domingo, 6 de setembro de 2020

Márcia Lima: um show de forró e simpatia

Ela poderia ter escolhido outro gênero musical para aproveitar sua voz personalíssima e toda sua simpatia, mas preferiu se dedicar ao forró. Isso para uma paulistana não é coisa muito natural.  Radicada atualmente em Arcoverde (PE), Márcia Lima começou como vocalista de banda, gravando 04 CDs e um DVD, além de inúmeras participações em programas de Rádio e Televisão. Foi destaque no Festival de Novos Talentos da Musica Popular Brasileira, realizado em São Paulo.        

Depois de sete anos como vocalista de banda, em 2008, Márcia resolveu enfrentar a carreira solo, no que deu muito certo, com a sua banda se apresenta em eventos públicos e casas de shows de todo o País.  Aqui no Nordeste ela já realizou shows na “Sala de Reboco”, “Casa da Rabeca”, “Bodega do Veio”, “Bar do Caboclinho” e no “Azulzinho”.    

Com muito talento, traquejo de palco, voz harmoniosa e muita interação com o publico, Márcia Lima vem se destacando como uma das mais promissoras forrozeiras da região, graças principalmente ao repertório de musicas que o povo gosta de ouvir para conquistar com isso e cada vez mais o aplauso do grande público.

Shows: (81) 9.9797-0980 / 9.8529-5737

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segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Mestre Camarão: dedicação e amor ao Forró


Ele dedicou a maior parte de sua vida à música, sobretudo, à sanfona. Chamava-se Reginaldo Alves Ferreira, nascido em Brejo da  Madre de Deus em 23 de junho de 1940 (véspera de São João),  mas o publico o conhecia como Mestre Camarão. O apelido foi dado pelo compositor e amigo Jacinto Silva, pelo fato dele ter as bochechas do rosto um tanto avermelhadas.  

Camarão apaixonou-se pela sanfona porque conviveu com ela dentro de sua propria casa. Sen pai, o sanfoneiro Antonio Neto, tinha uma sanfona de 8 baixos, com a qual Camaarão começou aos 7 anos de idade a puxar o fole, se aperfeiçoando  ouvindo Luiz Gonzaga e estudando os métodos de Mário Mascarenhas. Iniciou a carreira artística em Caruaru, onde tocava nas feiras e festas da região. Trabalhou na Rádio Difusora de Caruaru (hoje Rádio Jornal), onde conviveu com dois outros mestres: Sivuca e Hermeto Pascoal. Aos 18 anos conheceu Luiz Gonzaga, com quem participou de 28 gravações. Depois formou com os músicos Jacinto Silva e Ivanildo Leite seu primeiro conjunto musical – o Trio Nortista. Em 1968 criou a primeira banda de forró do Brasil – a Banda do Camarão e, ainda, a Orquestra Sanfônica de Caruaru.  Seu repertório era composto por ritmos regionais como o xote, o xaxado, o baião, o forró e o arrasta-pé.                

Mestre Camarão costumava acompanhar grandes nomes da música nordestina, como Dominguinhos, Santanna, Marinês, entre outros.  Em 1961, representou Pernambuco junto com o mestre Vitalino no primeiro aniversário de Brasília, a convite do então presidente da República, Jânio Quadros. Em 2002, foi a São Paulo apresentar-se no projeto “Sanfona Brasil”.  Em 2004, participou do projeto “O Brasil da Sanfona”. Em 2012, participou do centenário de Luiz Gonzaga em Exu (PE). A partir de 1980, Camarão passou a residir  no Recife, onde ministrava aulas de sanfona na Escola de Acordeon de Ouro, fundada por ele e localizada em Areias. Foi homenageado no São João de Caruaru em 1999 e de Recife no ano de 2007. Camarão obteve o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2003. 

A discografia é composta por 18 vinis, quatro 78 rpm, seis CDs e um DVD que foi registrado em show na Cachaçaria Carvalheira, em 2013, com as participações especais de Beto Hortis, Thaís Nogueira, Geraldinho Lins, Josildo Sá e o filho, Salatiel, fizeram participações.

O Mestre Camarão morreu na manhã do dia 21 de abril de 2015, aos 74 anos. Seu corpo foi velado na Camara de Vereadores do Recife e de, Caruaru, sendo enterrado no cemitério Dom Bosco na Capital do Agreste. 

 


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Adilson Ramos: um carioca apaixonado pelo Recife


Ele não é pernambucano, mas é como se fosse. Conheceu o Recife quando veio fazer seu primeiro show e se apaixonou pela cidade. E  foi tão grande a paixão que veio morar definitivamente na capital de Pernambuco em 1982, depois de se tornar um artista consagrado em todo o Brasil com musicas como “Sonhar Contigo”, “Olga”, “Fim de festa”, “Leda”, “Só liguei porque te amo”  “A chuva me lembrou você”, “Duas flores”, “Solidão”, e  tantas outras.

Adilson Ramos de Ataíde nasceu no Rio de Janeiro em 1945 para ser o cantor e compositor Adilson Ramos. O gosto pela musica começou aos 9 anos de idade, quando ganhou do pai uma sanfoninha. Ainda menino,  participou de um concurso de calouros num parque de diversões de um subúrbio carioca.  Ganhou em primeiro lugar. Na platéia estava um  produtor de televisão que o levou para uma apresentação no programa “Clube do Guri”, da extinta TV-Tupi.  Ficou contratado da Emissora por dois anos. Participou em seguida de um grupo chamado “Os Cometas” e em 1960 iniciou sua carreira solo, quando gravou a musica “Sonhar Contigo”, que ainda hoje é cantada em todo o Brasil.

Em 1963, Adilson veio pela primeira vez ao Recife para fazer uma  série de programas na TV Jornal do Commercio. Apaixonou-se pelo público pernambucano, que já era apaixonado por ele. Em 1966 Adilson se casou e foi, aos poucos, abandonando a carreira artística. Passou a ser empresário no ramo de móveis domésticos. Depois de um show que teve que fazer meio forçado numa cidade do Rio, Adilson passou a conciliar a atividade artística com a de empresário, até que em 1982 veio fazer um show para um político pernambucano. Daí prá frente não teve mais sossego. Passava metade do mês no Rio de Janeiro  e a outra metade no Nordeste. Em 1982 veio morar no Recife, abandonando a fábrica de moveis e passando a ser dono de uma padaria no bairro de Boa Viagem. 

A música de Adilson mexe com os corações dos que já passaram dos 60. Muita gente guarda, com carinho, o DVD que ele gravou no Classic Hall para comemorar os seus 45 anos de sucessos, com a participação de Agnalo Timóteo, Elymar Santos e seu filho, Cristian Ramos.  Simpático com o publico, Adilson Ramos  nunca deixou de lotar as plateias por onde se apresenta. Entre as emoções que a carreira lhe proporcionou cita uma vivida em Paris, quando passeava com a família e avistou um carro tocando “Sonhar Contigo”, a música que é a sua maior criação.

 

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Waldonys: cantor e sanfoneiro de muito talento

Waldonys José Torres de Menezes tem profissão diferenciada, apesar de ter enveredado pelo caminho da musica. Ele é paraquedista e piloto acrobático. Nascido em Fortaleza, capital do Ceará, em 14 de setembro de 1972, foi o seu pai que o incentivou para a carreira artistica. Ele era acodeonista amador e começou a dar aulas para Waldonys quando ele tinha apenas 11 anos. Posteriormente, estudou num conservatório musical. Nessa época ele conheceu Dominguinhos, que o apresentou a Luiz Gonzaga. 

 Notando que o garoto tinha talento e puxava muito bem o fóle da sanfona, levou-o para São Paulo e aos 15 anos  participou da gravação da musica “Fruta Madura”,  do LP “Ai tem”. Aos 16 anos foi convidado a participar de uma turnê aos Estados Unidos, por um período de 4 meses. Agradou tanto que acabou ficando por lá 8 meses, tocando em teatros lotados, em metrópoles como por exemplo Las Vegas.

Participou do “Projeto Asa Branca”, criado por Dominguinhos, em companhia de Renato Borghetti, Oswaldinho, Sivuca, Gilberto Gil, Tânia Alves, entre outros. Tornou-se conhecido entre os maiores acordeonistas do Brasil.  Trabalhou com Fagner, participando de turnê, onde também viajou pelo Brasil e Exterior. Na volta, a bagagem cheia de experiência, gravou em 1992 seu primeiro LP, em homenagem a Luiz Gonzaga, intitulado “Viva Gonzagão”.

Começou daí sua carreira solo. Cantando e tocando Waldonys foi se tornando conhecido pelo público e pela crítica. Gravou outro álbum  “Veleiros”.  Fez uma excursão com a cantora Marisa Monte, além de ter gravado um LP com ela. Horizontes ampliados, Waldonys sentiu necessidade de retomar sua carreira solo, e daí vieram vários discos.

Participou de mídias nacionais como “Programa Som Brasil” (em que esteve por 4 vezes), “Domingão do Faustão”, “Programa Jô Soares”, “Viola minha viola”, “Altas Horas”, entre muitos outros..

A gravação do primeiro DVD de Waldonys foi feita em comemoração aos 20 anos de carreira, gravado ao vivo no Teatro José de Alencar, em Fortaleza-CE, com as participações de Tânia Alves, Renato Borghetti e Fausto Nilo.

E aí está Waldonys, um cearense que aproveitou bem  as oportunidades e ganhou popularidade na musica nordestina e brasileira.

Amazan: uma carreira dedicada ao Forró

José Amazan Silva nasceu em Campina Grande (PB) em 5 de outubro de 1963.  Foi criado em Jardim do Seridó, interior do Rio Grande do Norte,e ainda criança já gostava de ouvir a boa musica nordestina. No inicio de sua adolescência deu os primeiros acordes numa velha sanfona emprestada por um de seus primos.  Aos 12 anos escreveu o primeiro de uma série de cordéis. Voltou para Campina Grande quando tinha 19 anos. Em 1984 conheceu o grupo de cultura nativa  “Tropeiros da Borborema” e a partir daí virou seu  sanfoneiro . Foi com eles que teve oportunidade de mostrar sua arte para vários Estados brasileiros e até para a Europa. Em 1989 iniciou a carreira solo, quando gravou o seu primeiro LP.

Escreveu e editou três livros, lançados em 2009. Neste mesmo ano, fez várias apresentações no programa “TV Xuxa”, da Rede Globo. Em 2011 ficou mais conhecido ainda quando participou da campanha publicitária de uma marca de cerveja, narrando historias acompanhado de sua sanfona.

Sempre foi um amante do forró, ritmo com o qual passou a ser  admirado por um grande público, mas além de sanfoneiro, cantor, compositor, escritor, cordelista e empreendedor, Amazan exerceu intensa atividade política.  Em 2012, foi candidato a prefeito de Jardim do Seridó/RN pelo PSD, ficando em segundo lugar no pleito. Em 2014, foi candidato a deputado estadual do Rio Grande do Norte sendo o 28º mais votado, ficando na segunda suplência de sua coligação.  Nas eleições de 2016, foi eleito prefeito da cidade de Jardim do Seridó, no Estado do Rio Grande do Norte. 

Com amor e respeito ao forró, gênero musical que abraçou  sem recorrer a apelos agressivos, Amazan segue seu caminho cantando, compondo e levando a boa musica nordestina a todos que o admiram e aplaudem seu trabalho.