terça-feira, 31 de agosto de 2021

Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo reabre o Museu Olímpio Bonald


 Após uma pausa nas atividades, por conta das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o único museu de bacamarteiros do mundo reabre suas portas para visitação. Trata-se do Museu Olímpio Bonald de Bacamarte (MOBBAC), localizado no centro do Cabo de Santo Agostinho, administrado pela Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (SOBAC), Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco.

Aberto em 2016, o MOBBAC foi reconhecido em sua iniciativa, por meio de uma Menção Honrosa por Preservação da Memória Cultural de Pernambuco, no Prêmio Ayrton Almeida de Carvalho, em 2017, realizado pela Secult-PE/Fundarpe.

O museu detém um acervo iconográfico que remonta os primeiros anos do bacamartismo no século passado, além de objetos relacionados ao movimento, como bacamartes de várias épocas, pilão de pólvora e ronqueira, e conta com a mediação dos próprios bacamarteiros e bacamarteiras, afirmando seus objetivos de museu comunitário.

ATIVIDADES - Além da reabertura do Museu Olímpio Bonald de Bacamarte, estão abertas as oficinas de pífanos, que já formou mais de trinta pifeiros no município, bem como a de Canto Coral Regional, que alimenta o Coral Boca de Bacamarte da SOBAC. Os interessados em participar podem se inscrever pelo número: (81) 99750-3564.

“Queremos que o visitante tenha contato direto com nossa expressão, podendo captar não só o visível aos olhos, mas o que permeia nossa paixão por este folguedo sesquicentenário”, conta Ivan Marinho, que coordenas as atividades da SOBAC. O MOBBAC reabre com incentivo, através de Termo de Fomento, da Secretaria de Cultura do Cabo de Santo Agostinho.

Serviço
Reabertura do Museu Olímpio Bonald (MOBBAC)
Funcionamento: de quarta-feira a sábado, das 09h às 16h, com intervalo de 12h às 13h para almoço; e domingo, de 8h às 12h.
Endereço: R. Vigário Batista, 157, Centro – Cabo-PE (em frente ao antigo Mercado de Farinha).
Contato pelos números: (81) 9.9451-9085 ou (81) 9.9750-3564

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

André Lins: um artista formado pelas raízes do Nordeste


 Ator, dançarino, cantor e compositor, com 26 anos de trajetória artistica se firma como intérprete contemporâneo dos ritmos regionais.Pé-de-Serra, Xote, Baião, Lambada, entre outros... Ritmos tradicionais que embalam o Norte e o Nordeste Brasileiro há décadas seguem vivos e atuantes na cena artistica contemporânea. Entre os nomes que seguem reverenciando e reinventando sonoridades regionais em Pernambuco está André Lins, um multiartista com 26 anos de trajetória, com vasta experiência em Música, Composição, Teatro e Dança.

A carreira de Lins nos palcos começou nos anos 1990. Nessa década, se destacou como ator, participando de dezenas de montagens teatrais – Teatro de Revista, Comédias, Musicais, Infantis e outros gêneros. Amante dos ritmos desde a adolescência, estudou Dança de Salão, arte a qual se dedicou e tonou-se professor de 1993 a 2003, dançando em diversos festivais.

Como dançarino, participou de projetos como o tradicional “Dançando na Rua” em Recife, e do balé da antiga banda regional Pisa Na Fulô, grupo precursor da famosa “Dança da Boneca”, a qual mostrava um habilidoso dançarino de forró com uma “boneca de pano” em tamanho real. À época, o número se espalhou pelo Brasil e virou febre, sendo reconhecido em programas de TV como os de Raul Gil, Hebe Camargo, Xuxa, Faustão e Gugu.

Na televisão, Lins estreou no programa “Papeiro da Cinderela”, da TV Jornal – SBT, (2006). Também deu vida a personagens nas novelas “Revelação”, no SBT (2008), e “Bela, a feia”, da TV Record (2010).

No entanto, a paixão pela música de sua terra, Pernambuco, o guiou para se transformar em intérprete dos ritmos que tanto ama.

Após incursões por outras bandas regionais, tanto como dançarino quanto cantor, decide se lançar como artista solo em 2012. Assim, ele inicia uma nova fase artistica, que já lhe rendem frutos positivos há sete anos.

Com dois discos e um DVD gravados, o repertório de André Lins inclui desde Pé-de-Serra autoral até releituras de artistas como Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Tim Maia em ritmo de Xote. Sua voz também presta homenagem a hinos do cancioneiro nordestino, entoando Xaxado, Baião e Arrasta-Pé, principalmente clássicos de mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Accioli Neto.

O show do artista, alegre e vibrante, está presente no ciclo junino do Estado, tanto no Sítio da Trindade, principal polo de São João do Recife, como também em cidades do interior como Arcoverde, Caruaru, Gravatá, Bezerros... No Recife, circulou ainda com o show “André Lins canta Roberto Carlos”, com adaptações de canções do Rei da MPB para os ritmos regionais.

Em suas apresentações, André Lins canta acompanhado de sua banda, além de bailarinos, que resgatam a boa tradição do forró pernambucano. Seu show é a cara do Nordeste e por isso tem sido considerado um dos grandes nomes do forró Pé-de-Serra contemporâneo.

Mais informações sobre o artista: https://www.facebook.com/andrelinscantor/ https://www.instagram.com/andrelinsoficial

 

Vídeos de destaque:  

 

 

 

 

BAIXE CD COMPLETOS:

ANDRÉ LINS "FORRÓ DE MERMO" AO VIVO

ANDRÉ LINS - FARRA & FOLIA ( CD DE CARNAVAL)

segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Curta-metragem retrata trajetória do Mestre Grimário

 Fruto do edital de Registro Audiovisual dos Mestres e Mestras relacionados aos Saberes Tradicionais e da Cultura Popular, vinculado à Lei Aldir Blanc em Pernambuco, o curta-metragem “Mestre Grimário” retrata a trajetória do fundador do Cavalo Marinho Boi Pintado, uma das agremiações mais populares e tradicionais do município de Aliança, na região do Agreste. Para conferir, aperte o play abaixo: 


domingo, 8 de agosto de 2021

Forró no ritmo da rabeca


 Mestre Luiz Paixão lançou o álbum ”Forró de Rabeca”, muito bem aceito pela critica e pelos admiradores do artista. Aos 72 anos de idade, o rabequeiro famoso na Zona da Mata de Pernambuco, reuniu algumas musicas de domínio publico e outras de sua autoria, entre cocos, forrós, sambas e cirandas.

Nascido em Aliança (PE), terra do Maracatu Rural, Luiz Paixão se tornou mestre da rabeca por influencia de seu avô, que costumava tocar o instrumento.  No álbum recém-lançado, ele toca rabeca nas 14 músicas gravadas. 

1. Samba da santa (Luiz Paixão)

2. Pé de lírio (domínio público)

3. Forró de rabeca (Luiz Paixão)

4. Maria pequena (domínio público)

5. Baião arrochado (Luiz Paixão)

6. Amor amor amor (domínio público)

7. Forró do cambiteiro (Guga Santos, Stef Pai Véio e Luiz Paixão)

8. Samba das rabecas (Mina e Luiz Paixão)

9. Ciranda da macaxeira (Guga Santos e Luiz Paixão)

10. Dona Maria, o Coco é redondo (Sidraque e Luiz Paixão)

11. Menina linda (Mina e Luiz Paixão)

12. Farol de Olinda (Luiz Paixão)

13. Trupê do cavalo (domínio público)

14. Urro do boi (domínio público)

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Banda Casaca de Couro anuncia Live e gravação do mais novo DVD


 Com o isolamento social e a impossibilidade de aglomerar pessoas devido a pandemia de Covid-19, a banda de forró sergipana, Casaca de Couro, anunciou sua volta aos palcos, agora de maneira virtual. Será no dia, 22 de agosto, com uma super produção da live "Casaca de Couro canta Viola de Fita". Durante a Live será gravado o mais novo DVD da banda, a produção conta com recursos da Lei Aldir Blanc - Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAPSE). 

Sem poder subir aos palcos enquanto a pandemia não estiver sob controle, a banda sergipana, decidiu estar mais perto do público, de forma virtual para lançar também novas músicas de trabalho. 

Formada em março de 1998, a CASACA DE COURO, vem levando o que há de melhor da nossa cultura: muito forró. Mesclando percussão, acordeom, violino e muita animação, conquistou o reconhecimento do público e crítica, ganhando prêmios em Sergipe de “A MELHOR BANDA DE FORRÓ PÉ-DE-SERRA” e cantora revelação, Lizete Feitosa em 2008 e melhor cantor de Forró em 2009 para o Acordionista e cantor Joaquim Ferreira. A CASACA DE COURO foi eleita também MELHOR BANDA DE FORRÓ PÉ-DE-SERRA DE SERGIPE em 2008, 2010 , 2011, 2016 e 2017.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Cylene Araújo - uma artista que é "MUITAS"


Ativista “INDEPENDENTE” da causa feminina a mais de duas décadas. Cylene Araújo é autora de músicas como:   “X NA PALMA DA MÃO”, “NÃO É NÃO” e SAMBINHA PRA MULHER entre outras. 

Cantora, compositora, radialista, escritora, pesquisadora musical, Cylene Araújo chega aos 55 anos, vinte anos depois de ter cantado sozinha “50 horas de Forró” (ano 2000), no PATATIVA em São Paulo. Uma recordista do FORRÓ! Ela neste mês tem muitos motivos para comemorar e celebrar a vida! 

Na pandemia compôs um “grito de alerta musical” contra a violência doméstica a machinha “X na Palma da Mão” que incentiva mais mulheres a denunciar a violência sofrida, colaborando com a Lei Federal 14. 022 / 2020, Sinal Vermelho.

Cylene Araújo, é uma cantora/compositora, que tem mais de 33 trabalhos lançados do (Forró, Frevo, maracatu, xotes e baiões). Tem 8 livros publicados com temática cultura popular e o mais recente religiosidade, além de um documentário(2018). Em 2011 foi nomeada a MADRINHA DO ARTESÃO e desde 2015, recebeu o título de “Madrinha do Forró Iluminado” da AACD Recife, por abraçar as causas sociais da instituição.

 Desde 2011, apresenta o programa FORROBODÓ na Universitária FM (UFPE). Nas redes sociais, desde (2017) tem o “Café com Cylene Araújo”, além do seu projeto em nova versão: “Todas Marias” Elas e Eles. Cylene Araújo, é mulher valente focada no bem coletivo.


domingo, 1 de agosto de 2021

Zeca Baleiro lança músicas no ritmo do Forró

 


As duas músicas, Forró de ilusão e Face, fazem parte do álbum de forró que o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro está produzindo a quatro mãos,  junto  com o cantor e compositor paraibano Chico César. No repertório desse vindouro álbum de forró, Baleiro apresenta parceria póstuma com Dominguinhos (1941 – 2013) e Fausto Nilo. 

A julgar pelo single duplo inicial, a primeira impressão do álbum é boa. Composição de autoria somente de Baleiro, Forró de ilusão é xote inédito em disco, mas já conhecido do público..  Já Face – música gravada pelo artista com a cantora potiguar Juliana Linhares – é baião que Baleiro compôs junto com Chico César e com Itamar Assumpção (1949 – 2003),  As gravações de Forró de ilusão e  Face foram  feitas  com os toques da sanfona de Cosme Vieira, do triângulo de Damião Vieira e da zabumba de Fêh Silva.

 


sábado, 31 de julho de 2021

Filha do sertão, Fabiana Santiago moderniza tradições nordestinas em EP visual


 Florescer é um ato de vida, de se reinventar, de superar as adversidades e mostrar força. É esse poder, sob a ótica da mulher do sertão, que a cantora e compositora Fabiana Santiago evoca em seu EP de estreia. Intitulado “Florescer”, o trabalho bebe na fonte dos ritmos da cultura popular nordestina e a decifra em diversos prismas, da MPB à salsa, merengue e lambada. O EP pode ser ouvido em todas as plataformas digitais e pode ser visto com clipes para todas as faixas.

“Com 20 anos de trabalho na música, ainda não tinha um projeto pra chamar de meu. Era um desejo antigo, mas que ao mesmo tempo me causava medo, de me mostrar enquanto compositora já que minha trajetória foi inteiramente como intérprete. No início de 2020, comecei a rabiscar a primeira canção, forçadamente tentando voltar a escrever. Quando a pandemia se instalou, a mistura de medo e receio aumentou: medo de deixá-la apagar o trabalho construído até aqui, junto do medo de não realizar os projetos para o ano”, reflete ela.

Tentando manter o seu processo criativo ativo e a mente em foco em meio a tempos difíceis, Fabiana Santiago começou a fazer lives semanais. O que era um processo para manter o pique dos palcos, virou uma oportunidade para criar química e personalidade própria e testar repertório. Foi durante esse período de mergulho pessoal e na música que as faixas do EP surgiram.

“A sonoridade foi definida sob a ótica dos signos e símbolos nordestinos, isso surge na instrumentação, estilo, e composição. Mas tentamos não deixar de lado uma força e uma identificação que tenho com os ritmos latinos”, conta a artista.



Destaque da cena musical do sertão pernambucano, Fabiana começou sua carreira musical na adolescência e hoje, com mais de 20 anos de estrada, traz para seu trabalho solo tudo que aprendeu em parcerias com outros artistas. E os nomes são muitos - vão desde Ednaldo Fonseca (“O Juiz Sanfoneiro”) e Targino Gondim, com quem dividiu palco como backing vocal; a artistas plurais como Elba Ramalho, Dominguinhos, Gilberto Gil, Geraldo Azevedo, Sorriso Maroto, Vanessa da Mata, Ana Carolina e Roupa Nova.

Voz ativa em Petrolina, Fabiana Santiago promove o projeto Show Divas do Vale, que realiza em parceria com as artistas e empreendedoras de vários nichos do Vale do São Francisco. Trata-se de um espetáculo com repertório de artistas ribeirinhos ou que versam sobre a ótica feminina, sobre a riqueza da região e contempla artistas locais e nordestinos consagrados. Além disso, tem em sua trajetória uma afinidade com o carnaval, incluindo uma apresentação para milhões de pessoas no Galo da Madrugada, no começo de 2020.

"Florescer" pode ser ouvido em todas as plataformas de streaming de música e os vídeos estão disponíveis no canal da artista no YouTube.

Ouça “Florescer”: https://onerpm.link/florescer

Assista aos clipes de "Florescer": https://www.youtube.com/c/FabianaSantiagoOficial

 

Ficha Técnica:

Gravado no Estúdio P10 em Petrolina (PE)

Engenharia de som, mix, master e arranjos: PIB (Cleido José)

Fabiana Santiago - Composição, Arranjos, Voz e vocais 

PIB - Teclado, vocais, synths e programação

Ricardo Nunes - Contrabaixo e Arranjos

Dego Leal - Guitarra

Jó do Acordeon - Sanfona

João Henrique (China) - Saxofone e flauta

Vinícius Oliveira - Trombone (nas faixas “Eu sou o Sertão” e “Deixa”)

Júlio Cesar - Trompete (nas faixas “Eu sou o Sertão” e “Deixa”) 

Igor Nogueira - Violão e Ukulele (nas faixas “Palavra de Mulher” e “Imensidão”) 

Silvino Júnior (Juninho) - Percussão 

Marcos Vinicius - Bateria 

Danielle Ramos - Vocais na faixa "Palavra de Mulher"

Produção geral: Fabiana Santiago, Marcílio Ferreira, Herbet Freitas, Danubia Carvalho e Wellington Michelone, André Ferreira, Ítalo Vasconcelos.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Ação da Cepe divulga cultura dos cordéis


 Com o objetivo de fortalecer e dar mais visibilidade à literatura de cordel, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) está com uma ação promocional para os leitores batizada de Cordéis do Pajeú. Quem comprar um dos três livros da Coleção Pajeú (Cepe Editora) - Meu eu sertanejo, Mesas de Glosas da 1ª Feira de Poesia do Pajeú, e Redes de Poesia ganhará também três folhetos de cordel selecionados pelo conselho editorial pajeuzense. São eles: Comadre Florzinha e o Caçador, de Wellington Santos Rocha; A Incrível História do Menino Mandacaru, de Odilia Renata Gomes Nunes; e Gênesis, a origem do cangaço feminino, de Thaynnara Alice Queiroz Pessoa. As ilustrações foram criadas pelo gráfico, poeta e artífice Lourenço Gouveia.

Lançada em junho de 2021, a Coleção Pajeú foi selecionada pelo Conselho Editorial do Pajeú, formado por poetas da região e criado durante a 1ª Feira da Poesia do Pajeú, evento realizado pela Cepe em julho de  2019, em São José do Egito. A promoção é por tempo limitado.

O presidente da Cepe, Ricardo Leitão, já anunciou que em 2022 a feira terá sua segunda edição. “Essa ação na região do Pajeú é resultado de uma missão cultural que a empresa tem de resguardar e ampliar o conhecimento sobre o maior pólo de poesia oral do País. O primeiro ano foi bem-sucedido com a publicação de três livros e três cordéis, o que nos estimula a repetir esse mesmo trabalho em 2022 com essencial apoio dos poetas do Pajeú”, afirma Leitão. 

O Secretário Estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, ressalta a importância de difundir e registrar a cultura do cordel, que diz muito sobre a nossa história. “O ciclo das navegações, portanto o ‘descobrimento’ do Brasil e a colonização brasileira, que teve Pernambuco como grande protagonista dessa primeira fase da ocupação do território, seja através da plantação da cana de açúcar, seja através da abertura dos caminhos do gado pelos sertões, traz de Portugal o ciclo das trovas, da história cantada e levada em cima do lombo de cavalos e de burros. E essa tradição da história oral se transforma em grandes representações da nossa cultura “,declara Gilberto, acentuando a região do sertão do Pajeú como grande recanto da poesia cantada e escrita da forma mais tradicional, ou seja, como era cantada e falada nos séculos XVI e XVII. “E essa preciosidade que nós temos hoje em cidades desse nosso território rico merece toda a nossa atenção, todo o nosso registro. O cordel nada mais é do que o reflexo de um passado breve que deixa um legado rico da nossa cultura mais original, vinda da trovada dos diversos ibéricos do ciclo pós-Renascimento. É nossa história traduzida em ritos qualificados do nosso português mais arcaico e mais bem falado”, finaliza o secretário. 

Anastácia lança novo álbum aos 81 anos

 


Matriarca do Forró, a cantora e compositora pernambucana Anastácia, hoje com 81 anos de idade, não quer saber de se aposentar da música.  Ela está lançando o EP “Pé de Joá”, com musicas em parceria com a cantora paulistana Céu e o compositor João do Valle, extraídas do álbum inédito “Identidades”, que está sendo produzido com direção de Guto Graça Mello. 

Anastácia – a Rainha do Forró – em toda a sua carreira soma cerca de mil musicas gravadas, sendo 250 delas com o seu principal parceiro o saudoso Dominguinhos.  Anastácia lançou cerca de 35 discos e suas composições já foram gravadas por Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Gal Costa e outros consagrados intérpretes da musica brasileira.






quarta-feira, 28 de julho de 2021

Cia. Sarau das Seis lança o EP “Rezo”

 

Já está disponível no YouTube o EP “Reza”, da Cia. Sarau das Seis, natural de Petrolina. Fruto do espetáculo teatral “Rua dos Encantadas”, o disco traz, além de canções cantadas em cena pelos atores, texturas sonoras que compõem a trilha sonora do trabalho e falas da dramaturgia.  A iniciativa conta com os recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco.

Todas as seis faixas que compõem o projeto são autorais e foram criadas especificamente para o espetáculo. Antônio Pablo, integrante da companhia que assina a direção musical, diz que a criação desse EP surge do “desejo de poder vivenciar em outros espaços essas sonoridades”. Ele ainda explica que a teatralidade está mantida nessa extensão da cena. “O público pode esperar um trabalho sonoro, imagético e sensitivo, porque não queríamos que perdesse essas características do teatro.  É um disco extremamente teatral, manter essa identidade e transpor sonoramente era o desafio e uns dos pilares para a feitura do EP, acho que conseguimos, mas o público que dirá”.

A criação das músicas foi parte significativa da construção do Rua dos Encantados”, como detalha a atriz e compositora Fernanda Luz. “As músicas Pra noite alumiar e Veredas nasceram quando eu lia o livro Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Ambas nasceram muito rápido, como quem já me esperava para ser instrumento e fazer ecoarem por aí. Elas contribuíram para construção da cena e energia das brincantes, das personagens. A música depois que entra no espetáculo ganha outros braços, ela gera várias reações no imaginário dos corpos dos atuantes que a defendem e do público que assiste”, explica.O EP foi gravado no estúdio Conexões AyÔ, na Casa Sarau em Petrolina-PE, um espaço criativo de gravação e estudo de música para cena e músicas em geral. O processo artesanal, proposta defendida pela “Sarau”, foi realizado entre janeiro e julho de 2021. As vozes são do elenco, contando com Antônio Pablo, Fernanda Luz e Lua Manda. A produção, direção musical e arranjos são assinados por Antônio Pablo. Os músicos Ivan Greg e Diego Rosa colaboraram com sanfona e arranjos vocais, respectivamente. “Foi e está sendo um grande desafio mergulhar em um trabalho totalmente sonoro, de gravação e criação de arranjos das canções. Entre acertos e erros, seguimos tentando, vivenciando cada etapa de muita aprendizagem”, pontua o diretor.

Mais informações sobre o projeto e a companhia podem ser acessadas através das redes sociais: www.facebook.com/saraudaseis e no perfil do Instagram @ciasaraudaseis.

Iphan revalida título da Feira de Caruaru como Patrimônio Cultural do Brasil


 Revalidação do título foi aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

A Feira de Caruaru (PE) foi revalidada como Patrimônio Cultural do Brasil, na manhã desta quinta-feira (22). A decisão final para revalidação do título do bem cultural pernambucano aconteceu durante a 96ª Reunião do Conselho Consultivo Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O encontro contou com a participação da presidente da autarquia, Larissa Peixoto, do diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), Tassos Lycurgo, além de membros do Conselho.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo. O Conselho trata de questões relativas ao Patrimônio Cultural brasileiro, tanto o material quanto o imaterial. Consiste, portanto, na instância deliberativa final na apreciação dos processos de reavaliação para revalidação do título dos bens culturais registrados.

“Os principais critérios para revalidação de um bem imaterial são: se ele continua sendo uma referência cultural para aquela comunidade e se há o consentimento dos próprios detentores, ou seja, dos possuidores e praticantes daquele bem imaterial em relação a revalidação do título de Patrimônio Cultural”, explicou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto.

“Esses bens caracterizam-se pelas práticas e domínios da vida social como importantes elementos de sua identidade. São transmitidos de geração a geração, criando um sentimento de continuidade e contribuindo para promoção do respeito à diversidade cultural e à criatividade humana”, completou.

Pelo menos a cada dez anos, é feita uma nova avaliação de cada bem registrado como Patrimônio Cultural, fornecendo indicativos para que se decida sobre a permanência ou não do título concedido, conforme estabelecido pelo Decreto nº 3.551/2000. A iniciativa tem como objetivo tanto investigar sobre a atual situação do bem cultural, como levantar informações, averiguar a efetividade das ações de salvaguarda, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, o interesse dos detentores na manutenção do título, entre outras questões.

Antes da deliberação final do Conselho Consultivo, o processo de revalidação da Feira de Caruaru passou por consulta pública e os pareceres de reavaliação foram apreciados pela Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial. Em todas as etapas do processo de revalidação, os detentores foram convocados a participar, contribuindo com a elaboração do Parecer de Reavaliação, disponibilizado por 30 dias para que toda sociedade pudesse se manifestar.

Os outros três bens que estavam previstos para serem revalidados, também na manhã desta quinta: Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, o Tambor de Crioula do Maranhão e o Frevo (PE), serão discutidos na próxima Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, com previsão para ser realizada até o final de agosto.

Processo de reavaliação da Feira do Caruaru

O Parecer Técnico de Reavaliação do bem cultural aponta que a Feira de Caruaru permanece como uma referência para a vida comercial e para a definição de uma identidade cultural referenciada no universo da cultura popular nordestina e do modo de viver sertanejo. Permanece ainda a sua importância como ancoradouro físico e simbólico privilegiado para a produção de produtos manufaturados e objetos artísticos que expressam e atualizam vínculos históricos com o processo mais geral de povoamento e ocupação da região.

A Feira de Caruaru, inscrita no Livro de Registro dos Lugares em 2006, é um lugar de memória e de continuidade de saberes, fazeres, produtos e expressões artísticas tradicionais que continuam vivos no comércio de gado e dos produtos de couro, nos brinquedos reciclados, nas figuras de barro inventadas por Mestre Vitalino, nas redes de tear, nos utensílios de flandres, no cordel, nas gomas e farinhas de mandioca, nas ervas e raízes medicinais.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Iphan

Em entrevista Casaca de Couro revela detalhes do CD Chama Gente


 Numa tarde envolvida por muito forró e descontração, o acordeonista e líder da CASACA DE COURO, Joaquim Antonio, foi entrevistado, ontem, 16, pelo competente William Leal. A entrevista foi marcada pela irreverência e conhecimento cultural por parte do entrevistado e entrevistador, principalmente após a participação do produtor pernambucano Cláudio Rocha, do site FORROZEIROSPE. Willian, mostrou conhecer a fundo a música brasileira, narrando fatos históricos de forrozeiros pernambucanos que fizeram e fazem a história da música brasileira.

O acordeonista Joaquim Antonio, falou da finalização do CD CHAMA GENTE, produzido com recursos oriundos da Lei Audir Blanc através de Edital da FUNCAJU – ARACAJU, com músicas autorais neste que é um dos mais belos produzidos pela CASACA, com arranjos do músico Emanuel Jorge.

Após a mix e master, a CASACA irá fazer o lançamento nas plataformas digitais para presentear os forrozeiros fãs da banda, assim como agendar os shows de lançamento em várias capitais brasileiras.

“Nosso sétimo CD está rico em harmonias e muita poesia para todos os forrozeiros”, destacou Joaquim Antonio.

O radialista William Leal, demonstrou muito carinho e felicidade ao destacar as produções anteriores como “Forró, Folclore e Vaquejada” e o último trabalho gravado, “Canta Casaca de Couro”, convidando a CASACA para fazer o lançamento do novo trabalho, “Chama Gente”, em seu programa.

Assista a entrevista:

Coco de Fulô lança clipe da música “Cana de Santa Fé”

 O grupo cultural Coco de Fulô lança seu novo clipe: “Cana de Santa Fé”. O single, que traz uma arranjo musical regional, é uma das apostas do Coco de Fulô para o ciclo junino deste ano. A iniciativa tem como objetivo valorizar e divulgar a musicalidade rural do coco de roda de engenho, tradição presente na região da Zona da Mata de Pernambuco. 

“O single faz referência ao Engenho Santa Fé, localizado no município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte. O local conta com um conjunto arquitetônico, construído ainda em meados do século 20, que reúne casa-grande, moita, casa de purgar e casario conjugado. Estar aqui é poder deliciar-se na paisagem do verde e da doçura dos canaviais”, conta o músico Ricco Serafim.

A música, de tradição popular, ganhou uma versão na voz de Ricco Serafim, com arranjos percussivos de Nino Souza no caixa; Nino Alves no bombinho; Valdir Félix no mineiro; Guilherme Otávio no trompete; e Josias Costa no trombone. A edição e produção do clipe é de Nilton Pereira. Já a fotografia é de Luise Marques e produção musical de Buguinha Dub.

As gravações aconteceram dentro dos protocolos sanitários. O cenário da apresentação aconteceu no Sítio Cultural Caboclo, área rural do município de Lagoa do Itaenga, capital estadual do Coco de Roda. “Estamos trazendo um autêntico repertório de rimas, versos e poesias, como manda a tradição das brincadeiras e sambadas da região dos canaviais”, diz Ricco.

domingo, 18 de julho de 2021

Amauri Nascimento e a Banda Doctor Vôte lançam a releitura do clássico "Anjo Querubim"

 Amauri Nascimento e sua Banda Doctor Vôte lança a releitura do clássico "Anjo Querubim" em todas as plataformas digitais, prestando homenagem ao poeta Petrúcio Amorim, uma de suas principais referências.

 


"Meu baião, coração..."

Este refrão, que já é um hino em todo Brasil, marca “Anjo Querubim” cuja releitura feita por Amauri Nascimento e sua banda Doctor Vôte está disponível em todas as plataformas digitais. Uma homenagem a Petrúcio Amorim, uma das principais referências musicais nordestinas. “A música foi gravada em 2013, uma das primeiras que gravei na minha vida. Tenho memórias nítidas desse dia: a emoção de conhecer a dinâmica de estúdio, um encanto, um carinho muito especial que pus por poder gravá-la. Tomei coragem, pedi a autorização ao mestre poeta e estamos lançando essa versão como homenagem a riqueza que a arte dele representa'' explica Amauri.

A gravação traz nova roupagem. A música agora conta com uma pegada de  balada romântica e toques de Violoncello. "Foi uma das primeiras músicas a entrar no repertório da Doctor e propus a Athos Thiago, violonista da banda, que nossa versão tivesse essa atmosfera mais intimista" explica o cantor. Participaram da gravação: Amauri Nascimento nos vocais, Athos Thiago, arranjo, violão, baixo, Jonas Nascimento na bateria e  Gabriel Conolly no Cello. A gravação foi realizada antes da entrada da vocalista Dani Cabral.


sábado, 17 de julho de 2021

Roberto Menescal e André Rio lançam canção inédita


 Em Comemoração aos 15 anos do primeiro encontro nos palcos e de uma amizade que surgiu através da música e se fortificou ao longo do tempo, Roberto Menescal e André Rio lançam uma canção inédita, uma Bossa Nova intitulada “Era uma vez”, música de Menescal com letra de André Rio. 

“ Era uma vez, o Amor brotou em meu coração… “ começa assim a nova composição de Menescal e Rio , que exalta o amor, os bons sentimentos que deixam a alma enlevo, atitude tão urgente e necessária nesses tempos estranhos que hoje vivenciamos. “ Era uma Vez”, assim principia a história desta bela e nova canção brasileiríssima.

 

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Geraldinho Lins lança novo EP


 O cantor e compositor pernambucano Geraldinho Lins lança seu mais novo trabalho, o EP “Mais Uma Vez” nas suas redes sociais, o artista já vem divulgando uma das faixas que se chama “Vacilo Meu”. No total, o novo trabalho conta com 9 músicas, sendo 5 exclusivas de composição de Geraldinho e Luciano Barros e 4 regravações de músicas como “Tudo Azul” de Lulu Santos, “Rosa de Cheiro” de André Rio e Vanuti, “Mais Uma Vez” de Rafael Moura e “Casa Comigo” do poeta Accioly Neto.

​As canções foram feitas durante a pandemia, tempo que o cantor se dedicou bastante para trazer novidades na sua carreira e nos estudos. Em 2020, Geraldinho completaria 30 anos de estrada e o EP vem para finalmente completar essa comemoração tão especial, somando mais um projeto de sucesso na discografia do cantor.

As músicas estão disponíveis nas principais plataformas digitais como: Spotify, Deezer, Apple Music, Sua Música, Youtube Music e outros.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Pesquisa aponta Cylene Araújo entre os maiores intérpretes de Gonzagão


 Uma notícia que orgulha a classe forrozeira de Pernambuco. A cantora Cylene Araújo foi destaque no ranking dos cantores brasileiros que mais interpretaram músicas de Luiz Gonzaga – o Rei do Baião.  O resultado dessa pesquisa foi divulgada, inicialmente, em dezembro de 2020, no Dia Nacional do Forró e voltou a merecer ampla divulgação agora em junho, na imprensa nacional, por ocasião dos festejos juninos. 

Cylene Araújo aparece em honroso nono lugar e é a única pernambucana da lista de 20 artistas. A pesquisa levou cerca de cinco anos para ser concluída e contou com dados fornecidos pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD).



 


Grupo de Danças Luar do Sertão lança vídeo sobre sua quadrilha junina

 O Ponto de Cultura Grupo de Danças Luar do Sertão, localizado no município de Custódia, lançou o vídeo “Junina Luar de Prata Custódia (PE) – Do Luar do Sertão” no YouTube. Com a participação de jovens da cidade, o trabalho, que foi contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura, mostra uma apresentação quadrilha junina. Aperte o play e confira:


CaSoando lança EP Pisada Forte


 O projeto “Pisada Forte” surgiu da necessidade de expressar a alegria que ficou “quarentenada” na residência de cada um dos 4 músicos, da família CaSoando, em tempos de pandemia. Da tristeza dos cancelamentos dos shows, a saudade do calor do público, e a necessidade arrebatadora de tocar, transbordou uma vontade enorme de se reinventar, pois para o CaSoando sempre se tira coisas boas de tempos difíceis, e da mistura de todos esses sentimentos surgiu a ideia de lançar um novo álbum.

Em tempos de reclusão, os meninos dedicaram sua energia a um projeto novo, a reinvenção, repaginação e união desse grupo com novos elementos que permeiam o forró em outros estados, regiões, países e continentes.

Durante a pandemia, momento qual viver conectado foi a única maneira de manter o contato humano que tiveram, também surgiu um mundo de descobertas de pessoas, culturas, artistas e movimentos inimagináveis. O quarteto se aproximou muito do movimento Sudestino de Forró, e foi um mundo de trocas, descobertas de bandas, profissionais, compositores, professores e até mesmo estilos diferentes de dançar. O Sudeste conheceu o CaSoando e o CaSoando conheceu o Sudeste brasileiro.

Foi então que Lu Miliano (Voz e Acordeon), Pablo Ferraz (Voz e Zabumba), Nino Silva (Voz, triângulo e Pandeiro), e Daniel Coimbra (Voz e cavaco) começaram a planejar e pesquisar novos sons, compositores e elementos que sintetizassem essa nova etapa da banda.

Pisada Forte

Através do contato da compositora e blogueira de Forró, a carioca Tyna Batista, eles conheceram a música “Pisada Forte”, uma união de poesias de Tyna e o já reconhecido compositor, pesquisador e DJ autor de diversas composições de sucesso, Leo Braga, também do Rio de Janeiro, hoje residente do Espírito Santo.

A música traz como tema um estilo de dança que ganhou a cena nos últimos anos chamado “Forró estilo Roots”, um estilo composto pelo tradicional forró, numa mistura de samba, salsa, tango e muita criatividade. Dentre suas características, o Roots possui Sacadas de perna, chutes, giro paulista (giro curto no mesmo lugar), uma leitura musical com paradas, e marcações que tornam a dança complexa e extremamente interessante.

A ideia era falar com bom humor, mostrando alguém de fora que se surpreendesse ao chegar num forró onde as pessoas dançassem daquela maneira, e através da internet, conhecendo os meninos através do instagram @omelhordopedeserra, Tyna chegou ao CaSoando, que não só incorporou no álbum a ideia num arranjo extremamente dançante na voz de Daniel Coimbra, como usou o título da música para dar nome ao álbum que tem 4 composições com uma pisada muito forte, com letras bem trabalhadas e atuais.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Targino Gondim está entre os forrozeiros mais admirados do Nordeste

 Targino Alves Gondim Filho nasceu no dia 7 de dezembro de 1972 em Salgueiro (PE).  É um músico, cantor e premiado compositor,  famoso no Norte e Nordeste do país por canções juninas, forró, baião e outros ritmos regionais.

Targino Gondim mudou-se para a cidade de Juazeiro da Bahia aos quatro anos de idade e, oito anos depois, começou a tocar sanfona, principalmente as musicas de Luiz Gonzaga, sendo estimulado pelo seu  pai. Aprendeu a tocar e a cantar “Vida de Viajante”, “Numa Sala de Reboco”, além do clássico “Eu só quero um xodó”, de  Dominginhos, mestre que tocou junto com ele em várias ocasiões. Já com dezoito anos, Targino se apresentava em shows nas cidades interioranas de Pernambuco.  

Seu primeiro sucesso na região se deu com "Até Mais Ver", no ano de 1994;  isso o levou a se apresentar na Televisão, ganhando maior projeção.   Cinco anos depois Targino Gondim  foi descoberto pela apresentadora Regina Casé e teve sua canção "Esperando na Janela" incluída no filme de 2000, “Eu, tu, eles’”. 

Em 2001 apresentou-se na "Tenda Raízes" do Festival Rock in Rio e em 2004  "Esperando na Janela" se tornou a música mais executada no Brasil e foi com ela que ele conquistou o Grammy Latino como melhor cantor regional.

Além das composições próprias, a discografia de Targino Gondim apresenta “remakes”  de canções de Luiz Gonzaga e já gravou junto a artistas como Margareth Menezes, Elba Ramalho e Dominguinhos.  Seu primeiro CD independente foi gravado em 1995, seguindo-se dezenas de outros.  Em 2001, a gravadora “Geléia Geral”, de Gilberto Gil lançou a nível nacional o CD “Dance forró mais eu”. Desse ano em diante não parou mais de gravar.

Durante turnê em Portugal, em novembro de 2007, Targino Gondim gravou especial para o canal – Música Brasil, exibido pela TVTEL da Rede Brasileira de Televisão Internacional (RBTI), para toda a  Europa.

Em 2009 lançou o projeto Canções de Luiz, trabalho que lhe rendeu o prêmio de Melhor Cantor no 21º Prêmio da Música Brasileira 2010 (antigo Prêmio Tim de Música). Durante o III Festival Internacional da Sanfona Targino lança o seu primeiro CD instrumental.

São muitos os artistas que se tornaram os maiores divulgadores da musica nordestina dentro e fora do Brasil.  Targino Gondim está entre eles, para alegria de seus incontáveis admiradores. 

 

   

 


sábado, 15 de maio de 2021

Filme que fala sobre a ausência do Carnaval, “Ladeira do Delírio” está disponível no YouTube

 Artistas pernambucanos produzem curta-metragem que mescla diferentes linguagens como dança, performance, atuação em obra experimental

 O ano de 2021 foi o primeiro em décadas a não ter Carnaval. Além de ter extrema relevância turística e econômica, culturalmente, as Folias de Momo são também o momento de suspensão do cotidiano, da loucura permitida numa espécie de catarse coletiva, quando as pessoas vão às ruas se encontrar, rir e, por vezes, esquecer das tragédias do dia-a-dia. Mas para onde foram todos esses sentimentos já que a festa não foi realizada? Como se deu vazão a tudo isso já que a maior parte das pessoas estava em isolamento? Esse foi a mola propulsora para um grupo de artistas pernambucanos criarem “Ladeiras do Delírio”, curta-metragem contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, que está disponível gratuitamente no YouTube.

“A gente se juntou com a proposta de falar sobre a não-realização do Carnaval, algo que a gente é apaixonado, e transformar essa falta, esse vazio, em poesia. Mas com as gravações virou outra coisa, eu acho, muito mais ampla”, afirma Cyro Morais, que assina a direção do trabalho e também a divulgação das redes sociais.

Tiago Lima, que além da direção de fotografia é responsável pela montagem e design de som, afirma que Ladeiras não segue uma narrativa linear e mistura diferentes linguagens. “A gente pegou alguns elementos do que é o Carnaval, de como ele reverbera nas nossas subjetividades enquanto artistas e foliões e conseguimos fazer um filme que integra diferentes plataformas de expressão artística: a dança, a performance, a atuação, a música e o audiovisual. Todas essas coisas se mesclam dentro de um caldeirão, que é o audiovisual, num filme que eu consideraria experimental”.

A maior parte da equipe assumiu mais de uma função, por se tratar de um orçamento extremamente reduzido. Fazem parte dela: Cyro Morais, direção e produção de conteúdo para as redes, Tiago Lima, na direção de fotografia, montagem, design de som e arte gráfica, Inaê Silva, atuação e produção, Filipe Sampaio, iluminação e atuação, Mariana Dubeux, atuação, Babi Jácome, figurino, e Dandara Luz, maquiagem e caracrerização. O trabalho conta ainda com trilha sonora do grupo Pachka, composto por Miguel Mendes e TomBC, com os músicos convidados Surama Ramos e Henrique Albino.

Waldonys: cantor e sanfoneiro de muito talento

 


Waldonys José Torres de Menezes tem profissão diferenciada, apesar de ter enveredado pelo caminho da musica. Ele é paraquedista e piloto acrobático. Nascido em Fortaleza, capital do Ceará, em 14 de setembro de 1972, foi o seu pai que o incentivou para a carreira artistica. Ele era acodeonista amador e começou a dar aulas para Waldonys quando ele tinha apenas 11 anos. Posteriormente, estudou num conservatório musical. Nessa época ele conheceu Dominguinhos, que o apresentou a Luiz Gonzaga. 

 Notando que o garoto tinha talento e puxava muito bem o fóle da sanfona, levou-o para São Paulo e aos 15 anos  participou da gravação da musica “Fruta Madura”,  do LP “Ai tem”. Aos 16 anos foi convidado a participar de uma turnê aos Estados Unidos, por um período de 4 meses. Agradou tanto que acabou ficando por lá 8 meses, tocando em teatros lotados, em metrópoles como por exemplo Las Vegas.

Participou do “Projeto Asa Branca”, criado por Dominguinhos, em companhia de Renato Borghetti, Oswaldinho, Sivuca, Gilberto Gil, Tânia Alves, entre outros. Tornou-se conhecido entre os maiores acordeonistas do Brasil.  Trabalhou com Fagner, participando de turnê, onde também viajou pelo Brasil e Exterior. Na volta, a bagagem cheia de experiência, gravou em 1992 seu primeiro LP, em homenagem a Luiz Gonzaga, intitulado “Viva Gonzagão”.

Começou daí sua carreira solo. Cantando e tocando Waldonys foi se tornando conhecido pelo público e pela crítica. Gravou outro álbum  “Veleiros”.  Fez uma excursão com a cantora Marisa Monte, além de ter gravado um LP com ela. Horizontes ampliados, Waldonys sentiu necessidade de retomar sua carreira solo, e daí vieram vários discos.

Participou de mídias nacionais como “Programa Som Brasil” (em que esteve por 4 vezes), “Domingão do Faustão”, “Programa Jô Soares”, “Viola minha viola”, “Altas Horas”, entre muitos outros..

A gravação do primeiro DVD de Waldonys foi feita em comemoração aos 20 anos de carreira, gravado ao vivo no Teatro José de Alencar, em Fortaleza-CE, com as participações de Tânia Alves, Renato Borghetti e Fausto Nilo.

E aí está Waldonys, um cearense que aproveitou bem  as oportunidades e ganhou popularidade na musica nordestina e brasileira.