mais de 30 canções. Lançou, em março de 2020, a música ‘Paciência, resiliência e força’, em que cantou e tocou todos os instrumentos, além de assinar a produção. E agora lança ‘Melancolia de Carnaval’.

Felipe também é jornalista, com passagens pelo portal LeiaJá e pela Agenda Cultural do Recife. Dirigiu e coapresentou, na Rádio Folha FM, o Programa Estuário, dedicado à música e cultura independentes de Pernambuco.

Zé Renato mostra o seu “O Amor em Canções”

 


Projeto contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, o músico pernambucano Zé Renato Silva Filho disponibiliza em seu canal no Youtube (www.youtube.com/channel/UC3SNb2BBadr8YIhRngmp7IA/featured) o novo trabalho “O Amor em Canções”. O show é fruto do projeto “O SOM DE ZÉ RENATO”, transmitido via streaming ao vivo pela plataforma na última quarta (27), diretamente do Oráculo Estúdio com a participação de expoentes da música local. A apresentação, que ainda contou com o apoio da Universidade Católica, Fundarpe, da ADCE Produção Cultural, marcou uma trajetória de dedicação por mais de cinco décadas à música e a celebração dos 77 anos do artista que já atuou com grandes destaques do cenário nacional como a dupla “Sá e Guarabyra”.

Comandado pela produtora cultural Dora Dimenstein e o diretor musical Sandro Lins Rodrigues, Zé Renato apresentou 20 canções de seu repertório com o acompanhamento de talentosa banda composta pelos músicos Romero Medeiros (teclado), Ledo Ivo (contrabaixo acústico), Carlos Lima (bateria) e Percy Marques (arranjos e violão 7 cordas). Mas, a produção da noite também envolveu a a participação de convidados especiais entre expoentes entre os quais o cantor e compositor Rui Ribeiro, a cantora Beth Coelho e a cantora e compositora Haidée Camelo, além de marcar presença com belíssima coreografia os dançarinos Cláudio Sobral e Fabíola Monterazo.

As composições “Brilha”, “Clara” e “Frevo Chorado” estão entre as canções que ganharam vida e alguns arranjos novos do maestro Percy Marques, músico, arranjador, diretor musical e coordenador do grupo cultural MBP Unicap. Da mesma forma, a apresentação ganhou performances nostálgicas de Haidée Camelo, parceira de trabalho de longa data de Zé Renato, e salvas vigorosas de Beth Coelho, com a qual o artista teve a oportunidade de desenvolver nos últimos dois anos o projeto Tom Jobim. Confira abaixo o show na íntegra:

Hugo Martins: um apaixonado pelo Frevo

 Uma legenda do rádio pernambucano, pesquisador, estudioso de todos os gêneros musicais



Hugo Martins radialista, sonoplasta, compositor, cineasta, nasceu na cidade de Rio Tinto, na Paraíba, e veio para o Recife com 11 anos de idade. Em 1956 começou a trabalhar na Rádio Clube de Pernambuco, como operador de som. Trabalhou depois na TV Jornal, TV Globo até chegar na TV Universitária. Desde os anos de 1970 Hugo trabalha na Rádio Educativa FM , pertencentes à Universidade Federal de Pernambuco, onde produz e apresenta, há 42 anos, o programa “O Tema é Frevo”, exclusivamente divulgando o ritmo mais popular do Carnaval.

Hugo também é um colecionador de mais de mil discos, entre frevos, bandas de musica e trilhas sonoras do cinema, outras duas de suas paixões pela musica.

Hugo Martins também prestou grande contribuição ao espetáculo da Paixão de Cristo, de Nova Jerusalém, onde fez a sonoplastia.

Atualmente está apresentando o Programa "Carnaval 2021" onde recebe várias personalidades do Carnaval pernambucana de segunda a sexta das 14h às 16h na Rádio Universitária 99.9FM - Recife.

Bajado: Um artista de Olinda

 Euclides Francisco Amâncio, artista plástico, chargista, letreirista, cartazista, pintor de quadros e murais, conhecido mundialmente como Bajado, nasceu no dia 9 de dezembro de 1912, no município de Maraial, no Estado de Pernambuco.


O apelido Bajado surgiu na infância por causa de uma brincadeira, durante um jogo de bicho, seu passatempo preferido.

Bajado mudou-se para Catende, outro município pernambucano, ainda adolescente, indo trabalhar como ajudante e pintor de cartazes de filmes de faroeste, onde ficou até 1930.

Quatro anos depois, foi morar no Recife, onde arranjou um emprego como letreirista de cartazes e operador de máquina do Cine Olinda, função que exerceu até 1950.

Nas horas vagas pintava letreiros, fachadas e interiores de lojas comerciais, restaurantes e botequins, ornamentando-os com figuras ou compondo painéis e quadros.

O artista prestou uma grande homenagem ao bloco carnavalesco Donzelinhos dos Milagres que estava encerrando, para sempre, os seus festejos de carnaval, pintando na parede de sua sede os versos: "O mar que levou a praia, levou também Donzelinhos."

O gosto pela arte se manifestou quando Bajado retratou os clubes carnavalescos de Olinda, Pernambuco, Pitombeira dos Quatro Cantos, Elefante, O Homem da Meia-Noite, Cariri, Vassourinhas, assim como o frevo rasgado na Ribeira, Largo do Amparo, Varadouro, Praça do Carmo.

Em 1964, junto com alguns amigos de profissão, inaugurou o Movimento de Arte da Ribeira, em Olinda, onde passou a expor seus trabalhos.

Dentre uma mistura de cores e tintas, Bajado foi capaz de reproduzir inúmeras telas sobre a vida cotidiana, o sofrimento, as emoções e a cultura do povo pernambucano.

O artista possuía um temperamento calmo e brincalhão. Fluiu na arte, com a simplicidade de um homem humilde. Era considerado um artista primitivo, inserido no estilo da arte contemporânea. Sua tendência artística era a liberdade de estética, comum na arte moderna, e suas obras retratavam tanto os folguedos carnavalescos, como também reverenciavam políticos e personalidades ilustres da sociedade pernambucana: Agamenon Magalhães, o presidente Jânio Quadros, o general Teixeira Lott, entre outros.

Na década de 1970, um turista italiano, Giuseppe Baccaro, ao ver as suas pinturas e quadros a óleo expostos nas residências e estabelecimentos comerciais de Olinda, ficou impressionado diante do primitivismo artístico do pintor que assinava da seguinte maneira as suas obras: "Bajado um artista de Olinda". Contactando-o, lançou-se como divulgador e administrador dos seus trabalhos.
Em decorrência disso, alguns meses depois, começaram a aparecer as suas primeiras exposições e mostras no Recife, na Casa da Cultura, na Fundação Joaquim Nabuco, na Caixa Econômica Federal, no Lions Club, no Cabanga Iate Clube.

Novas oportunidades continuaram a surgir, desta vez para o artista expor em outras capitais brasileiras como o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre e Vitória. Do exterior, Bajado recebeu vários convites para ir apresentar as suas obras. Neste sentido, iniciou pela França uma maratona artística, passando pela Itália, Espanha, Holanda e Tchecoslováquia, atual República Tcheca.

Em 1994, no limiar dos 80 anos, Bajado foi homenageado com uma mostra internacional na sede da Unesco, em Paris, com a participação de diversos artistas internacionais.

Contido, apesar da sua fama e do seu talento artístico, ele sempre viveu humildemente. Tinha como o maior prazer da vida a expressão da sua arte primitiva, a alegria do seu povo.


Bajado passou seus últimos dias assistindo filmes antigos na televisão e recordando as peripécias da sua mocidade. O artista plástico, faleceu em 1996, aos 84 anos de idade, em sua residência localizada na Rua do Amparo, nº 186, Olinda, imóvel este que lhe foi doado por Baccaro, o seu marchand italiano.

Regina Coeli Vieira Machado
Servidora da Fundação Joaquim Nabuco
pesquisaescolar@fundaj.gov.br




sábado, 30 de janeiro de 2021

A banda Xinelo Rasgado é Forró pé de serra autêntico

A banda pé-de-serra “Xinelo Rasgado” surgiu em 2006. Antes disso, Wellington da Silva e sua esposa, Aurineide, tocavam para amigos e em festas particulares com o nome de “Chamaram Porque Quiseram”. A mudança do nome da Banda marca o início do ciclo profissional, que tem origem no Recife.

Wellington, que hoje é cantor e sanfoneiro, além de produtor, aprendeu a tocar acordeom com o Mestre Camarão e Marcelo de Feira Nova. Depois de se encantar pelo instrumento, comprou os demais que faltavam para compor um autêntico grupo pé-d- serra.  Aurineide ficou responsável por cantar junto com ele. Desde então, o casal e seus músicos contratados  apresentam o mais tradicional e legítimo forró nordestino.

Sob a influência musical dos que consideram  ícones da cultura popular, como  Luiz Gonzaga, Trio Nordestino, Jackson do Pandeiro, Marinês e o Mestre Sivuca, a banda foi aprimorando os seus trabalhos e conquistando espaço na preferência popular. 

Nesses anos de existência, além de tocar em festas particulares e de empresas o grupo já realizou shows em vários municípios pernambucanos, sempre recebendo o aplauso do grande publico amante do autentico forró.   

A trajetória da banda já conta com vários CDs gravados, sendo o primeiro lançado em  2009 – “Xinelo Rasgado – Levantando Pó” e  o primeiro  DVD gravado ao vivo no pátio da Estação do Cabo de Santo Agostinho, em 2013. 

Durante o Carnaval, a “Xinelo Rasgado”  apresenta o show “Frevo, Forró e Folia!”.  Com influências dos grandes nomes da festa, como Capiba, Nelson Ferreira, Getúlio Cavalcanti, J. Michilles, entre outros, o repertório valoriza a nossa autêntica música pernambucana. Com figurinos característicos da época para ressaltar a apresentação , a Banda agrada não apenas pelo repertório, mas pela qualidade do repertório que executa, pela animação e pelo mix entre dois dos grandes ritmos da nossa cultura: o frevo e o forró, gerando assim, o frevo sanfonado.

A cantora Aurineide teve sua biografia publicada no livro “Mulheres que Mudaram a História de Pernambuco”. O  grupo também foi homenageado nos 50 anos do “Point do Acaiaca”,  em Boa Viagem e recebeu o “Troféu Jailton Arruda - Comunicadores de Pernambuco”, e o título de “Referência Pernambucana - Melhores de Pernambuco”,  da Associação Alimentando vidas.

Valorizando a musica regional e divulgando o mais autentico forró do Nordeste, a “Xinelo Rasgado” vai conquistando um lugar de destaque entre os grupos do gênero.

 

BAIXE:

Forró Xinelo Rasgado - Ao Vivo https://suamusica.com.br/forrozeirospe/forro-xinelo-rasgado-ao-vivo

Forró Xinelo Rasgado - Levantando o Pó https://suamusica.com.br/forroxinelorasgadoi/xinelo-rasgado-levantando-po

Xinelo Rasgado - Frevo, Forró e Folia https://suamusica.com.br/forrozeirospe/xinelo-rasgado-frevo-forro-e-folia

 

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

2021: um ano sem carnaval

 


Para conter a propagação da Covid-19 as festas de Mono foram suspensas em todo o Estado de Pernambuco.  É difícil o folião acreditar na ausência do Galo da Madrugada na Ponte Duarte Coelho ou afastado  das ruas no Sábado de Zé Pereira. Difícil também imaginar que o Homem da Meia Noite deixe de sair em cortejo pelas ladeiras de Olinda para ser trocado por uma  “live”.  

O prejuizo não é somente econômico, mas social.  Prejuizo para  os cofres do Estado, que no ano de 2020 movmentou cerca de R$-2,3 bilhões. Prejuizo também para a cadeia criativa – músicos, cantores, artistas plásticos, produtores culturais e os carnavalescos de um modo geral. Um rombo sem precedentes na economia e na historia do Carnaval, com repercussões para  muito além do ano de 2021. Se a imunidade da população chegar através de uma vacina de maneira positiva e rápida possivelmente será marcado um Carnaval fora de época, mas não será nunca igual ao que acontece todos os anos.  

Cais do Sertão foi o vencedor da 14ª edição da Bienal Boliviana de Arquitetura

 Centro cultural foi destaque na categoria construção internacional



 

O Centro Cultural Cais do Sertão celebra mais uma vitória, elevando a sua arquitetura e possibilitando que o mundo enxergue a cultura popular a partir de sua estrutura e acervo. Dos dias 18 a 25 de janeiro, o núcleo acadêmico do Colégio Departamental de Arquitetos de La Paz - CDALP e do Colégio de Arquitetos da Bolívia - CENA CAB elegeu as obras construídas, manifestações artistas e intelectuais que compõem a arquitetura urbana dos últimos anos. Entre os 169 projetos de 12 países selecionados, o Cais foi vencedor na modalidade Construção Internacional.

Este ano a Bienal focou nos projetos arquitetônicos a partir das seguintes categorias: Obra Construída, Modalidade Projeto, Pesquisa e Produção Intelectual e Projetos de Graduação - Alunos. O Cais do Sertão, museu gerido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer e da Empetur, se destaca ao trazer elementos que remetem ao Sertão pernambucano no seu projeto arquitetônico. 

“Estamos muito felizes com mais este reconhecimento internacional ao Cais, que é um dos grandes equipamentos culturais do Governo do Estado. Nesta época marcada por uma pandemia que nos obrigou a fechar as portas, e que tivemos que nos reinventar com programação online, descobrir novas formas de interagir com o público, receber este prêmio traz um novo fôlego à equipe. Tratando-se de um espaço turístico que partilha, do seu acervo à sua estrutura, a memória, a identidade e a resiliência do povo sertanejo, este presente é muito especial”, comemora o secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes.

Inaugurado em abril de 2014, o Centro Cultural conta com projeto concebido pelos arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Canucci. Desde a sua abertura, o espaço se volta para a compreensão e fruição da cultura popular e do legado do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. “O Cais é um presente para os pernambucanos e visitantes de todo o mundo. Desde a entrada do museu, o público é convidado a adentrar na vivência do povo nordestino. A partir das atividades e mediações oferecidas, é possibilitado o encontro íntimo com a arte, a memória e a resistência sertanejas”, pontua a gestora do espaço, Maria Rosa Maia.

Devido à pandemia da covid-19, o Cais tem operado em horário reduzido: quintas e sextas-feiras, das 10h às 16h; sábados e domingos, das 11h às 17h. O Centro Cultural segue todos os protocolos sanitários e salienta ao público sobre o cumprimento do distanciamento social, uso de máscara e higienização das mãos.

 

RECONHECIMENTO INTERNACIONAL

Além da Bienal da Bolívia, o Cais foi um dos vencedores do 33º Rodrigo de Melo Franco, na categoria Patrimônio imaterial, com as atividades musicais da Sala Imbalança, em 2020. Já em 2019, conquistou o Prêmio Obra do Ano 2019, organizado pelo site ArchDaily, e o Prêmio Gubbio 2019, na seção América Latina e Caribe. Ainda neste mesmo ano, recebeu o Prêmio Dedalo Minosse. Outra premiação conquistada pelo Cais foi o Prêmio Nacional de Turismo, em 2018.

Ceiça Moreno canta Gonzaga e é aprovada nas audições às cegas do The Voice+


 

A pernambucana de 74 anos munida de sua sanfona, interpretou "Qui Nem Jiló", de autoria do Rei do Baião e de Humberto Teixeira e foi escolhida para entrar no time de Cláudia Leitte.

ASSISTA NA ÍNTEGRA

A inscrição para participar do The Voice + foi feita com o apoio de seu filho. "Claro que eu quis, mas ele que fez tudo. Quem organizou foi ele", explica ela, que viu no programa uma oportunidade de mostrar seu talento e seu amor pela música para todo o Brasil.

"Cantei a primeira vez com 4 anos de idade e ganhei um prêmio. Depois, comecei estudando sanfona, com meus 7 anos. Comecei tocando, estudando no colégio das freiras, e fui convidada pelo padre da cidade para tocar missas, tocando serafina. Estudei música com um maestro também, para aprender a ler e escrever partituras", conta.

No final da apresentação, Daniel pediu para que a pernambucana cantasse um pouco mais. Ela homenageou sua terra cantando um trecho da Ave Maria, de Maria Bethânia.

Programa Pernambuco Cultural Homenageia Genival Lacerda

O programa Pernambuco Cultural volta até junho de 2015, quando Ivan Ferraz recebeu no estúdio da Agência Rádio SEI de Notícias o saudoso Genival Lacerda e seu filho, João Lacerda, que falaram sobre suas vidas artísticas, mergulhando em suas ricas histórias e em sua musicalidade brilhante. 

Num tributo ao Grande Artista, este Pernambuco Cultural abraça a pessoa que foi Genival Lacerda. Com um humor único, talento ímpar e um carisma pertencente somente a ele, o Rei da Muganga, como é carinhosamente conhecido, deixa presente em nossos corações e na história do forró, toda a sua maestria como referência de pessoa, artista e forrozeiro. 

No quarto bloco do programa, o Pernambuco Cultural faz uma homenagem inédita ao inesquecível Genival Lacerda, que durante muito tempo levou a música nordestina pelo Brasil a fora. Vale a pena conferir e relembrar esse ícone da Música Brasileira. 

O Programa Pernambuco Cultural vai ao ar todos os sábados e Domingos das 10h às 11h da manhã aqui na Rádio ForrozeirosPE. Clique no Play no topo do site, no aplicativo da RadiosNET para android ou ios e também no Facebook.com/siteforrozeirospe 

Cordel: BOTAFOGO – A estrela vencedora

 


Autor: Ivaldo Batista

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Sou poeta e escritor

Cordelista e Pedagogo

Sou do Nordeste feliz

Gosto de remo e de jogo 

Já vi torcedor feliz

Com esse cordel que fiz

Dizer que ateei fogo.

 

Falarei do Botafogo

Da estrela solitária

Dessa equipe carioca

Tradicional lendária

Dessas equipes seletas

Que mais emprestou atletas

Para a seleção canária. 

 

Essa equipe centenária

“O glorioso” “O fogão”

Que trouxe tanta alegria

Pra muitos dessa nação

É o time do General

Severiano imortal

Vem “BOTA” com emoção. 

 

Botafogo é tradição

Sua torcida aguerrida

A equipe no Brasil

De norte a sul é querida 

Eu garanto a vocês

Meu amigo “Das Mercês”

Faz parte dessa torcida.

 

O poeta aqui convida

Vamos nessa excursão

Para conhecer de perto

Essa agremiação

Relato aqui sua história

Para servir à memória

De nossa população.

 

Queria fazer menção

Sobre importante marco

Quando era só do remo

Nesse tema eu embarco

Pra lembrar uma história 

Início da trajetória

Nesse saber desembarco.

 

Lembro o memorável barco

Era embarcação “Diva”

Surgida em noventa e nove (1899)

Que tornou se lenda viva

Nas águas da Guanabara

Dessa história tão rara

Faço retrospectiva.

 

Essa equipe altiva 

Que tanto comemorou

Com Vinte e duas regatas

A “Diva” lá disputou 

A todas, ela venceu

Todo mundo percebeu

E “Diva” se consagrou. 

 

O mundo testemunhou

Foi uma consagração

Revelou que esse clube

De Regatas sensação

Já nessa modalidade

Revelava qualidade

Já nascia campeão. 

 

Sobre sua fundação

Testemunhou mar e o sol    

O nascer dessa estrela

Qual grandeza feito ALGOL 

Duas importantes datas

Uma pra o Clube Regatas

 E outra pra o futebol.

 

Faltando seis anos só

Pro ano Mil e Novecentos 

Dia primeiro de julho

Conforme levantamento

Pesquisei vendo as atas

Esse clube de Regatas

Teve o seu nascimento.

 

Dez anos desse evento

Outra data que marcou

Mil Novecentos e quatro

Quando o “Fogão” chegou

Dia 12 de agosto

O Futebol teve gosto

E o Rio comemorou.

 

Um ao outro se juntou

E houve uma fusão

Era oito de dezembro

Quando houve a união

No ano Quarenta e Dois (1942)

Glórias vieram depois

Pra o time do fogão.

 

A respeito da fusão

Por que então decidiram

O Futebol e Regatas

Esses dois clubes se uniram

Em um difícil momento

Um triste acontecimento

Assim eles reagiram. 

 

Os dois clubes decidiram

Após a morte de Armando

Albano um grande craque

Que era grande jogando

Numa partida morreu

Depois que ele faleceu

Acabaram se juntando.

 

Mais fortes foram ficando

Conquistando mais espaço

Nas quadras e nas piscinas

O time virou timaço

Entre agremiações

Havia opiniões

Este time é de aço.

 

Nós vimos cada golaço

Excelente formação

Jogadores preparados

E boa escalação

Um time surpreendente

Mostrou sempre ser valente

Jogava com coração.

 

Talvez por superstição

Eu não sei se é magia

Mas tua camisa sete

Já trouxe tanta alegria

Os gols marcados com ela

Quem sabe alguém revela

Essa tal sabedoria.

 

Lembro de toda euforia

Da emoção que se tinha

Com o TÚLIO MARAVILHA

E o nosso QUARENTINHA

E do Dodô eu nem falo

Mas lembro aqui o ZAGALLO

Jogador top de linha.

 

O plantel que o time tinha

Lembro aqui MAURO GALVÃO

E CARLOS ALBERTO TORRES 

AFONSINHO, que emoção

Botafogo de responsa

HELENO FREITAS, MENDONÇA

Que time de tradição.

 

Nesse time, seleção

Eu lembro aqui com carinho

De GERSON, DIDI, GARRINCHA

NILTON SANTOS e GENINHO

Todos nossos torcedores

Lembram desses jogadores

De MANGA e JAIRZINHO. 

 

Na torcida tem “BUCHINHO”

PAULO CORRÊIA e KALINA

Amigos de Aracaju

Sergipano é gente fina

No Conselho cultural

Torce ANTÔNIO AMARAL

CRISTIANE, sua “Mina”. 

 

Dos famosos tem REGINA

CAZÉ, apresentadora

FLAVIA ALESSANDRA, atriz

Tem cantor e tem cantora

Até a BETH CARVALHO

Que partiu, mas eu espalho

Era também torcedora.

 

A nação é sabedora

Quão extensa é a lista

Tem MARCELO ADNET

HÉLIO de Lá Peña, artista 

Entre outros maiorais

Tem VINÍCIUS DE MORAES

Poeta e pianista. 

 

Eu andei passando a vista

E vi nesta relação

Desde o grande DOMINGUINHOS

E GONZAGÃO do Baião 

Magal não está sozinho

Tem o ZECA PAGODINHO

Que encanta o povão. 

 

Outro de grande expressão

Talvez o mais fervoroso

É AGNALDO TIMÓTEO 

Um Alvinegro famoso

Que já bancou jogador

Expressa o seu amor

Defendendo o glorioso.

 

O Bota é time honroso

O FOGÃO, hoje atual

Seus craques, vamos listar

Pra delírio da geral

Botafogo majestoso

Dum passado glorioso

Um time atemporal.

 

Pra jogar com seu rival 

Temos RHUAN DA SILVEIRA

ROMILDO, DAVI MACHADO

KAYQUE LUIZ PEREIRA 

ÊNIO e JOEL CARLI

WESLEY e MATEUS BABI

E o GUILHERME OLIVEIRA.

 

Uma equipe de primeira

Com qualquer escalação

HELERSON e VICTOR HUGO

MARCELO DA CONCEIÇÃO

SAULO, KEISUKE e KALOU

CAVALIERI, diz tu

Qual a melhor formação. 

 

Vou escalar o fogão

Na partida que disputo

Diego kavaliere

Marcelo Benevenuto

Com Kevin, Warley e Kalou

Rafael Forter e Kanu

E Honda absoluto.

 

Caio Alexandre é astuto

Zé Welisson é volante

Tem Éber Bessa e Lucas

Pedro Raul atacante

Cícero e Victor Luís

E o torcedor feliz

Com o “Bota” sempre avante.

 

O Botafogo mandante

É de Herói a conduta

Contra seu adversário

O mascote também luta

O Bota não está sozinho

Tem Biriba e Manequinho

Pato Donald e Biruta. 

 

Assim é toda disputa

Joga com muita vontade

Relembrar o seu passado

Sua historicidade

Motiva os jogadores

Alegra os torcedores

Que dão credibilidade.

 

Time que lá na cidade

Do Rio se faz ouvido

Torcedor botafoguense

Sempre envaidecido

Julga seu time gigante

Na história tão marcante

Importante e aguerrido.

 

O Bota é conhecido

Por ter em seu distintivo

A exuberante estrela

Que revela um time altivo

O alvinegro é destaque

Preto e branco pois marque

O clube poliesportivo. 

 

Conforme li no arquivo

Seu Estádio era Engenhão

Mas o nome foi mudado

É Nilton Santos então

Quando tem qualquer partida

É de lá que a torcida

Torce com toda emoção.

 

O time foi campeão

Tem 21 campeonatos

Cariocas conquistados

Na CONMEBOL rezam os fatos

Rio-São Paulo na mão

Celebrou brasileirão 

Duas vezes somos gratos.

 

Para sermos mais exatos

Revelar aqui eu vou

Torneio Rio - São Paulo

O Bota já levantou

Quatro vezes o troféu

O Brasil tira o chapéu

Por tudo que conquistou.

 

A história registrou

Outros marcos obtidos

O Botafogo é quem tem

Mais jogadores cedidos

À seleção brasileira

Essa equipe é parceira

Nesses troféus recebidos.

 

Nos registros obtidos

A torcida está atenta

A teu passado de glórias

Na década de cinqüenta

Ostentas lembras ainda

A participação linda

Pelos anos de sessenta.

 

Tem torcedor que lamenta

Unidos ou revoltados

Exigem que o seu clube

Volte aos tempos passados

Quando jogava bastante

Um futebol empolgante

E brilhantes resultados.

 

Muitos têm participado

Procurado ajudar

Tem torcedor que procura

Ao Clube se associar

A fim de fortalecer

Pra vê Fogão acender

Vencer e não se apagar.

 

Esperam comemorar

Seu dia oficial

De torcedor alvinegro

Carioca afinal

Dia do botafoguense

Se neste dia ele vence

A alegria é geral.

 

Pela lei estadual

A data foi aprovada

Na Assembléia do Rio

Encontra se registrada

Dia nove de agosto

Zagallo com muito gosto

Tua vida é celebrada. 

 

Nessa poesia rimada

De cordel pude contar

Um pouco do Botafogo

Acabo de relatar

Fiz só pra contribuir

Quem gostou pode curtir 

E também compartilhar.

 

Aqui pra finalizar

Só, tua estrela chegou

É que ela se destaca

Outra jamais te alcançou

Por isto estás sozinha

É singular é rainha

Que o tempo consagrou.

 

O folheto terminou

Agora vem o meu rogo

Vamos todos assistir

Vai jogar o BOTAFOGO

De FUTEBOL e REGATAS

Que aproveitemos as pratas

Da casa pra todo jogo.