sexta-feira, 9 de abril de 2021

Mestre Gennaro é um dos grandes sanfoneiros do forró pé de serra


 Ícone do forró pé de serra e contemporâneo de Luiz Gonzaga, o mestre Gennaro Sanfoneiro é natural de Marimbondo (AL), iniciou sua carreira ainda aos 12 anos de idade, quando ganhou seu primeiro instrumento. Com uma carreira marcada por muito talento e domínio ímpar da sanfona,  Gennaro integrou o Trio Nordestino na década de 1980, substituindo Lindú à frente do grupo, no mesmo período em que se apresentava também ao lado do “Rei do Baião”. Em 1990 passou a se apresentar solo, onde emplacou vários sucessos.    

Quando adolescente, chegou a morar no Rio de Janeiro com a família, mas atualmente  ele é residente da Região Metropolitana do Recife. - “Sua história o credencia a figurar entre as lendas do forró pé-de-serra e sua contribuição para a cultura pernambucana o fazem ser merecedor desse reconhecimento”,  justificou o Professor Paulo Dutra, quando lhe entregou o titulo de “Cidadão de Pernambuco”.

Genaro, além de grande instrumentista, tem uma voz afinadíssima, e, junto com Camarão, Dominguinhos, Arlindo dos 8 Baixos e outros poucos, faz parte da nata dos sanfoneiros pernambucanos do autêntico forró pé-de-serra.

 


segunda-feira, 5 de abril de 2021

DVD Genival Lacerda - Show Minha Estrada (Assista Aqui)


 Gravado em 2019, no Teatro Boa Vista, Recife– PE, o álbum “Minha Estrada” conta em músicas a trajetória do maior ícone da música popular nordestina – Genival Lacerda. Baseado no projeto “Todas As Caras”, Genival Lacerda homenageia os grandes festivais espelhados pelo Brasil e pelo mundo, tais como Fenfit (o maior festival de forró do mundo).

Com uma super produção de João Lacerda e cenário de Leopoldo Nóbrega, Genival vai levar todos ao riso com sua irreverência, emocionando também ao lembrar de Luiz Gonzaga num momento muito especial do show.

Na abertura, o humorista Zé Lezin aparece de surpresa, falando de como surgiu a história do “Radinho” e como nasceu “O Galeguim DOzoi Azul” - músicas conhecidas do cantor, nacionalmente, e que ganhou visibilidade por demonstrar estilo próprio na década de 50.

Além dos festivais, Genival homenageia os DJs que levam o forró pelo mundo, em especial com as canções “Corrupio”, “Tenente Bezerra”, “Minha Melodia”, “Tô te amando” e “Forró do Cabra Zoró”.

O álbum tem participações especiais de Waldonys, Caju e Castanha, Jorge de Altinho, Silvério Pessoa, Flávio Leandro, Nando Cordel e o seu filho João Lacerda que carrega no sangue todo o talento do pai Genival.

Para Genival Lacerda, o objetivo desse projeto foi tornar a cultura nordestina imortal. Que o Nordeste e seu Forró sejam lembrados pelas próximas gerações.

Não perca tempo, acompanhe agora esse projeto maravilhoso e compartilhe com seus amigos. 

 01 - Galeguim do Zói Azu  (Genival Lacerda/João Gonçalves) - (Part. Especial Zé Lezin)

     A Filha do Mané Bento ( João Gonçalves/ Genival Lacerda)

     Quero ver Meu Bem (Zé Roseno/Marluce)

 

02 - Deixa a Tanga Voar (Luiz Gonzaga/João Silva)

     São João do Carneirinho (Guio de Moraes/Luiz Gonzaga)

 

03 - Quem Dera (Nando Cordel/Genival Lacerda) - (Part. Nando Cordel)

 

04 - O Canto da Ema (Alventino Cavalcanti/Ayres Viana/João do Vale)

     Sebastiana (Rosil Cavalcanti) - (Part. Silvério Pessoa)

     Forró em Limoeiro (Edgar Ferreira/Cabore) 

 

05 - Minha Melodia (Cecéu/Graça Goés) - (Part. João Lacerda)

 

06 - Tenente Bezerra (Gordurinha) - (Part. João Lacerda)

     Currupio (Zé Marcolino/Genival Lacerda)

 

07 - Procurando Tu (Antonio Barros & Cecéu) - (Part. Jorge de Altinho)

 

08 - Paraíba Apaixonado (Cecílio Nena/Genival Lacerda) - (Part. - Flávio Leandro)

 

09 - Tô te Amando Nene (Cecílio Nena/Genival Lacerda)   

 

11 - Repente para Genival Lacerda - (Part. Cajú e Castanha)

     Radinho de Pilha (Nicéas Drumont/Graça Góes)

 

12 - Severina Chique-Chique (João Gonçalves/Genival Lacerda) - (Part. Waldonys) 

Ari de Arimatéa lança clipe para os amantes da vaquejada

 "Felicidade do Vaqueiro" título da música dos compositores: Breno Lima, Rafael Neres, Patrick Ferreira e Daniel dos Versos, foi escolhida pelo artista pernambucano para gravação do novo clipe da carreira de Ari de Arimatéa (BAIXE A MÚSICA). Artista também está preparando um álbum com o melhor da vaquejada e do sertanejo que será lançado em breve nas plataformas digitais.

Ari de Arimatéa já gravou três CDs de forró, o primeiro “Um Ensaio Diferente” gravado em 2010, o segundo no ano de 2015 que foi produzido em Monteiro-PB, com 15 faixas recheado de composições inéditas e regravações de sucesso, com as participações especiais de Alceu Valença, Sevy Nascimento e Dejinha de Monteiro. O terceiro CD lançado em 2018 em parceria com o compositor paraibano Marcos Farias, intitulado "Na Batida do Baião" que foi premiado pelo Troféu Acinpe - Prêmio da Música Pernambucana, como o melhor CD na categoria Forró, no Cinema São Luiz no Recife. Também gravou um CD de Carnaval com grandes sucessos do Estado, se consagrando como um artista versátil. Também gravou um DVD com as participações de Alceu Valença, Ivan Ferraz, Sevy Nascimento, Novinho da Paraíba e Alcymar Monteiro no Teatro Boa Vista no Recife. 

Ari também ganhou notoriedade, no filme “A Luneta do Tempo” de Alceu Valença, sendo o escolhido para interpretar o  artista circense Severo Filho. O Filme foi veiculado em vários festivais e emissoras de TV. A drama musical utiliza mitos populares da cultura brasileira para narrar uma historia cheia de encontros e desencontros, traições e amores, crimes e castigos no sertão pernambucano.

Fulô de Mandacaru lança novo CD, comemorando 20 anos de carreira


 A banda Fulô de Mandacaru, em meio a pandemia, comemora seus 20 anos de carreira com muitos sucessos e grandes momentos na história. Agora, para celebrar uma data especial, eles lançaram seu novo CD promocional, o Arraiá Fulô de Mandacaru, que traz 19 faixas em um repertório para qualquer pessoa que sentiu falta do São João em 2020 e que vai sentir também em 2021.

Entre sucessos da banda e grandes músicas do Forró, o CD está recheado e feito para dançar do início ao fim. (Baixe Aqui)


sábado, 27 de fevereiro de 2021

100 Anos de Zé Dantas: o doutor do baião


 Zé Dantas nasceu em Carnaíba, cidade do sertão pernambucano em 27 de fevereiro de 1921. Logo cedo sua familia foi morar no Recife, onde passou a estudar, formando-se em Medicina em 1949. Mesmo sem tocar nenhum instrumento, ele compunha músicas usando uma caixa-de-fósforos como acompanhamento. Era um cronista dos costumes do sertanejo e muito de suas canções tinham um toque irreverente Seu encontro com Luiz Gonzaga ocorreu em 1947. Gonzaga estava hospedado no Grande Hotel do Recife para uma temporada de apresentações. Zé Dantas foi até lá e apresentou várias de suas canções, tais como "Acauã", "Vem morena", "A volta da asa branca" e "Forró de Mané Vito". Diz-se que de início Zé Dantas pediu para que Luiz Gonzaga gravasse as músicas sem incluir o seu nome pois seu interesse maior era divulgar as canções e isso poderia constranger a família ao saber que ele, um médico formado estava envolvido com cultura e vida de boemio.

  

A partir do ano seguinte, Gonzaga emplacou uma série de composições de Dantas que se tornaram clássicos do cancioneiro nordestino. Passou desde então a acompanhá-o nas gravações, além de organizar shows e apresentações. Na voz de Luiz Gonzaga, suas canções alcançaram as paradas de sucesso da época, retratando em suas letras os costumes do povo nordestino, as tradições culturais e o cotidiano de um pedaço do país esquecido pelo poder público.

No início dos anos 50 apresentou um programa na Rádio Jornal de Recife. Mas no mesmo ano mudou-se para Rio de Janeiro para se especializar em Obstetrícia. Chegou a trabalhar como diretor do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro. Outros grupos e cantores famosos também gravaram suas canções. Sua saúde começou a priorar quando em fevereiro de 1961 sofreu um acidente e rompeu o ligamento do pé. Para aliviar as dores tomava drogas. O uso exagerado desses medicamentos acabou comprometendo o fígado, que o levaria a morte no ano seguinte. Faleceu no Rio em 11 de março de 1962.

Zé Dantas é avô da cantora Marina Elali.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

No “Paço” do Frevo o ano inteiro


Localizado na Praça do Arsenal, no Recife Antigo, ponto de convergência turística da cidade, o Paço do Frevo é um museu que reúne a historia   do Carnaval de Pernambuco.  Além de exposições temporárias e permanentes  como a que  congrega vários estandartes de agremiações carnavalescas, o Paço do Frevo abriga ainda um centro de documentação  e um estúdio de gravação.  Em qualquer época do ano, o turista pode conhecer um pouco da história do Carnaval do Recife visitando esse museu mantido pela Prefeitura da cidade.  Informações: https://www.pacodofrevo.org.br/