segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Geraldo Maia interpreta "Estrada de Canindé" e garante presença no The Voice +

 Um dos primeiros candidatos das audições às cegas do “The Voice+”, que estreou neste domingo (17), foi o cantor recifense Geraldo Maia, de 61 anos. Apresentou uma interpretação emocionante de “Estrada de Canindé”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.  

Carnaval do Recife: Tribos de Índios

 


Oriundas do Estado da Paraíba, as Tribos de Índios foram incorporadas ao Carnaval do Recife, sendo muitas vezes confundidas com os caboclinhos. Apresentam danças bastante complexas, acompanhando o ritmo marcado pela musicalidade indígena, com temáticas ligadas à luta, guerra, morte e ressurreição.
As primeiras Tribos de Índios que se apresentaram no Carnaval do Recife foram a Tupi-Guarani (fundada em 1951), a Tupi-Papo-Amarelo (1962) e a Paranaguazes (1953), as duas primeiras fundadas no Estado da Paraíba e a terceira criada em Pernambuco sob influência paraibana. A Tribo de Índio Tupi-Guarani era liderada por Perré, descendente de índio proveniente da Paraíba que influenciou o surgimento de diversos outros grupos no nosso estado, deixando como legado, inclusive, um tipo de dança executada pelos Caboclinhos e pelas Tribos de Índios com seu nome.
Assim como nos caboclinhos, a apresentação conta com a presença de personagens e de cordões de índios e índias. O porta-estandarte normalmente abre o desfile, seguido do cacique e da cacica (alguns grupos também trazem rei e rainha), puxante, espião e feiticeiro, finalizando com os cordões. Os cordões apresentam-se em duas fileiras: as índias de um lado portando machadinhas, e os índios de outro com lanças na mão direita e escudos na mão esquerda. Além destes, as agremiações trazem o conjunto de músicos e algumas delas apresentam alas de crianças.
Os participantes normalmente pintam o corpo de vermelho e usam camisas de cetim ou veludo com desenhos de escudos e machados no centro. A indumentária, incluindo os leques e cocares, é confeccionada com penas de peru, de pato, além de boá. O figurino, os adornos e o estandarte são ricamente decorados com franjas, lantejoulas e pedrarias.
O baque geralmente é composto de dois bombos (ou surdos), maraca (ou ganzá) e gaita. Executam músicas singulares, que influenciam diretamente na coreografia/evolução, momentos em que alguns grupos apresentam o perré, a macumba, a matança (parte encenada em que os índios lutam para se estabelecer como pajé), e outras evoluções. As loas muitas vezes falam das guerras, de lideranças que já se foram, do próprio grupo e da religião.
Assim como ocorre nos caboclinhos, grande parte dos mestres das Tribos de Índios são seguidores da Jurema ou do Candomblé, dando um toque de religiosidade à manifestação.

TUPI GUARANI
O Clube de Índios Tupi Guarany foi fundado no bairro de Caixa d´Água (Olinda) em 15 de setembro de 1945, dando início à história das Tribos de Índio de Pernambuco, já que, até então se tratava de uma manifestação cultural da Paraíba. Por iniciativa do paraibano Severino José da Silva, conhecido por Perré, a Tribo foi fundada com seus amigos Valdemar, José e Sebastião.
Apesar de não se saber o real motivo de Perré ter voltado para a Paraíba, muitos líderes de outras Tribos de Índios que brincaram na Tupi Guarany falam do legado que Perré deixou relacionado ao formato, à musicalidade, à indumentária e, principalmente, às coreografias dessas agremiações que, até hoje executam uma evolução específica com o nome de Perré.
As atividades da Tupi Guarany foram assumidas por José Caetano de Oliveira, gaiteiro da Agremiação, que deu continuidade à brincadeira até abril de 2001, quando faleceu. Sua esposa, Dona Maria de Lourdes, que já estava na presidência do grupo desde 1985, mantém a agremiação até os dias de hoje.
Tem como cores oficiais o vermelho e o amarelo e como símbolos a figura de um Índio, setas e machados, presentes no estandarte e nas fantasias. Participa do concurso de Agremiações Carnavalescas da Prefeitura do Recife, onde já conquistou diversos títulos.
Endereço: Rua Córrego dos Carneiros, 2ª travessa, n° 35, Caixa D´Água, Olinda, PE
Contato: (81) 3443.7018 / 98627.7952

TRIBO DE ÍNDIO TUPINAMBÁ
A Tribo de Índio Tupinambá foi fundada como Caboclinho em 10 de fevereiro de 1980, por Sebastião José de Silva, no bairro de Areias. Após a morte de seu fundador/presidente em 2000, a Tribo suspende suas atividades e passa dois anos sem desfilar. Em 2002, Cidiclei Simões, devido à experiência de ter desfilado na Tribo Tupi Guarany durante 19 anos, entra em contato com a família de Seu Sebastião e pede autorização para dar continuidade ao Tupinambá. A partir de então, a agremiação passa a desfilar como Tribo de Índio e fazer parte da comunidade da Linha do Tiro.
Tem como cor oficial o vermelho e como símbolos o machado, a lança e o escudo, elementos presentes no estandarte e nas fantasias. O figurino é idealizado pelo próprio Cidiclei que, junto com sua mãe, irmã e esposa, confecciona as fantasias, os adereços e os cocares. A sede funciona em sua própria casa e se estende por toda a rua, onde ocorrem ensaios e festas. Presidente: Cidiclei Simões de Melo.
Endereço: Rua Large Grande, nº 96, Beberibe, Recife
Contato: (81) 98846.0418 / 98329.2850 / 98846-0418

TRIBO DE ÍNDIOS TUPINIQUINS
A Tribo de Índios Tupiniquins foi fundada em 15 de janeiro de 1922, no bairro de Afogados, por José Manoel dos Santos, Inaldo Galdino da Silva, José Manoel da Silva e Maria José Correia da Silva.
A partir da década de 1980, a agremiação passa a desfilar no Concurso de Agremiações Carnavalescas, obtendo diversos títulos de campeã e vice-campeã.
Seu símbolo é o próprio índio Tupiniquim e suas cores oficiais são o vermelho e o amarelo, influências da ligação da agremiação com os cultos indígenas da Pajelança e do Catimbó, que dão um toque místico à Tribo. O presidente é João Batista Galdino da Silva.
Endereço: Rua do Maruim, nº 163, São José, Recife.
Contato: (81) 98734.3520 / João – 99834.8278

domingo, 17 de janeiro de 2021

Cem anos de Zé Gonzaga


 O mundo forrozeiro reverencia o centenário de nascimento de José Januário Gonzaga do Nascimento, o cantor, compositor e sanfoneiro Zé Gonzaga, irmão do “Rei do Baião”, Luiz Gonzaga.  Nascido em 15 de janeiro de 1921, em Exu (PE), Zé Gonzaga aprendeu a puxar o fole com o pai - o velho Januário, - que consertava e tocava sanfona nas festinhas das redondezas. O irmão mais velho se mandou logo para o sul do Pais. Ao completar 19 anos, Zé pegou um pau-de-arara e foi se encontrar com o irmão no Rio de Janeiro. Houve uma certa desavença entre os dois irmãos porque Luiz não queria que Zé usasse o sobrenome Gonzaga. 

Em 1957, Zé gravou seu primeiro disco. Cantava  forró, mas no seu repertorio constavam também sambas, choros e até valsas. Participou do filme “Rico Ri a Toa” e excursionou à Argentina e França, acompanhando outros artistas.  Gravou  6 LPs  durante a década de 70 e veio a falecer no  Rio, no dia 12 de abril de 2002. Nove anos mais jovem que o irmão famoso, Zé Gonzaga faz parte da galeria de forrozeiros que difundiram a musica nordestina pelo Brasil. 

 


sábado, 16 de janeiro de 2021

Os maiorais do Carnaval

 

Nelson Ferreira e Capiba são considerados, indiscutivelmente, os compositores de maior projeção do Carnaval pernambucano de todos os tempos. Compositor e maestro, nascido em Bonito-Pe, em 1902 e falecido em 1976, Nelson Ferreira compôs inúmeros frevos que até hoje são cantados e executados por orquestras nos bailes e festas populares. Estreou como compositor em 1921 com a marcha “Borboleta não é ave”, seu primeiro grande sucesso. Sucederam-se outros frevos de rua, de bloco e canção, sendo o mais conhecido de todos o “Evocação n. 1”. Nelson Ferreira foi diretor de orquestra, atuou na Rádio Clube e recebeu inúmeras condecorações pelo conjunto de sua obra em favor da musica e da cultura de Pernambuco. Capiba, ou Lourenço da Fonseca Barbosa nasceu em Surubim e chegou ao Recife para estudar e se formar em Direito, diploma que jamais foi buscar na Faculdade. Preferiu trabalhar no Banco do Brasil e se dedicar de corpo e alma à musica;. Criou a Jazz Band Acadêmica e iniciou a carreira de compositor de frevos consagrados a partir de 1934, quando lançou o frevo- canção “É de amargar” que todo o Recife cantou naquele ano. Daí pra frente, era um sucesso atrás do outro, se tornando um dos mais brilhantes autores de frevos de Pernambuco. Capiba fez, ainda, inúmeras valsas, serestas e canções, como “Recife, Cidade Lendária”, “Valsa Verde” e “Maria Betania”, musicas que foram gravadas por famosos cantores do Brasil. Nelson Ferreira e Capiba são dois gênios imortais do frevo pernambucano. Matéria escrita por Miguel Santos (Jornalista e radialista)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Getúlio Cavalcanti: uma legenda do Frevo de Bloco


Um garoto que aos seis anos de idade já estudava musica porque gostava da matéria tinha que virar um excelente compositor e cantor. Esse foi o caso de Getulio de Souza Cavalcanti, nascido na cidade de Camutanga, Zona da Mata Norte de Pernambuco.  Dois anos depois, ou seja, aos oito anos já tocava sax soprano na banda da escola.  Aos 16 anos já era “crooner” de uma orquestra que animava o Carnaval de sua cidade natal.  Quando veio para o Recife trazia o sonho e já uma bagagem de artista.  Primeiro emprego foi de almoxarife do “Diário de Pernambuco”. Por pertencer ao Grupo dos Diários e Emissoras Associados não foi difícil ele chegar até a TV-Rádio Clube, onde participou de vários programas cantando músicas românticas. Nessa época também fazia serenata em casa de gente da alta sociedade. 

Durou pouco para ganhar a chance de cantar em programas de grande audiência – “Noite deBlack-tie” e “Você faz o show”, ambos da TV-Jornal do Commercio. Formou-se em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco e trabalhou em importante empresa de informática até ter o seu próprio negocio também no ramo da informática.

Em 1975, apareceu como compositor gravando o frevo de bloco “O Bom Sebastião”, uma homenagem ao folclorista Sebastião Lopes, musica que foi muito executada e deu a Getulio a certeza de que não mais se separaria do gênero que o tornou famoso no Carnaval de Pernambuco.   

Outro frevo de bloco que é exaltado em todos os carnavais é “O Último Regresso”. Compôs também “Cantigas de Roda”, “Boi Castanho”, e dezenas de outras musicas. Seu primeiro amor foi pelo Bloco das Ilusões, depois se apaixonou pelo Bloco da Saudade e hoje é amante de todos os blocos do Recife.  

  

Getúlio Cavalcanti se considera um artista de rua. Ele mesmo confessa: - “É como se a rua fosse um grande palco. E é nesse palco que eu vejo bem de perto o reconhecimento das pessoas pelo meu trabalho”.

Não se pode falar em frevo de bloco sem lembrar essa legenda do Carnaval de Pernambuco. Getúlio Cavalcanti representa o que há de  mais significativo no gênero e em todos os Carnavais sempre é visto com seu violão desfilando pelas ruas do Recife Antigo com seu sorriso largo de quem está, realmente,  muito feliz pelo que faz.

Escolas de Samba do Recife

 Manifestação cultural popular, musical, coreográfica e poética, o samba acontece em quase todos os Estados brasileiros, com destaque para Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco, desde os tempos coloniais. No nosso Estado, o samba organizado em escolas adquire características próprias, como, por exemplo, a incorporação de instrumentos de execução musical e coreografias herdadas do frevo, do maracatu, da capoeira, além de outras expressões.

No Recife, as primeiras referências do samba de escolas encontram-se no bairro de Casa Amarela, na batucada Bando da Noite, mais tarde chamada Escola de Samba Quatro de Outubro. Nos anos 1930, a Escola de Samba Limonil, do bairro de Afogados, entra para a história do Carnaval da cidade. Na década de 1940, é importante registrar a chegada do Encouraçado São Paulo, que trazia entre seus tripulantes sambistas e contribuiu para o aumento de blocos e escolas de samba. Tais agremiações encontram-se listadas nos grandes jornais de circulação da época.

Um misto de festa e espetáculo, o desfile de uma escola de samba é um verdadeiro ritual que gira em torno do canto, do visual, da música e da dança. O enredo transforma-se numa linguagem plástica traduzido nas fantasias, adereços e alegorias. A presença do casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira no desfile é um dos elementos mais representativos. Num bailado harmonioso, exibe o maior símbolo da agremiação: o Pavilhão. Outras figuras importantes de uma escola são as baianas, a comissão de frente, e os destaques, com suas fantasias de luxo e volumosas. À bateria cabe sustentar com sua marcação, a cadência, o canto e a evolução de todo o grupo, além de permitir aos passistas demonstrarem toda graça e sensualidade. Surdos, agogôs, repiques, pandeiros, caixas, apitos, tamborins, cuícas, reco-recos, ganzás e chocalhos compõem a bateria de uma escola. É importante destacar o papel do mestre de bateria e seus ritmistas. Essa relação é fundamental para que haja harmonia.

Com extraordinária beleza, as escolas de samba contam histórias e sonhos, ficção e realidade, isto é, um espetáculo que sintetiza em seu conjunto, a seqüência integral e a fluência de apresentação, a unidade e o equilíbrio artístico das diversas formas expressivas do desfile (musical, dramática, visual) e a energia de comunicação de todos os participantes.



GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA LIMONIL

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Limonil surgiu de uma reunião de amigos que bebiam na esquina da 5ª Rua da Vila São Miguel, atual Campo Largo, onde até hoje funciona sua sede. Antes de sua fundação como Escola de Samba, que ocorreu em 28 de maio de 1935, era denominada de Batucada, manifestação bastante comum no Recife, formada da Liga dos Pobres da Vila de São Miguel para ir de encontro a um português que possuía um estabelecimento comercial e se dizia “dono da vila”, cobrando “aluguel” semanalmente das pessoas que moravam em barracos, no entorno. De acordo com Silvio Pessoa, um dos presidentes e compositores da agremiação, “a forma de protestar era fazer zoada”.

O nome da Escola faz referência à mistura entre o anil, o pitu e o limão, elementos presentes no momento de sua fundação, influenciando na escolha das cores da Agremiação (o verde e o branco).

Entre os seus principais fundadores, destacam-se: João 21, Batelão e Nestor. Este último, ao ver Limonil na avenida pela primeira vez, “morreu do coração, fantasiado”, fato relembrado até hoje. Como forma de reverenciá-lo, os integrantes da Escola, antes de entrar na avenida, lhe prestam uma homenagem cantando um samba-enredo: “É tão bom recordar/ vem ver o artista imortal, vem ver/ dessas cores verde e branco / Limonil e seu encanto / Faz tudo acontecer…”.

A Limonil é a mais antiga Escola de Samba em atividade no REcife. Nos anos 1930, entrou para a história do Carnaval da cidade, tendo como referência a sua bateria, que a partir da década de 1960, foi considerada por 10 anos consecutivos a melhor bateria do Concurso de Agremiações Carnavalescas. Seu presidente é Raimundo Inácio da Silva.

Endereço: Rua Campo Largo, 102, Afogados, Recife – PE



GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GIGANTES DO SAMBA

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Gigantes do Samba foi fundado em 16 de março de 1942 no Alto do Céu, em Água Fria. Entre seus fundadores estão Luiz Ferreira de França (Zacarias), Ireno Cavalcanti, Luiz Rodrigues da Silva Melo e Ademar Paiva (Portela). Em 2015, sagrou-se Octacampeã do Carnaval da cidade.

O primeiro nome dado à escola foi Garotos do Céu e só em 1974 ela foi oficialmente batizada de GRES Gigantes do Samba. Suas cores oficiais são o verde e o branco e o símbolo é uma Águia, que aparece no centro do Pavilhão da Agremiação.

Antigamente a Gigantes do Samba realizava os Sambões, festas que varavam a madrugada, contando com a presença de sambistas nacionais como Leci Brandão, Sandra de Sá, entre outros. No total, possui mais de 60 títulos, e já se apresentou em outros estados brasileiros, no Japão e na Europa. O presidente é Rivaldo Figueiredo de Lacerda

Endereço: Rua das Crianças, 63, Água Fria, Recife, PE



GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA GALERIA DO RITMO

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Galeria do Ritmo foi fundado em 15 de novembro de 1962, no Alto José do Pinho. Entre seus criadores estão José Severino de Santana (Naná), José Jaime, José Emídio de Santana, José Carlos, Antonio Cícero, Agnaldo Souza, Sebastião Simplício, Ailton de Souza e Aristóteles Cabral.

O primeiro tema-enredo foi dedicado ao renomado artista Ataulfo Alves e suas Pastoras, composto por José Emídio de Santana. Até os anos 1980 era uma escola considerada pequena, porém cresceu, se firmou no Grupo Especial e tornou-se definitivamente uma das grandes do Recife após receber dissidentes da Gigante, com a qual mantém grande rivalidade. Coleciona títulos de campeã e vice-campeã no Concurso de Agremiações Carnavalescas da Prefeitura do Recife.

Seu símbolo é uma Lira, representando a musicalidade da escola, além da Águia, que homenageia a Portela, tradicional Escola de Samba do Rio de Janeiro. Suas cores oficiais são o azul e o branco, em devoção à Nossa Senhora da Conceição. O presidente atual é Mizael Correia de Souza Filho.

Endereço: Rua Acaiaca, nº 182, Casa Amarela, Recife



BLOCO DE SAMBA A TURMA DO SABERÉ          

Contar a história do samba no Recife é, de certa forma, narra a trajetória artística de uma das maiores tradições do carnaval pernambucano: Bloco de Samba A Turma do Saberé. Fundada oficialmente em 20 de janeiro de 1960, na casa de Dona Rica e no Bar de Petrônio, bairro de São José, a Turma do Saberé é conhecida por aglutinar ao longo de sua história grandes referências do samba.

O nome do grupo vem do peixe denominado Saberé, conhecido por beliscar a isca e não ser capturado. Segundo Fabiano Cezar, diretor de eventos , na década de 1950, existia no bairro de São José, “um grupo de amigos que durante o carnaval visitava a vizinhança do bairro, comia, bebia e ia embora”. Em analogia ao peixe, espertalhão, os amigos passaram a ser conhecidos como “os saberés”, tornando-se alguns fundadores do bloco: Djalma Popó, Ubiratan, Valdir Queijinho, Ubirajara, Reginaldo Cafetão, Fernando Cinza, João Mazurca, Chico Pezão, Vado Bola, Cabo Gerson, Cabo Wilson, Airton Seborréia, Valdemar Cacaquinha, Nai, Beto Tijolo, entre tantos outros carnavalescos e admiradores do samba.

O Bloco tem como símbolo o Peixe Saberé e suas cores oficiais são o azul e o branco. Não concorre no Concurso de Agremiações, mas desfila pelas ruas do bairro de São José, todos homens, divididos entre as alas show, de frente e bateria, esta se destacando, com centenas de batuqueiros, de diversas escolas de samba do Recife. Centenas de admiradores acompanham os carros e som ao longo do itinerário percorrido pela “Turma do Saberé”.

O Bloco já lançou diversos sambas-enredos, destacando-se o samba Eu Sinto Tanta Emoção, composto por Jarbas Boemia. O presidente é Juarez Roberto da Silva.

Endereço: Rua Vidal de Negreiros, nº 188, Bairro de São José, Recife


GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA IMPERADORES DA VILA DE SÃO MIGUEL

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Imperadores da Vila São Miguel foi fundado em 06 de setembro de 2002, em Afogados, a partir de uma dissidência da Escola de Samba Limonil. Segundo Maurício Batista dos Santos (fundador e presidente), por ter sido criada por ex-integrantes de outras escolas e antigos carnavalescos da cidade como Luiza Zumira Santos, Leonice Nery, Gerlane Ramos, Francisco Carlos Pereira, Ana Paula Chagas e Roberto Siqueira, seriam esses os “Imperadores do samba” da comunidade de Vila São Miguel. Assim batizou-se a Escola.

A Agremiação tem como cores oficiais o azul, o amarelo e o branco e seu símbolo é uma coroa que representa o “império”. Em seus desfiles, além da coroa, se faz presente, invariavelmente, uma “ala imperial”, composta por participantes com fantasias que remetem a uma corte. O presidente é Mauricio Batista dos Santos.

Endereço: Travessa 2, Benjamin Torreão 17, Afogados Recife