quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Geraldão voltando aos seus dias de Glória


Depois de  passar  por  uma  demorada  reforma  estrutural, o Ginásio de Esportes Geraldo Magalhães Melo (Geraldão), voltou a servir ao esporte e a cultura da cidade do Recife. Palco  multiuso inaugurado em 1970, o Geraldão já, foi local de grandes espetáculos internacionais, como o Holiday on Ice, Globetrotters, Jimmy Cliff, Roberto Carlos, além de  memoráveis competições esportivas.  

O complexo, de 20 mil metros quadrados de área construída, dispõe de uma quadra poliesportiva de 20x40 metros e acomoda um publico de 10 mil pessoas.   

O maior ginásio do Recife está novo de novo e pronto para retornar aos seus dias de  gloria  como principal  palco do esporte  e  do entretenimento do Recife. 

Manoelzinho Salustiano é o novo Doutor Honoris Causa da UPE

 O título foi concedido recentemente ao mestre da cultura popular pernambucana e coloca-o lado a lado na lista de personalidades como o escritor Ariano Suassuna, o poeta Patativa do Assaré, o compositor Geraldo Azevedo, a economista Tânia Bacelar e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva



Mestre da cultura popular pernambucana e atual presidente da Associação de Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, Manoelzinho Salustiano foi titulado recentemente como mais novo Doutor Honoris Causa pela Universidade de Pernambuco (UPE).

O reconhecimento, aprovado por aclamação na última reunião conjunta do ano dos Conselhos Universitários  e de Ensino, Pesquisa e Extensão (CONSUN/Cepe) da instituição, trata-se da mais alta distinção da UPE. O título de Doutor Honoris Causa é concedido a pessoas eminentes, que não necessariamente sejam portadoras de um diploma universitário, mas que tenham se destacado em determinada área (artes, ciências, filosofia, letras, promoção da paz, de causas humanitárias etc.), por sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições.

Manoelzinho Salustiano torna-se o décimo nome de uma lista que tem personalidades como o escritor Ariano Suassuna, o poeta Patativa do Assaré, o compositor Geraldo Azevedo, a economista Tânia Bacelar e o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo o professor adjunto do Departamento de História da Universidade de Pernambuco, Campus Nazaré da Mata, Carlos André da Silva de Moura, é um reconhecimento que a UPE presta ao conhecimento compartilhado por quem não teve acesso ao ensino superior. Ele e mais dois professores do mesmo departamento, Mário Ribeiro e Sandra Simone, estiveram na reunião do CONSUN/Cepe para destacar a importância da concessão do título a Manoelzinho Salustiano. O pedido oficial foi encaminhado pela diretora do Campus Mata Norte, Maria Auxiliadora.

TRAJETÓRIA - Filho mais velho do mestre Salustiano – um dos principais nomes da cultura popular brasileira, falecido em 2008, Manoelzinho iniciou a sua imersão na cultura popular ainda criança. Além de dirigente de maracatu, ele é conhecido também pelo seu trabalho de bordadeiro de estandartes e pela habilidade em unir as agremiações em torno da valorização de suas manifestações artísticas. Antes inimigos, os brincantes trocaram a violência, às vezes até com ocorrência de mortes, pela solidariedade.

“Este título é um reconhecimento de uma vida na luta pela cultura popular. Esse título não é só meu, é de todos os mestres de terreiro que lutam para preservar uma cultura que precisa ser cuidada”, disse Manoelzinho. Veja o depoimento dele no vídeo abaixo:

O nome de Manoelzinho Salustiano também concorre ao título inédito de “Notório Saber” que a Universidade de Pernambuco (UPE) concederá a partir de 2021, reconhecendo os conhecimentos vindos de tradições indígenas, afro-brasileiras, quilombolas e outras manifestações, inclusive artísticas. Outras universidades brasileiras também já tomaram esta iniciativa, valorizando a experiência cultural além do universo acadêmico. A cerimônia oficial de entrega do título de Honoris Causa ocorrerá no próximo ano.


DOUTOR HONORIS CAUSA DA UPE

1) Luiz Inácio Lula da Silva – Campus Garanhuns

2) Ariano Vilar Suassuna – FCM

3) Geraldo Azevedo de Amorim – Campus Petrolina

4) Xu Lin – Instituto Confúcio

5) Antônio Gonçalves da Silva “Patativa do Assaré” – In Memoriam – Campus Petrolina

6) José Guido Corrêa de Araújo – FCM

7) Renato Medeiros de Moraes – ESEF

8) Crisna Teodorico dos Santo – Campus Garanhuns

9) Vera Lúcia Samico Rocha – ESEF

10) Manoel Salustiano Soares Filho – Campus Nazaré da Mata

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Almir Rouche: a nova geração do frevo pernambucano

Aos 10 anos de idade ele estudou música, teoria e prática, e, logo em seguida participou de um festival, classificando-se em primeiro lugar cantando um fado de Roberto Leal. No ano seguinte, no mesmo festival, voltou a conquistar a primeira colocação desta feita cantando o samba “O Mar Serenou”, de Clara Nunes. Isso aconteceu em São Paulo, onde foi passar alguns anos levado pela avó.  

Retornando a Pernambuco o garoto Almir Cavalcanti de Lima voltou a morar em Igarassu, município onde nasceu em 03 de abril de 1969, e onde continuou fazendo o que gostava de fazer: cantar. Foi quando ele foi convidado a integrar a Banda Diplomata. Sem saber ao certo o repertório do grupo Almir passou a ouvir gravações da banda americana Rush, da qual aprendeu a cantar algumas de suas musicas.  

Ganhou o sobrenome e passou a ser chamado Almir Rush, que ele próprio abrasileirou para Rouche.  Em seguida, integrou a Banda Status, também de Igarassu. Em 1986, recebeu convite para integrar a Turma do Pingüim, um trio elétrico contratado pela Cervejaria Antarctica para fazer shows pelo Nordeste e durante o Carnaval.  

Daí em diante, a carreira artística de Almir Rocuhe foi conquistando novos horizontes.  A Televisão e o Rádio lhe abriram as portas, ampliando seu contingente de admiradores, até que compôs o frevo “Galo eu te amo” e então ganhou cadeira cativa nos monumentais desfiles do Galo da Madrugada. 

Almir Rouche já foi Secretário de Turismo, Cultura e Esportes de Igarassu, cargo que ocupou com a simples finalidade de ajudar a cidade onde nasceu.  De política ele não quer saber mais. Continuou fazendo de sua carreira de cantor e empresário artístico o motivo maior de sua existência.            

Almir Rouche gosta de Carnaval, tem inúmeros frevos em seu repertório, mas também aprecia o forró. Admira Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva e Trio Nordestino.  Para ele, a qualidade da musica não depende do ritmo.  O repertório, a repercussão de seus shows, e o jeito simples de se comunicar com o publico tornaram Almir Rouche um artista da nova geração admirado em todo o Nordeste.

Teatro do Parque reabre sem festas


Finalmente, depois de uma reforma bastante demorada, o Teatro do Parque foi reaberto ao publico sem festas devido à pandemia,  mas de feições mais arrojadas, novo mobiliário,  mantendo sua arquitetura original.   Neste ano de 2020,  a casa de espetáculos localizada na Rua do Hospício, no centro da cidade, completa 105 anos de existência e sempre se constituiu  numa peça importante na engrenagem cultural do Recife.  O novo Teatro do Parque reabre com uma capacidade de 800 pessoas, sendo 240  espectadores na plateia superior.   





E quem depende do Carnaval?


 O aumento inesperado de casos da Covid 19 nos últimos dias em Pernambuco levou o Governo a decretar a suspensão do Carnaval no Estado, em sua versão de rua e de festas em arenas e clubes. O Governo Federal preferiu manter as eleições municipais em novembro, provocando aglomerações nas zonas eleitorais, o que deve ter contribuído para o atual estado de calamidade publica. 

O Governo Estadual não preservou na medida os profissionais que dependem do Carnaval para manter a família durante o ano inteiro. Não estamos nos referindo às grandes agremiações e promotores de grandes eventos mantidos por vultosas subvenções publicas. 

O Governo – Federal, Estadual e  Municipal – deve voltar seus olhos para os carnavalescos que vão ficar privados de seu sustento. As Prefeituras têm o cadastro desses profissionais e eles podem ser reconhecidos para receber uma ajuda emergencial para minimizar suas dificuldades nesse momento de pandemia. Cabe aos novos Prefeitos alguma medida nesse sentido.

 

Pernambuco abre inscrições para a 21ª edição da Fenearte


 Estão abertas as inscrições para a 21ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), um dos eventos mais aguardados do calendário anual, principalmente, para artesãs e artesãos de Pernambuco. O evento já tem data marcada, e acontecerá entre os dias 7 e 18 de julho de 2021. As inscrições estão disponíveis no site www.fenearte.pe.gov.br e seguem até o dia 16 de janeiro. Podem se inscrever, além das artesãs e artesãos de Pernambuco, expositores de outros estados e países.

A feira é realizada durante 12 dias, gerando renda para mais de 5 mil expositores. “A Fenearte é um importante instrumento de fomento dentro da política pública de Pernambuco. Representa a nossa rica e diversa economia criativa, reverberando para além do período em que é realizada” diz Márcia Souto, diretora de Promoção da Economia Criativa da AD Diper.

O evento obedecerá a todos os protocolos de acordo com as orientações do Comitê de Combate ao Covid 19 do Governo do Estado de Pernambuco. Em função dessa realidade e da grandeza do evento, desde já, questões como dimensão física, tamanho de público, quantidade de selecionados e até mesmo o formato (presencial ou não) serão definidos posteriormente. O lançamento nesta ocasião é importante, ainda, para que sejam cumpridos todos os prazos exigidos para a realização de uma feira desta dimensão.

A primeira Fenearte foi realizada em julho de 2000, por iniciativa do Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Esportes, e desde então se consolidou como maior feira do artesanato da América Latina. A última edição aconteceu em julho de 2019, também nono pavilhão do Centro de Convenções, em Olinda. Homenageou três grandes cirandeiros: Mestre Baracho, falecido em 1988; Dona Duda e Lia de Itamaracá, esta última Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Para mais informações e tirar dúvidas sobre o processo de inscrição para a edição 2021, basta entrar no site www.fenearte.pe.gov.br e clicar na aba “Inscrições”. Mais dois canais estão disponíveis: o telefone: (81) 3181.3454 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h); e o e-mail fenearte@centrodeartesanato.pe.gov.br.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

Forró: Patrimônio Cultural do Brasil

 


Ainda não foi concluído o processo que vai instituir o forró como patrinonio cultural imaterial do Brasil pelo IPHAN – Instituto do Patrimonio Historico e Artistico Nacional. O dossiê está dependendo de  uma pesquisa de campo, que ainda não foi concluída  em razão  da pandemia que assola o País. De acordo com as informações mais recentes, estima-se que o projeto seja encerrado no final do próximo ano.  

O forró é considerado uma expressão cultural de relevância na memória nacional, sendo um símbolo da cultural brasileira, merecendo por tudo isso o titulo de patrimônio da nossa  cultura.

Genival Lacerda segue internando com melhoras no quadro clínico

 O cantor e compositor paraibano Genival Lacerda, de 89 anos, está internado no Hospital Unimed I, na Ilha do Leite, na região central do Recife. Segundo o filho dele, o cantor João Lacerda, o artista está com Covid-19 e recebe tratamento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

Nota Atualizada - 22 de Dezembro de 2020

Cantor Genival Lacerda segue internando na UTI em hospital no Recife. Apesar da gravidade da doença, o artista teve uma pequena melhora no quadro clínico que inspira ainda cuidados. Porém, Genival está com a pressão arterial controlada e os rins funcionando normalmente. Os pulmões estão começando a reagir aos medicamentos. Sr. Vavá que tem 89 anos está hospitalizado desde o dia 30 de novembro quando chegou com sintomas da Covid. Fonte: Assessoria/ Cantor João Lacerda

 

Acompanhe as informações no Facebook e Instagram do cantor João Lacerda.

 

#ForçaGenivalLacerda

Casaca de Couro: nossa estrada é gonzagueana


 Sim, temos muito o que comemorar.

Em tempos mais difíceis que hoje, Gonzaga partiu de Exu/Pe com a poesia matuta, sanfoninha e a saudade que ficou pra trás para conquistar o mundo e projetar tantos artistas brasileiros. O Dia Nacional do Forró, instituído pela Lei nº 11.176, sancionada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 6 de setembro de 2005, e que teve origem no Projeto de Lei nº 4265/2001, de autoria da deputada federal Luiza Erundina, é uma homenagem ao nascimento do maior sanfoneiro que o Brasil conheceu, Luiz Gonzaga, que completaria 108 anos se estivesse vivo.

 

O REI DO BAIÃO

Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em Exu, sertão de Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912. Segundo filho de Ana Batista de Jesus e oitavo de Januário José dos Santos. Foi um dos principais representantes da música popular brasileira, devido as suas obras que valorizavam os ritmos nordestinos, levando o baião, o xote e o xaxado para todo o país.

O Rei do Baião, como ficou conhecido no Brasil, retratava em suas canções a pobreza e as injustiças no Sertão Nordestino. Em 1920, com apenas 8 anos, Gonzaga foi convidado para substituir um sanfoneiro em uma festa tradicional, e partir desse episódio recebeu diversos convites para tocar em eventos da época.

Em 1929, em consequência de um namoro proibido, Luiz foge para cidade de Crato/CE, e em 1930 vai para Fortaleza/CE, servir ao exército. A partir de 1939, já na cidade do Rio de Janeiro, Gonzaga passa a dedicar-se à música e começa a tocar nos mangues, no cais, em bares, nas ruas e nos cabarés da Lapa. Começou a participar de programas de calouros, inicialmente sem êxitos, até que, no programa de Ary Barroso, na Rádio Nacional, apresentou uma música sua, “Vira e mexe”, e ficou em primeiro lugar. A partir de então, começou a participar de vários programas radiofônicos, inclusive gravando discos como sanfoneiro para outros artistas, até ser convidado para gravar como solista, em 1941. Daí em diante, o talento do Rei do Baião começa a ser reconhecido.

Continuou fazendo programas de rádio e gravando solos de sanfona. A partir de 1943, Luiz Gonzaga passa a utilizar os trajes típicos de cangaceiro, posteriormente irá os substituir pelo de vaqueiro, para as suas apresentações. Nesse mesmo ano, suas músicas passaram a ser letradas por Miguel Lima; a parceria deu certo e várias canções fizeram sucesso: “Dança, Mariquinha” e “Cortando Pano”, “Penerô Xerém” e “Dezessete e Setecentos”, agora gravadas pelo sanfoneiro e, também cantor, Luiz Gonzaga. No mesmo ano, tornou-se parceiro do cearense Humberto Teixeira, com quem sedimentou o ritmo do baião, com músicas que tematizavam a cultura e os costumes nordestinos. Seus sucessos eram quase anuais: “Baião” e “Meu Pé de Serra” (1946), “Asa Branca” (1947), “Juazeiro” e “Mangaratiba” (1948) e “Paraíba” e “Baião de Dois” (1950).

No ano de 1947, já casado com Helena das Neves e tendo assumido a paternidade de Gonzaguinha, conhece Zé Dantas, que passou a ser seu parceiro, assumindo o posto deixado por Teixeira, que se afastara da música devido à vida política. Juntos compuseram outros clássicos (“O xote das meninas”, “Vem Morena”, “A volta da Asa Branca”, “Riacho do Navio” etc.) e Luiz Gonzaga se firmou como o Rei do Baião.

Nos anos 1960, o sucesso da Bossa Nova, do rock e do Ieieiê ofuscaram o brilho de Lua (apelido dado por Paulo Gracindo). Porém, dada sua genialidade, era admirado por inúmeros artistas, incluindo os da nova geração, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Raul Seixas, para quem, Luiz Gonzaga, era o personagem mais “elvispresliano” da música brasileira.

Além de nunca ter parado de compor Entre as décadas de 1970 e 1980, regravações, homenagens e parcerias foram estabelecidas com as/os novas/os cantoras/es, formando uma espécie de séquito ao redor de Gonzagão: Fagner, Elba Ramalho, Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Dominguinhos, seu grande discípulo.

Nessa época também se reaproximou de seu filho, Gonzaguinha, saindo numa bem sucedida turnê pelo país, o que concedeu novo fôlego à sua carreira devido a músicas como “Vida de viajante” e “Pense n’eu”. Em 1984, recebeu o primeiro disco de ouro com “Danado de Bom”. Por esta época apresentou-se duas vezes na Europa; e começaram a surgir as biografias sobre o homem simples e inventivo, que gravou 56 discos e compôs mais de 500 canções.

O Rei do Baião morreu, em Recife, em 2 de agosto de 1989. Se vivo, completaria 103 anos. Devido a sua genialidade musical da canção Asa Branca, que se tornou Hino do Nordeste Brasileiro, Luiz Gonzaga foi o artista que mais vendeu discos no Brasil de 1946 a 1955. Seu legado é homenageado até hoje. Em 2012, Gonzaga foi tema do carnaval da Unidos da Tijuca, fazendo com que a escola ganhasse o título deste respectivo ano. A história do rei do baião também é contada no filme “Gonzaga, de pai para filho”, de Patrícia Andrade. Em 2005, a data de seu nascimento foi tornada Dia Nacional do Forró.

 

NOSSA ESTRADA É GONZAGUEANA

Nós, que seguimos firmes na linha poética do Forró Pé de Serra, temos a alegria de poder comemorar e, apesar das dificuldades, continuar trilhando a estrada que nosso Gonzagão iniciou.

13 de dezembro, muitos irmãos e irmãs artistas e amantes do forró se reúnem para cantar e dançar ao som do homem que transformou o forró imortal.

CASACA DE COURO mantém em seu repertório as pérolas do Mestre Luis Gonzaga – o Rei do Baião.

ASCOM CASACA DE COURO


Gonzaga cantado por outras vozes em playlist especial do Spotify do Cais do Sertão


 O Centro Cultural Cais do Sertão celebra os 108 anos com playlist especial no perfil do Spotify. Em lembrança ao saudoso Rei do Baião, a seleção especial conta com canções do músico interpretadas por artistas nacionais. A coletânea online estará disponível para reprodução e download neste fim de semana.

A playlist especial foi idealizada pelo time Educativo do museu, sob a coordenação da equipe de Conteúdo. Executada pelo músico-educador Anderson Silva, a seleção dispõe de clássicos de Gonzaga na voz de músicos de sucesso da Música Popular Brasileira. Há versão de “Asa Branca”, por Quinteto Violado; “ABC do Sertão”, de Gonzagão e Fagner; “Algodão”, de Dominguinhos; e “Xote das Meninas”, de Marisa Monte.

“Luiz Gonzaga é um dos artistas mais significativos da música nordestina. Da composição ao canto, Gonzaga atingiu corações de todo o Brasil. A narrativa sertaneja de suas canções inspirou outros artistas e ganhou outras vozes”, destaca Anderson, sobre as diversas interpretações para as músicas de Gonzaga.

O perfil do Spotify do Cais contempla outras playlists dedicadas ao legado de Gonzaga, como “O Sertão Cantado por Gonzaga”, “Gonzaga em outras Vozes” e “A música nordestina no Recife”. A rede social explora seleções especiais com repertório diverso de Cristina Amaral, Johnny Hooker e Quinteto Violado.

 

SERVIÇO

playlist especial “Gonzaga em outras vozes” - disponível no Spotify.

Cais do Sertão vence 33ª edição do Prêmio Rodrigo de Melo Franco


 Museu estadual é um dos contemplados na categoria Patrimônio Imaterial pelas mediações musicais na Sala Imbalança

O Centro Cultural Cais do Sertão, equipamento turístico e cultural do Governo do Estado, gerido pela Secretaria de Turismo e Lazer e a Empetur, é um dos grandes vencedores da 33ª edição do Prêmio Rodrigo de Melo Franco, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O museu saiu vitorioso na  categoria de iniciativas de excelência no campo do Patrimônio Cultural Imaterial, pelas atividades interativas desenvolvidas na Sala do Imbalança, que permite ao visitante uma experiência completa da formação musical nordestina.

Localizada no piso superior do museu, a Sala Imbalança oferece aos visitantes a experiência gratuita da musicalidade do Sertão pernambucano. O espaço é visitado por grupos, que por intermédio de músicos-educadores, podem aprender a tocar instrumentos musicais utilizados no forró e demais gêneros populares do Nordeste. O público tem acesso às técnicas de manuseio da sanfona, zabumba, triângulo, agogô de cocos, pífano e rabeca, entre outros instrumentos. Este ano, devido ao protocolo sanitário que regula os cuidades para se evitar a disseminação da Covid-19, o público não está com acesso à área.

O Cais do Sertão, cuja missão é proporcionar a representatividade dos pernambucanos a partir de seu acervo, competiu com mais dez ações do Estado. “Sermos um dos vencedores do prêmio nos honra e nos motiva a fortalecer ainda mais o papel do Cais como instrumento de difusão e manutenção das nossas riquezas culturais”, comenta o secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes.

Desde o início da pandemia, o Cais do Sertão adaptou todas as suas atividades para as plataformas online, promovendo debates, rodas de conversa e playlists temáticas. Todas as ações foram idealizadas pelo time de profissionais que compõem os setores de conteúdo e educativo do centro cultural. “Este prêmio é um reconhecimento significativo para o museu e para o trabalho do time educativo do equipamento. Nesse momento de pandemia, os museus foram um dos segmentos que mais sofreram entraves ao longo dos meses e, com o trabalho interativo nas redes sociais, conseguimos dar continuidade ao nosso objetivo de propagar a cultura genuinamente nordestina”, salienta a gestora do Cais do Sertão, Maria Rosa Maia.

Além do Cais do Sertão, a edição premiou outros projetos de sucesso do Estado. Entre as iniciativas, foram contempladas as ações de integração do Pátio Criativo, da Prefeitura do Recife, e de preservação da cultura popular com o Canal Babau: Salvaguarda do Mamulengo de Pernambuco, Patrimônio do Brasil, de Wagner Porto Cruz.

O Prêmio Rodrigo de Melo Franco  foi promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e, desde 1987, preocupa-se em valorizar os espaços e projetos que visam à preservação cultural do País. Este ano, houve recorde de inscrições: no total, 515. Na etapa final, foram selecionadas 12 ações no campo do Patrimônio Cultural Brasileiro. Cada premiado receberá o valor de R$ 20 mil.

Pernambuco elege seis novos Patrimônios Vivos

 Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta sexta-feira (4), por meio do XV Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: Mestra Ana Lúcia (Coco-Olinda); Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda (Frevo-Olinda); Grupo Cultural e Religioso Guardiões(ãs) de São Gonçalo de Itacuruba (Dança de São Gonçalo-Itacuruba); J. Michiles (Frevo-Olinda); As Pretinhas do Congo (Cultura Negra-Goiana) e Dona Menininha do Alfenim (Doceira-Agrestina).

A eleição de mestres e mestras e dos grupos aconteceu durante uma reunião virtual do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), com a presença do secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, do presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Marcelo Canuto, além de 16 conselhereiros do CEPPC. Com os novos eleitos, Pernambuco agora conta com 69 Patrimônios Vivos titulados.

“A escolha dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco reforça ainda mais o conjunto de ações de valorização dos nossos mestres, mestras e grupos tradicionais e detentores do saber, que se constituem um dos principais eixos da política pública de cultura do nosso Estado”, coloca o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, ressaltando que nesta edição existem vencedores representantes da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão.

Marcelo Canuto também destaca o papel fundamental do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, que auxiliou no processo de divulgação do prêmio “fazendo com que, mesmo tendo alterado o seu calendário, por conta da pandemia, o Registro do Patrimônio Vivo tenha atraído um número recorde de inscrições de candidaturas”.

A eleição dos Patrimônios Vivos é composta por várias etapas. Após o período de inscrição, os candidatos passam pela fase de análise documental. Uma vez habilitados, os nome dos inscritos seguem para a Comissão de Análise, que analisa se as candidaturas cumprem os critérios estabelecidos na Lei 12.196/2002 (Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco), como relevância cultural e transmissão de saberes. Nessa edição, 99 candidatos concorreram e tiveram as suas candidaturas analisadas pelo conselho.

Os escolhidos passam a receber o diploma do Governo de Pernambuco com o título de “Patrimônios Vivos de Pernambuco” além de uma bolsa mensal vitalícia no valor de R$ 1.600,00 (no caso de pessoa física) e R$ 3.200,00 (quando for grupo, entidade, agremiação ou associação).

O Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco tem por finalidade o apoio financeiro e a preservação dos processos de criação e divulgação de técnicas, modos de fazer e saberes das culturas tradicional ou popular pernambucanas mediante atividades, ações e projetos desenvolvidos por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, sem fins lucrativos, residentes ou domiciliados e com atuação no Estado há mais de 20 anos, contados da data do pedido de inscrição.

Confira um breve histórico dos eleitos:

Mestra Ana Lúcia (Olinda) - Com 76 anos de idade dos quais mais de 70 são dedicados à cultura popular, sempre foi das artes e cresceu ouvindo seu pai cantarolar afinado enquanto trabalhava. Ainda menina se envolveu com o samba de coco e desde então fez desse saber sua vida. Ainda por herança, tornou-se mestra do Pastoril Estrela de Belém, Foi mestra do grupo de coco do Amaro Branco e posteriormente fundou o grupo de coco Raízes do Coco. A Mestra participa de vários eventos musicais e de formação. Realiza atividades o ano todo, a partir de sua casa, desde oficinas ensaios e apresentações.

Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda (Olinda) – Em 1950, no Carnaval de Olinda, um grupo de jovens, teve a ideia de pegar um biscuit que decorava a geladeira, em formato de elefante, e sair com ele pelas ruas. Encontraram pelo caminho a Pitombeira dos Quatro Cantos logo em seguida. No ano posterior saíram pelas ruas novamente, usando camisas do time do Bonfim, brancas e vermelhas. Até este momento não havia intenção de se criar um bloco. O mesmo veio a ser criado de fato em 12 de fevereiro de 1952. Seu hino, “Olinda nº 2″, foi composto por Claudio Nigro e Clóvis Pereira; é uma das mais executadas no carnaval de Pernambuco e é considerado um hino de Olinda. Ela chegou a ser oferecida à Pitombeira, que a recusou. Três anos depois, ao ser criado o bloco, foi oferecida ao Elefante, que aceitou após Cláudio Nigro incluir a palavra “elefante”.

Grupo Cultural e Religioso Guardiões (ãs) de São Gonçalo de Itacuruba (Itacuruba) -  O grupo de São Gonçalo de Itacuruba representa para a microrregião de ltacuruba uma manifestação de fé, cultura e resistência as maiores adversidades que um município e seu povo passaram através dos tempos. A existência desta manifestação remota a mais de cem anos, quando a atual ltacuruba era no distrito do município de Floresta e posteriormente de Belém do São Francisco. Por isso a forte ligação entre os dançadores(as) e tocadores(as) nas rodas de São Gonçalo, pois estes tinham e tem laços de família e até moradia nestes municípios.

Dona Menininha do Alfenim (Agrestina) - O alfenim que era vendido na Feira de Caruaru, hoje Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, era advindo de Agrestina, que é detentora da tradição centenária de produção de Alfenim. O açúcar com alma de gente, como bem definiu em poesia o autor Claribalte Passos, era moldado pelas mãos habilidosas da mãe de Cazuza, Maria Belarmina, conhecida como Dona Menininha do Alfenim. Hoje, com 93 anos de idade.

J. Michiles (Olinda) - José Michiles da Silva, ou simplesmente, J. Michiles nasceu no Recife em 4 de fevereiro de 1943. Completou, portanto, no carnaval de 2020, 77 anos de idade. Pelo menos cinquenta deles foram dedicados à música e ao ensino. Compositor pernambucano consagrado na área do frevo, pode-se dizer que ele é criador de uma escola que traz como marcas indeléveis a leveza dos temas, a cadência bem mareada, o sincopado das frases, e a simplicidade musical como regra básica. “Difícil é fazer o fácil”, costuma dizer o compositor. Deve ser mesmo, pois não há hoje em Pernambuco compositor de frevos canção que se destaque como ele. “Depois de Capiba, é o compositor mais executado no Carnaval”, nas palavras do maestro Ademir Araújo. Em 2019, Jota Michiles teve sua biografia contada pelo escritor e pesquisador Carlos Eduardo Amaral, no livro Jota Michiles — Recife Manhã de Sol, lançada pela CEPE Editora. Apesar de suas composições serem mais conhecidas na voz de Alceu Valença, Michiles emprestou suas canções a artistas como Fafá de Belém (Fazendo Fumaça, Forró Fogoso e Negue), Dominguinhos (Estrela Gonzaga), Amelinha (Recife Nagô), Marrom Brasileiro (Nação Brasileira), André Rio (Queimando a Massa e Babado da Morena), Claudionor Germano (Queimando a Massa), Banda Pinguim (Queimando a Massa), Versão Brasileira (Perna Pra Que Te Quero), Nádia Maia (Espelho Doido), Novinho da Paraíba (Forró Fogoso) e Coral do Bloco da Saudade (Sonhos de Pierrô, Obrigado Criança e Bloco da Saudade), entre outros.

As Pretinhas do Congo (Goiana) – Fundado no ano de 1936, na comunidade ribeirinha do Baldo do Rio, antigo porto da cidade de Goiana, a Nação Africana Pretinhas do Congo de Goiana (no tempo “Pretinha do Congo”) é uma brincadeira popular originaria da cidade de Goiana de tradição afrodescendente, qual através de suas evoluções, da teatralidade, das danças e sua singular musicalidade, representa a vida cotidiana dos escravos negros trabalhadores dos engenhos da Zona da Mata Norte de Pernambuco. A Nação Africana Pretinha do Congo é uma singularíssima representação da cultura negra no estado de Pernambuco, símbolo da resistência das tradições e culturas afrodescendentes brasileiras. Apenas se tem conhecimento da existência de dias Pretinhas do Congo, ambas da cidade de Goiana-PE, uma sediada no litoral da cidade, fundada no ano de 1930, e a outra na área na comunidade de pescadores do Baldo do Rio, incluída na área urbana do município.


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

A Revelação do Forró: conheça Tonynho do Acordeon

 

Antônio Carlos Silva de Santana nasceu no dia 08 de abril de 2010, no Recife, com apenas 02 anos de idade começou a demonstrar gosto pela música. Sempre ao lado de sua mãe, Rosiane Maria que sempre o incentivou a seguir os passos do seu avô, o saudoso Juarez do Acordeon.

Juarez, foi um dos mais requisitados sanfoneiros da época, fez história junto com a Banda Kartuxo e o grupo Sabiá do Nordeste levando o forró para todo o Nordeste. Tocou com Dominguinhos, Arlindo dos oito Baixos, Gennaro, Elba Ramalho, Jorge de Altinho, Petrúcio Amorim entre outros. Além de ter sido um grande sanfoneiro foi compositor de primeira. Tem músicas gravadas por grandes nomes entre eles, Roberto Lins, João Lacerda e Os Três do Nordeste. 

Juarez nos deixou em 2013, mas antes revelou o seu herdeiro musical, seu neto Antônio Carlos que com poucos anos de idade já se atrevia tocando nos teclados e baixos de uma sanfona de brinquedo.

Tonynho do Acordeon vem se destacando por onde passa! Tem o Dom e o talento de tocar, está sempre estudando e se aperfeiçoando no instrumento, ao lado do seu professor, o sanfoneiro Gomes de Serra.  Atualmente ganhou do seu pai de coração, França, que também é seu empresário, um acordeon profissional no qual se apresenta em participações e até shows. 

Já se apresentou na cidade de Tigre – Paraíba, Garanhuns no Espaço Cultural Maria Rita, Forró do Aquilino em Jaboatão dos Guararapes, Mercado da Encruzilhada e nas principais casas de forró do Recife: Sala de Reboco, Espaço Cultural Dominguinhos e no Cantinho do Forró, além de vários bares e restaurantes como participação especial com os artistas forrozeiros: Beto Hortis, Luizinho de Serra, Bruno Flor de Lótus, Xinelo Rasgado, Antônio Paulino, Valda do Forró, Cirlene Menezes, Toinho do Baião, Quinteto Sala de Reboco, Forró do Gonzagão, Petrúcio Amorim, Aécio dos 08 baixos e muitos outros.

Tem como seus padrinhos artísticos o casal Wellington Francisco e Aurineide Cândida que formam a Banda Xinelo Rasgado.  Que sempre lhe passa dicas para seguir com o seu maior sonho. 

Em novembro de 2020, entrou em uma nova fase da carreira, criou o seu próprio trio pé de serra. Com um repertório que passeia pelas músicas de Dominguinhos, Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Os Três do Nordeste entre outros. Os vídeos de apresentações de Tonynho do Acordeon estão também no Youtube. 

 

  

sábado, 21 de novembro de 2020

Polydisc relança música de João Lacerda com a participação do Conde

 João Lacerda confirma o ditado popular de que “filho de peixe, peixinho é”. Amante do Forró que nem o seu pai Genival Lacerda, João Lacerda conquistou o coração dos nordestinos e se tornou uma das maiores revelações da Música Popular do Nordeste. Com o clipe “Eu Não Vivo Sem Você”, o cantor vai do cafuné ao dengo, do Forró ao Brega romântico; numa mistura sem igual e com a participação especial do Conde Só Brega. Vai perder essa dupla? 

Aperta o play e assista o novo clipe de João Lacerda. É João Lacerda e Conde Só Brega na mistura do século. 

João Lacerda Ft. Conde Só Brega - Eu Não Vivo Sem Você 

Autor/Compositor: João Lacerda / Nerilson Buscapé 

"Quem acompanha minha carreira sabe que sou defensor da música de qualidade e do brega romântico de Pernambuco, e em minha trajetória musical pude realizar alguns sonhos, onde um deles foi gravar com o Rei do brega Reginaldo Rossi! No entanto pra completar minha alegria, faltava um artista ímpar com estilo único, o grande Conde Só Brega, e foi aí que nasceu  ideia de convidá-lo para participar de um clipe cantando comigo essa música, e graças a Deus o resultado ultrapassou todas as expectativas e como música de qualidade não tem prazo de validade, essa ficará marcada em minha história", afirma João Lacerda. 

Este sucesso, foi relançado pela Polydisc e está disponível no Youtube e em todas as plataformas digitais.

 

Shows: (81) 9.8808-8888 

sábado, 7 de novembro de 2020

Parque Aza Branca preserva Museu de Luiz Gonzaga

Município pernambucano a 630 quilometros do Recife,  situado à altura da Serra do Araripe, Exu (PE) fica  na divisa entre os Estados de Pernambuco e Ceará.  Foi pnde nasceu Luiz Gonzaga, o filho mais famoso da cidade. Lá está o Parque Aza Branca, com uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados, onde se encontra o Museu Luiz Gonzaga.  

O museu tem a maior coleção de peças originais do "Rei do Baião”. Na coleção é possível encontrar sanfonas, chapéus, sandálias e gibão de couro, discos de ouro e fotografias, máquinas de gravar,  diversos LPs, medalhas, diplomas, obras de arte, tudo fazendo  parte do acervo pessoal de Gonzaga. A “Todeschini”, utilizada na homenagem a João Paulo II e até a sanfona de oito baixos que Gonzagão, em 1952, tocou junto com o pai na Rádio Nacional estão expostas no museu.  

No Parque Aza Branca existe, ainda, uma réplica da casa de reboco onde Gonzagão nasceu e um viveiro de asas-brancas.   Logo ao lado do museu, está localizada a última casa, muito simples, em que Luiz Gonzaga morou. No primeiro cômodo, a sala em que o músico assistia televisão. O quarto de empregados, em vez de estar localizado nos fundos, fica no corredor principal, próximo à porta da frente. No oratório, estão as imagens de Padre Cícero e Frei Damião. Nas paredes, estão penduradas muitas fotos de viagens, shows e campanhas publicitárias. No andar de cima encontra-se o quarto principal. O museu foi criado pelo próprio compositor, mas só seria inaugurado após a sua morte, em 1989, pelo seu filho Luís Gonzaga Júnior -  Gonzaguinha, já falecido.

Ainda dentro da área do Parque está o mausoléu com os restos mortais do artista. Funciona também uma pousada com 80 leitos para acomodar os turistas. Uma quadra é utilizada para exibição de grupos artisticos, com um palco para apresentação de shows, alem de bar e lanchonete.

São inúmeras as caravanas e grupos de admiradores  saudosos do “Rei do Baião”,  que costumam visitar Exu para conhecer de perto esse acervo extraordinário que já mereceu citações em vários veiculos de comunicação do mundo inteiro e que representa a história do maior idolo da musica nordestina e brasileira.

Informações e visitas: https://www.facebook.com/ParqueAzaBranca/

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

“Espumas ao Vento” em nova versão por Luamarte

 Duo pernambucano lança releitura pop do hit da música brasileira nos anos 90

 
Joyce e Afonso Santti, do Luamarte, lançam releitura inédita de “Espumas ao Vento”, canção do pernambucano José Accioly Cavalcante Neto que caiu no gosto popular dos brasileiros na voz de Raimundo Fagner (1997). Para a nova versão, o duo apresenta roupagem pop e moderna ao clássico da música brasileira dos anos 90, mas respeitando as raízes e a tradição da obra. A releitura está disponível em todas as plataformas digitais.

A possibilidade da gravação da primeira releitura chegou para o duo durante a quarentena pelas mãos do produtor musical Jeff Pinas, renomado profissional do segmento musical que atua no time do projeto Luamarte desde 2019. “Nossas influências possuem forte raiz na produção cultural nordestina. Apesar de sermos jovens e estarmos conectados com as tendências e as diversas possibilidades de acesso que temos no mercado hoje, nossa formação musical é tradicional, repleta de memórias dos ícones da música popular da nossa região. Por isso, receber esse desafio de Jeff foi, na verdade, um grande presente para a gente, uma grande honra”, pontua Joyce.

Afonso Santti ressalta ainda que eles sempre tiveram o hábito de interpretar composições de artistas tradicionais da música brasileira em suas redes sociais, de fazer releituras improvisadas de clássicos, que a aceitação dos fãs foi sempre muito grande. “Cantar hits dos anos 80 e 90 sempre fez parte do nosso trabalho enquanto artistas, do nosso processo de evolução. Inclusive, essa prática foi decisiva na consolidação da nossa identidade musical”, considera o cantor.

Na versão, Luamarte apresenta leitura ousada de “Espumas ao Vento”, imprimindo seu estilo pop e, ao mesmo tempo, reforçando as raízes tradicionais da canção por meio da sonoridade marcante de instrumentos como violoncelos, violino e sanfona.

2020 – O duo já lançou neste ano os hits autorais “Acalma” (abril), “Pouco” (Junho) e “Três e Três” (Setembro). Caindo no gosto dos pernambucanos, os trabalhos somam mais de 150 mil acessos nas plataformas digitais de música e fazem parte da playlist “Virais Recife” da plataforma Spotify.

 FICHA TÉCNICA – “Espumas ao Vento por Luamarte”

Composição: José Accioly Cavalcante Neto.

Voz: Afonso Santti e Joyce.

Produção Musical: Jeff Pinas. 

Guitarra, Sintetizadores e Loops: Jeff Pinas.

Selo/Editora: Moringa Fresca.

Edição de Áudio: Brolo Gonzalez

Mixagem: Adelcio Custódio 

Masterização: Kabral

Direção de arte/CAPA: Aline Silveira

Fotografia/CAPA: Alex Oliver