sábado, 31 de julho de 2021

Filha do sertão, Fabiana Santiago moderniza tradições nordestinas em EP visual


 Florescer é um ato de vida, de se reinventar, de superar as adversidades e mostrar força. É esse poder, sob a ótica da mulher do sertão, que a cantora e compositora Fabiana Santiago evoca em seu EP de estreia. Intitulado “Florescer”, o trabalho bebe na fonte dos ritmos da cultura popular nordestina e a decifra em diversos prismas, da MPB à salsa, merengue e lambada. O EP pode ser ouvido em todas as plataformas digitais e pode ser visto com clipes para todas as faixas.

“Com 20 anos de trabalho na música, ainda não tinha um projeto pra chamar de meu. Era um desejo antigo, mas que ao mesmo tempo me causava medo, de me mostrar enquanto compositora já que minha trajetória foi inteiramente como intérprete. No início de 2020, comecei a rabiscar a primeira canção, forçadamente tentando voltar a escrever. Quando a pandemia se instalou, a mistura de medo e receio aumentou: medo de deixá-la apagar o trabalho construído até aqui, junto do medo de não realizar os projetos para o ano”, reflete ela.

Tentando manter o seu processo criativo ativo e a mente em foco em meio a tempos difíceis, Fabiana Santiago começou a fazer lives semanais. O que era um processo para manter o pique dos palcos, virou uma oportunidade para criar química e personalidade própria e testar repertório. Foi durante esse período de mergulho pessoal e na música que as faixas do EP surgiram.

“A sonoridade foi definida sob a ótica dos signos e símbolos nordestinos, isso surge na instrumentação, estilo, e composição. Mas tentamos não deixar de lado uma força e uma identificação que tenho com os ritmos latinos”, conta a artista.



Destaque da cena musical do sertão pernambucano, Fabiana começou sua carreira musical na adolescência e hoje, com mais de 20 anos de estrada, traz para seu trabalho solo tudo que aprendeu em parcerias com outros artistas. E os nomes são muitos - vão desde Ednaldo Fonseca (“O Juiz Sanfoneiro”) e Targino Gondim, com quem dividiu palco como backing vocal; a artistas plurais como Elba Ramalho, Dominguinhos, Gilberto Gil, Geraldo Azevedo, Sorriso Maroto, Vanessa da Mata, Ana Carolina e Roupa Nova.

Voz ativa em Petrolina, Fabiana Santiago promove o projeto Show Divas do Vale, que realiza em parceria com as artistas e empreendedoras de vários nichos do Vale do São Francisco. Trata-se de um espetáculo com repertório de artistas ribeirinhos ou que versam sobre a ótica feminina, sobre a riqueza da região e contempla artistas locais e nordestinos consagrados. Além disso, tem em sua trajetória uma afinidade com o carnaval, incluindo uma apresentação para milhões de pessoas no Galo da Madrugada, no começo de 2020.

"Florescer" pode ser ouvido em todas as plataformas de streaming de música e os vídeos estão disponíveis no canal da artista no YouTube.

Ouça “Florescer”: https://onerpm.link/florescer

Assista aos clipes de "Florescer": https://www.youtube.com/c/FabianaSantiagoOficial

 

Ficha Técnica:

Gravado no Estúdio P10 em Petrolina (PE)

Engenharia de som, mix, master e arranjos: PIB (Cleido José)

Fabiana Santiago - Composição, Arranjos, Voz e vocais 

PIB - Teclado, vocais, synths e programação

Ricardo Nunes - Contrabaixo e Arranjos

Dego Leal - Guitarra

Jó do Acordeon - Sanfona

João Henrique (China) - Saxofone e flauta

Vinícius Oliveira - Trombone (nas faixas “Eu sou o Sertão” e “Deixa”)

Júlio Cesar - Trompete (nas faixas “Eu sou o Sertão” e “Deixa”) 

Igor Nogueira - Violão e Ukulele (nas faixas “Palavra de Mulher” e “Imensidão”) 

Silvino Júnior (Juninho) - Percussão 

Marcos Vinicius - Bateria 

Danielle Ramos - Vocais na faixa "Palavra de Mulher"

Produção geral: Fabiana Santiago, Marcílio Ferreira, Herbet Freitas, Danubia Carvalho e Wellington Michelone, André Ferreira, Ítalo Vasconcelos.

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Ação da Cepe divulga cultura dos cordéis


 Com o objetivo de fortalecer e dar mais visibilidade à literatura de cordel, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) está com uma ação promocional para os leitores batizada de Cordéis do Pajeú. Quem comprar um dos três livros da Coleção Pajeú (Cepe Editora) - Meu eu sertanejo, Mesas de Glosas da 1ª Feira de Poesia do Pajeú, e Redes de Poesia ganhará também três folhetos de cordel selecionados pelo conselho editorial pajeuzense. São eles: Comadre Florzinha e o Caçador, de Wellington Santos Rocha; A Incrível História do Menino Mandacaru, de Odilia Renata Gomes Nunes; e Gênesis, a origem do cangaço feminino, de Thaynnara Alice Queiroz Pessoa. As ilustrações foram criadas pelo gráfico, poeta e artífice Lourenço Gouveia.

Lançada em junho de 2021, a Coleção Pajeú foi selecionada pelo Conselho Editorial do Pajeú, formado por poetas da região e criado durante a 1ª Feira da Poesia do Pajeú, evento realizado pela Cepe em julho de  2019, em São José do Egito. A promoção é por tempo limitado.

O presidente da Cepe, Ricardo Leitão, já anunciou que em 2022 a feira terá sua segunda edição. “Essa ação na região do Pajeú é resultado de uma missão cultural que a empresa tem de resguardar e ampliar o conhecimento sobre o maior pólo de poesia oral do País. O primeiro ano foi bem-sucedido com a publicação de três livros e três cordéis, o que nos estimula a repetir esse mesmo trabalho em 2022 com essencial apoio dos poetas do Pajeú”, afirma Leitão. 

O Secretário Estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, ressalta a importância de difundir e registrar a cultura do cordel, que diz muito sobre a nossa história. “O ciclo das navegações, portanto o ‘descobrimento’ do Brasil e a colonização brasileira, que teve Pernambuco como grande protagonista dessa primeira fase da ocupação do território, seja através da plantação da cana de açúcar, seja através da abertura dos caminhos do gado pelos sertões, traz de Portugal o ciclo das trovas, da história cantada e levada em cima do lombo de cavalos e de burros. E essa tradição da história oral se transforma em grandes representações da nossa cultura “,declara Gilberto, acentuando a região do sertão do Pajeú como grande recanto da poesia cantada e escrita da forma mais tradicional, ou seja, como era cantada e falada nos séculos XVI e XVII. “E essa preciosidade que nós temos hoje em cidades desse nosso território rico merece toda a nossa atenção, todo o nosso registro. O cordel nada mais é do que o reflexo de um passado breve que deixa um legado rico da nossa cultura mais original, vinda da trovada dos diversos ibéricos do ciclo pós-Renascimento. É nossa história traduzida em ritos qualificados do nosso português mais arcaico e mais bem falado”, finaliza o secretário. 

Anastácia lança novo álbum aos 81 anos

 


Matriarca do Forró, a cantora e compositora pernambucana Anastácia, hoje com 81 anos de idade, não quer saber de se aposentar da música.  Ela está lançando o EP “Pé de Joá”, com musicas em parceria com a cantora paulistana Céu e o compositor João do Valle, extraídas do álbum inédito “Identidades”, que está sendo produzido com direção de Guto Graça Mello. 

Anastácia – a Rainha do Forró – em toda a sua carreira soma cerca de mil musicas gravadas, sendo 250 delas com o seu principal parceiro o saudoso Dominguinhos.  Anastácia lançou cerca de 35 discos e suas composições já foram gravadas por Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Gal Costa e outros consagrados intérpretes da musica brasileira.






quarta-feira, 28 de julho de 2021

Cia. Sarau das Seis lança o EP “Rezo”

 

Já está disponível no YouTube o EP “Reza”, da Cia. Sarau das Seis, natural de Petrolina. Fruto do espetáculo teatral “Rua dos Encantadas”, o disco traz, além de canções cantadas em cena pelos atores, texturas sonoras que compõem a trilha sonora do trabalho e falas da dramaturgia.  A iniciativa conta com os recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco.

Todas as seis faixas que compõem o projeto são autorais e foram criadas especificamente para o espetáculo. Antônio Pablo, integrante da companhia que assina a direção musical, diz que a criação desse EP surge do “desejo de poder vivenciar em outros espaços essas sonoridades”. Ele ainda explica que a teatralidade está mantida nessa extensão da cena. “O público pode esperar um trabalho sonoro, imagético e sensitivo, porque não queríamos que perdesse essas características do teatro.  É um disco extremamente teatral, manter essa identidade e transpor sonoramente era o desafio e uns dos pilares para a feitura do EP, acho que conseguimos, mas o público que dirá”.

A criação das músicas foi parte significativa da construção do Rua dos Encantados”, como detalha a atriz e compositora Fernanda Luz. “As músicas Pra noite alumiar e Veredas nasceram quando eu lia o livro Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa. Ambas nasceram muito rápido, como quem já me esperava para ser instrumento e fazer ecoarem por aí. Elas contribuíram para construção da cena e energia das brincantes, das personagens. A música depois que entra no espetáculo ganha outros braços, ela gera várias reações no imaginário dos corpos dos atuantes que a defendem e do público que assiste”, explica.O EP foi gravado no estúdio Conexões AyÔ, na Casa Sarau em Petrolina-PE, um espaço criativo de gravação e estudo de música para cena e músicas em geral. O processo artesanal, proposta defendida pela “Sarau”, foi realizado entre janeiro e julho de 2021. As vozes são do elenco, contando com Antônio Pablo, Fernanda Luz e Lua Manda. A produção, direção musical e arranjos são assinados por Antônio Pablo. Os músicos Ivan Greg e Diego Rosa colaboraram com sanfona e arranjos vocais, respectivamente. “Foi e está sendo um grande desafio mergulhar em um trabalho totalmente sonoro, de gravação e criação de arranjos das canções. Entre acertos e erros, seguimos tentando, vivenciando cada etapa de muita aprendizagem”, pontua o diretor.

Mais informações sobre o projeto e a companhia podem ser acessadas através das redes sociais: www.facebook.com/saraudaseis e no perfil do Instagram @ciasaraudaseis.

Iphan revalida título da Feira de Caruaru como Patrimônio Cultural do Brasil


 Revalidação do título foi aprovada pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

A Feira de Caruaru (PE) foi revalidada como Patrimônio Cultural do Brasil, na manhã desta quinta-feira (22). A decisão final para revalidação do título do bem cultural pernambucano aconteceu durante a 96ª Reunião do Conselho Consultivo Patrimônio Cultural do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O encontro contou com a participação da presidente da autarquia, Larissa Peixoto, do diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI), Tassos Lycurgo, além de membros do Conselho.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan, autarquia federal vinculada à Secretaria Especial da Cultura e ao Ministério do Turismo. O Conselho trata de questões relativas ao Patrimônio Cultural brasileiro, tanto o material quanto o imaterial. Consiste, portanto, na instância deliberativa final na apreciação dos processos de reavaliação para revalidação do título dos bens culturais registrados.

“Os principais critérios para revalidação de um bem imaterial são: se ele continua sendo uma referência cultural para aquela comunidade e se há o consentimento dos próprios detentores, ou seja, dos possuidores e praticantes daquele bem imaterial em relação a revalidação do título de Patrimônio Cultural”, explicou a presidente do Iphan, Larissa Peixoto.

“Esses bens caracterizam-se pelas práticas e domínios da vida social como importantes elementos de sua identidade. São transmitidos de geração a geração, criando um sentimento de continuidade e contribuindo para promoção do respeito à diversidade cultural e à criatividade humana”, completou.

Pelo menos a cada dez anos, é feita uma nova avaliação de cada bem registrado como Patrimônio Cultural, fornecendo indicativos para que se decida sobre a permanência ou não do título concedido, conforme estabelecido pelo Decreto nº 3.551/2000. A iniciativa tem como objetivo tanto investigar sobre a atual situação do bem cultural, como levantar informações, averiguar a efetividade das ações de salvaguarda, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, o interesse dos detentores na manutenção do título, entre outras questões.

Antes da deliberação final do Conselho Consultivo, o processo de revalidação da Feira de Caruaru passou por consulta pública e os pareceres de reavaliação foram apreciados pela Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial. Em todas as etapas do processo de revalidação, os detentores foram convocados a participar, contribuindo com a elaboração do Parecer de Reavaliação, disponibilizado por 30 dias para que toda sociedade pudesse se manifestar.

Os outros três bens que estavam previstos para serem revalidados, também na manhã desta quinta: Ofício das Paneleiras de Goiabeiras, o Tambor de Crioula do Maranhão e o Frevo (PE), serão discutidos na próxima Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, com previsão para ser realizada até o final de agosto.

Processo de reavaliação da Feira do Caruaru

O Parecer Técnico de Reavaliação do bem cultural aponta que a Feira de Caruaru permanece como uma referência para a vida comercial e para a definição de uma identidade cultural referenciada no universo da cultura popular nordestina e do modo de viver sertanejo. Permanece ainda a sua importância como ancoradouro físico e simbólico privilegiado para a produção de produtos manufaturados e objetos artísticos que expressam e atualizam vínculos históricos com o processo mais geral de povoamento e ocupação da região.

A Feira de Caruaru, inscrita no Livro de Registro dos Lugares em 2006, é um lugar de memória e de continuidade de saberes, fazeres, produtos e expressões artísticas tradicionais que continuam vivos no comércio de gado e dos produtos de couro, nos brinquedos reciclados, nas figuras de barro inventadas por Mestre Vitalino, nas redes de tear, nos utensílios de flandres, no cordel, nas gomas e farinhas de mandioca, nas ervas e raízes medicinais.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do Iphan

Em entrevista Casaca de Couro revela detalhes do CD Chama Gente


 Numa tarde envolvida por muito forró e descontração, o acordeonista e líder da CASACA DE COURO, Joaquim Antonio, foi entrevistado, ontem, 16, pelo competente William Leal. A entrevista foi marcada pela irreverência e conhecimento cultural por parte do entrevistado e entrevistador, principalmente após a participação do produtor pernambucano Cláudio Rocha, do site FORROZEIROSPE. Willian, mostrou conhecer a fundo a música brasileira, narrando fatos históricos de forrozeiros pernambucanos que fizeram e fazem a história da música brasileira.

O acordeonista Joaquim Antonio, falou da finalização do CD CHAMA GENTE, produzido com recursos oriundos da Lei Audir Blanc através de Edital da FUNCAJU – ARACAJU, com músicas autorais neste que é um dos mais belos produzidos pela CASACA, com arranjos do músico Emanuel Jorge.

Após a mix e master, a CASACA irá fazer o lançamento nas plataformas digitais para presentear os forrozeiros fãs da banda, assim como agendar os shows de lançamento em várias capitais brasileiras.

“Nosso sétimo CD está rico em harmonias e muita poesia para todos os forrozeiros”, destacou Joaquim Antonio.

O radialista William Leal, demonstrou muito carinho e felicidade ao destacar as produções anteriores como “Forró, Folclore e Vaquejada” e o último trabalho gravado, “Canta Casaca de Couro”, convidando a CASACA para fazer o lançamento do novo trabalho, “Chama Gente”, em seu programa.

Assista a entrevista:

Coco de Fulô lança clipe da música “Cana de Santa Fé”

 O grupo cultural Coco de Fulô lança seu novo clipe: “Cana de Santa Fé”. O single, que traz uma arranjo musical regional, é uma das apostas do Coco de Fulô para o ciclo junino deste ano. A iniciativa tem como objetivo valorizar e divulgar a musicalidade rural do coco de roda de engenho, tradição presente na região da Zona da Mata de Pernambuco. 

“O single faz referência ao Engenho Santa Fé, localizado no município de Nazaré da Mata, na Zona da Mata Norte. O local conta com um conjunto arquitetônico, construído ainda em meados do século 20, que reúne casa-grande, moita, casa de purgar e casario conjugado. Estar aqui é poder deliciar-se na paisagem do verde e da doçura dos canaviais”, conta o músico Ricco Serafim.

A música, de tradição popular, ganhou uma versão na voz de Ricco Serafim, com arranjos percussivos de Nino Souza no caixa; Nino Alves no bombinho; Valdir Félix no mineiro; Guilherme Otávio no trompete; e Josias Costa no trombone. A edição e produção do clipe é de Nilton Pereira. Já a fotografia é de Luise Marques e produção musical de Buguinha Dub.

As gravações aconteceram dentro dos protocolos sanitários. O cenário da apresentação aconteceu no Sítio Cultural Caboclo, área rural do município de Lagoa do Itaenga, capital estadual do Coco de Roda. “Estamos trazendo um autêntico repertório de rimas, versos e poesias, como manda a tradição das brincadeiras e sambadas da região dos canaviais”, diz Ricco.