terça-feira, 31 de agosto de 2021

Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo reabre o Museu Olímpio Bonald


 Após uma pausa nas atividades, por conta das restrições impostas pela pandemia da Covid-19, o único museu de bacamarteiros do mundo reabre suas portas para visitação. Trata-se do Museu Olímpio Bonald de Bacamarte (MOBBAC), localizado no centro do Cabo de Santo Agostinho, administrado pela Sociedade dos Bacamarteiros do Cabo (SOBAC), Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco.

Aberto em 2016, o MOBBAC foi reconhecido em sua iniciativa, por meio de uma Menção Honrosa por Preservação da Memória Cultural de Pernambuco, no Prêmio Ayrton Almeida de Carvalho, em 2017, realizado pela Secult-PE/Fundarpe.

O museu detém um acervo iconográfico que remonta os primeiros anos do bacamartismo no século passado, além de objetos relacionados ao movimento, como bacamartes de várias épocas, pilão de pólvora e ronqueira, e conta com a mediação dos próprios bacamarteiros e bacamarteiras, afirmando seus objetivos de museu comunitário.

ATIVIDADES - Além da reabertura do Museu Olímpio Bonald de Bacamarte, estão abertas as oficinas de pífanos, que já formou mais de trinta pifeiros no município, bem como a de Canto Coral Regional, que alimenta o Coral Boca de Bacamarte da SOBAC. Os interessados em participar podem se inscrever pelo número: (81) 99750-3564.

“Queremos que o visitante tenha contato direto com nossa expressão, podendo captar não só o visível aos olhos, mas o que permeia nossa paixão por este folguedo sesquicentenário”, conta Ivan Marinho, que coordenas as atividades da SOBAC. O MOBBAC reabre com incentivo, através de Termo de Fomento, da Secretaria de Cultura do Cabo de Santo Agostinho.

Serviço
Reabertura do Museu Olímpio Bonald (MOBBAC)
Funcionamento: de quarta-feira a sábado, das 09h às 16h, com intervalo de 12h às 13h para almoço; e domingo, de 8h às 12h.
Endereço: R. Vigário Batista, 157, Centro – Cabo-PE (em frente ao antigo Mercado de Farinha).
Contato pelos números: (81) 9.9451-9085 ou (81) 9.9750-3564

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

André Lins: um artista formado pelas raízes do Nordeste


 Ator, dançarino, cantor e compositor, com 26 anos de trajetória artistica se firma como intérprete contemporâneo dos ritmos regionais.Pé-de-Serra, Xote, Baião, Lambada, entre outros... Ritmos tradicionais que embalam o Norte e o Nordeste Brasileiro há décadas seguem vivos e atuantes na cena artistica contemporânea. Entre os nomes que seguem reverenciando e reinventando sonoridades regionais em Pernambuco está André Lins, um multiartista com 26 anos de trajetória, com vasta experiência em Música, Composição, Teatro e Dança.

A carreira de Lins nos palcos começou nos anos 1990. Nessa década, se destacou como ator, participando de dezenas de montagens teatrais – Teatro de Revista, Comédias, Musicais, Infantis e outros gêneros. Amante dos ritmos desde a adolescência, estudou Dança de Salão, arte a qual se dedicou e tonou-se professor de 1993 a 2003, dançando em diversos festivais.

Como dançarino, participou de projetos como o tradicional “Dançando na Rua” em Recife, e do balé da antiga banda regional Pisa Na Fulô, grupo precursor da famosa “Dança da Boneca”, a qual mostrava um habilidoso dançarino de forró com uma “boneca de pano” em tamanho real. À época, o número se espalhou pelo Brasil e virou febre, sendo reconhecido em programas de TV como os de Raul Gil, Hebe Camargo, Xuxa, Faustão e Gugu.

Na televisão, Lins estreou no programa “Papeiro da Cinderela”, da TV Jornal – SBT, (2006). Também deu vida a personagens nas novelas “Revelação”, no SBT (2008), e “Bela, a feia”, da TV Record (2010).

No entanto, a paixão pela música de sua terra, Pernambuco, o guiou para se transformar em intérprete dos ritmos que tanto ama.

Após incursões por outras bandas regionais, tanto como dançarino quanto cantor, decide se lançar como artista solo em 2012. Assim, ele inicia uma nova fase artistica, que já lhe rendem frutos positivos há sete anos.

Com dois discos e um DVD gravados, o repertório de André Lins inclui desde Pé-de-Serra autoral até releituras de artistas como Geraldo Azevedo, Alceu Valença e Tim Maia em ritmo de Xote. Sua voz também presta homenagem a hinos do cancioneiro nordestino, entoando Xaxado, Baião e Arrasta-Pé, principalmente clássicos de mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Accioli Neto.

O show do artista, alegre e vibrante, está presente no ciclo junino do Estado, tanto no Sítio da Trindade, principal polo de São João do Recife, como também em cidades do interior como Arcoverde, Caruaru, Gravatá, Bezerros... No Recife, circulou ainda com o show “André Lins canta Roberto Carlos”, com adaptações de canções do Rei da MPB para os ritmos regionais.

Em suas apresentações, André Lins canta acompanhado de sua banda, além de bailarinos, que resgatam a boa tradição do forró pernambucano. Seu show é a cara do Nordeste e por isso tem sido considerado um dos grandes nomes do forró Pé-de-Serra contemporâneo.

Mais informações sobre o artista: https://www.facebook.com/andrelinscantor/ https://www.instagram.com/andrelinsoficial

 

Vídeos de destaque:  

 

 

 

 

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segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Curta-metragem retrata trajetória do Mestre Grimário

 Fruto do edital de Registro Audiovisual dos Mestres e Mestras relacionados aos Saberes Tradicionais e da Cultura Popular, vinculado à Lei Aldir Blanc em Pernambuco, o curta-metragem “Mestre Grimário” retrata a trajetória do fundador do Cavalo Marinho Boi Pintado, uma das agremiações mais populares e tradicionais do município de Aliança, na região do Agreste. Para conferir, aperte o play abaixo: 


domingo, 8 de agosto de 2021

Forró no ritmo da rabeca


 Mestre Luiz Paixão lançou o álbum ”Forró de Rabeca”, muito bem aceito pela critica e pelos admiradores do artista. Aos 72 anos de idade, o rabequeiro famoso na Zona da Mata de Pernambuco, reuniu algumas musicas de domínio publico e outras de sua autoria, entre cocos, forrós, sambas e cirandas.

Nascido em Aliança (PE), terra do Maracatu Rural, Luiz Paixão se tornou mestre da rabeca por influencia de seu avô, que costumava tocar o instrumento.  No álbum recém-lançado, ele toca rabeca nas 14 músicas gravadas. 

1. Samba da santa (Luiz Paixão)

2. Pé de lírio (domínio público)

3. Forró de rabeca (Luiz Paixão)

4. Maria pequena (domínio público)

5. Baião arrochado (Luiz Paixão)

6. Amor amor amor (domínio público)

7. Forró do cambiteiro (Guga Santos, Stef Pai Véio e Luiz Paixão)

8. Samba das rabecas (Mina e Luiz Paixão)

9. Ciranda da macaxeira (Guga Santos e Luiz Paixão)

10. Dona Maria, o Coco é redondo (Sidraque e Luiz Paixão)

11. Menina linda (Mina e Luiz Paixão)

12. Farol de Olinda (Luiz Paixão)

13. Trupê do cavalo (domínio público)

14. Urro do boi (domínio público)

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Banda Casaca de Couro anuncia Live e gravação do mais novo DVD


 Com o isolamento social e a impossibilidade de aglomerar pessoas devido a pandemia de Covid-19, a banda de forró sergipana, Casaca de Couro, anunciou sua volta aos palcos, agora de maneira virtual. Será no dia, 22 de agosto, com uma super produção da live "Casaca de Couro canta Viola de Fita". Durante a Live será gravado o mais novo DVD da banda, a produção conta com recursos da Lei Aldir Blanc - Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (FUNCAPSE). 

Sem poder subir aos palcos enquanto a pandemia não estiver sob controle, a banda sergipana, decidiu estar mais perto do público, de forma virtual para lançar também novas músicas de trabalho. 

Formada em março de 1998, a CASACA DE COURO, vem levando o que há de melhor da nossa cultura: muito forró. Mesclando percussão, acordeom, violino e muita animação, conquistou o reconhecimento do público e crítica, ganhando prêmios em Sergipe de “A MELHOR BANDA DE FORRÓ PÉ-DE-SERRA” e cantora revelação, Lizete Feitosa em 2008 e melhor cantor de Forró em 2009 para o Acordionista e cantor Joaquim Ferreira. A CASACA DE COURO foi eleita também MELHOR BANDA DE FORRÓ PÉ-DE-SERRA DE SERGIPE em 2008, 2010 , 2011, 2016 e 2017.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Cylene Araújo - uma artista que é "MUITAS"


Ativista “INDEPENDENTE” da causa feminina a mais de duas décadas. Cylene Araújo é autora de músicas como:   “X NA PALMA DA MÃO”, “NÃO É NÃO” e SAMBINHA PRA MULHER entre outras. 

Cantora, compositora, radialista, escritora, pesquisadora musical, Cylene Araújo chega aos 55 anos, vinte anos depois de ter cantado sozinha “50 horas de Forró” (ano 2000), no PATATIVA em São Paulo. Uma recordista do FORRÓ! Ela neste mês tem muitos motivos para comemorar e celebrar a vida! 

Na pandemia compôs um “grito de alerta musical” contra a violência doméstica a machinha “X na Palma da Mão” que incentiva mais mulheres a denunciar a violência sofrida, colaborando com a Lei Federal 14. 022 / 2020, Sinal Vermelho.

Cylene Araújo, é uma cantora/compositora, que tem mais de 33 trabalhos lançados do (Forró, Frevo, maracatu, xotes e baiões). Tem 8 livros publicados com temática cultura popular e o mais recente religiosidade, além de um documentário(2018). Em 2011 foi nomeada a MADRINHA DO ARTESÃO e desde 2015, recebeu o título de “Madrinha do Forró Iluminado” da AACD Recife, por abraçar as causas sociais da instituição.

 Desde 2011, apresenta o programa FORROBODÓ na Universitária FM (UFPE). Nas redes sociais, desde (2017) tem o “Café com Cylene Araújo”, além do seu projeto em nova versão: “Todas Marias” Elas e Eles. Cylene Araújo, é mulher valente focada no bem coletivo.