domingo, 26 de junho de 2011
Quem são os santos do ciclo junino?
Santo Antonio - 13 de junho
Nasceu aproximadamente em 1195 em Lisboa, foi cônego de santo Agostinho por dois anos e depois tornou-se frade franciscano. Faleceu em 13 de junho de 1231, aos 36 anos e foi canonizado no Pentecostes do ano seguinte pelo papa Gregório IX NA Catedral de Spoleto. Em 1946, Pio XII o declarou doutor Evangélico.
São João Batista - 24 de junho
Parente, profeta e precursor de Jesus, são João Batista foi heróico até o martírio, foi humilde ao ponto de pôr-se em segundo plano (jo, 3,30): “É necessário que Ele cresça e que eu diminua”. Foi São João quem indicou o cordeiro do nosso resgate e depois foi ele mesmo quem batizou Jesus Cristo nas águas do rio Jordão.
São Pedro - 29 de junho
Seu nome judaico era Simão, foi pescador de peixes até que Jesus o chamou para ser pescador de almas e apóstolo. Morreu crucificado de cabeça para baixo, conforme o costume romano de crucificar os escravos, mortirizado por volta no ano 67 na colina do Vaticano onde foi construída a Basílica Constantiniana.
São Paulo Apóstolo - 29 de junho
Saulo nasceu na Cilícia e foi fariseu convertido ao cristianismo aproximada-mente no ano 31. Mudou-se de perseguidor dos cristãos para fiel servidor de Jesus, fundando e animando comunidades e escrevendo cartas. Por amor a Jesus, foi decapitado pelos romanos no ano 67, como atesta Tertuliano.
terça-feira, 21 de junho de 2011
Cantora ensina receitas de sucos energéticos para aguentar o ritmo da festa
Por: Pe360graus.com
Em tempos juninos, quem passa horas dançando é quase um atleta – e, portanto, precisa repor as energias. Os sucos de frutas podem ser uma ótima opção para ganhar uma energia extra e aproveitar as festas.
A cantora Cylene Araújo chega a fazer mais de um show por dia no mês de junho. Ela já mostrou que tem energia para a maratona quando encarou, há 11 anos, em São Paulo, um desafio: 50 horas de forró sem parar. Para o desafio, ela cuidou de cada detalhe, inclusive a alimentação. O cardápio incluiu sucos energéticos que ela ensina a fazer em um livro. Confira duas das receitas:
Suco de abacaxi com maçã e mel de engenho
Ingredientes:
Fatias de casca de abacaxi
03 colheres de mel de engenho
01 maçã com casca
Duas folhas de hortelã-graúda
01 colher pequena de guaraná em pó
02 castanhas de caju
01 copo de água
Primeiro, coloque, no liquidificador, o suco das cascas do abacaxi batidas com água e coadas depois. Em seguida, os outros ingredientes. Não precisa coar nem adoçar porque já foi usado o mel – é só colocar gelo e servir.
Suco Alceu Valença
Ingredientes:
01 copo de suco de laranja
02 ovos de codorna
03 colheres de mel de abelha
01 colher de chá de guaraná em pó
02 ramos de capim do mato, bem lavados
e o suco de um limão
O preparo não tem mistério: bata todos os ingredientes no liquidificador, coloque gelo e ele está pronto para servir.
Em tempos juninos, quem passa horas dançando é quase um atleta – e, portanto, precisa repor as energias. Os sucos de frutas podem ser uma ótima opção para ganhar uma energia extra e aproveitar as festas.
A cantora Cylene Araújo chega a fazer mais de um show por dia no mês de junho. Ela já mostrou que tem energia para a maratona quando encarou, há 11 anos, em São Paulo, um desafio: 50 horas de forró sem parar. Para o desafio, ela cuidou de cada detalhe, inclusive a alimentação. O cardápio incluiu sucos energéticos que ela ensina a fazer em um livro. Confira duas das receitas:
Suco de abacaxi com maçã e mel de engenho
Ingredientes:
Fatias de casca de abacaxi
03 colheres de mel de engenho
01 maçã com casca
Duas folhas de hortelã-graúda
01 colher pequena de guaraná em pó
02 castanhas de caju
01 copo de água
Primeiro, coloque, no liquidificador, o suco das cascas do abacaxi batidas com água e coadas depois. Em seguida, os outros ingredientes. Não precisa coar nem adoçar porque já foi usado o mel – é só colocar gelo e servir.
Suco Alceu Valença
Ingredientes:
01 copo de suco de laranja
02 ovos de codorna
03 colheres de mel de abelha
01 colher de chá de guaraná em pó
02 ramos de capim do mato, bem lavados
e o suco de um limão
O preparo não tem mistério: bata todos os ingredientes no liquidificador, coloque gelo e ele está pronto para servir.
Famosa nos anos 80 e 90, forrozeira Clemilda se instalou em Aracaju
Aos 74 anos, Clemilda apresenta há 38 anos um programa de rádio e ajudou a construir a história do forró em Sergipe
Da Redação do pe360graus.com
"Seu delegado, prenda o Tadeu. Ele pegou minha irmã e..." Quem nasceu antes de 1980 seguramente lembra desses versos, cantados pela divertida e dançante Clemilda no rádio e na televisão. A cantora tem hoje 74 anos e vive em Aracaju, Sergipe, onde apresenta há 38 anos um programa de rádio. Mas essa Alagoana de Palmeiras dos Índios emplacou sucessos em todo o Brasil.
A carreira de forrozeira de Clemilda começou há 46 anos - ela gravou 40 discos. Foi no Rio de Janeiro, onde morou por mais de vinte anos, que conheceu o parceiro Gerson Filho, sanfoneiro de oito baixos. "Faz vinte anos que ele nos deixou. Foi muito difícil, nunca acostumei sem ele - foram vinte anos de vida conjugal", lamenta.
Quando estava lançando o terceiro disco, de passagem por Sergipe, descobriu uma legião de fãs e decidiu se instalar na cidade. "As pessoas pensam que é duplo sentido, mas é música cômica", ironiza.
Aos 74 anos, a saúde anda debilitada, mas nada apaga a alegria da cantora. "A voz é a mesma, o talento é o mesmo de quando eu comecei, agora as pernas não deixam...", conta ela. Clemilda ajudou a construir a história do forró em Sergipe.
O programa de Clemilda, Forró no Asfalto, é o mais antigo programa de rádio em atividade no estado. "É meu hobby, minha vida são meus colegas de trabalhO", explica, com o fiel chocalho nas mãos, marca registrada do programa, sem o qual não se sente à vontade.
A carreira de forrozeira de Clemilda começou há 46 anos - ela gravou 40 discos. Foi no Rio de Janeiro, onde morou por mais de vinte anos, que conheceu o parceiro Gerson Filho, sanfoneiro de oito baixos. "Faz vinte anos que ele nos deixou. Foi muito difícil, nunca acostumei sem ele - foram vinte anos de vida conjugal", lamenta.
Quando estava lançando o terceiro disco, de passagem por Sergipe, descobriu uma legião de fãs e decidiu se instalar na cidade. "As pessoas pensam que é duplo sentido, mas é música cômica", ironiza.
Aos 74 anos, a saúde anda debilitada, mas nada apaga a alegria da cantora. "A voz é a mesma, o talento é o mesmo de quando eu comecei, agora as pernas não deixam...", conta ela. Clemilda ajudou a construir a história do forró em Sergipe.
O programa de Clemilda, Forró no Asfalto, é o mais antigo programa de rádio em atividade no estado. "É meu hobby, minha vida são meus colegas de trabalhO", explica, com o fiel chocalho nas mãos, marca registrada do programa, sem o qual não se sente à vontade.
domingo, 19 de junho de 2011
Dominguinhos é atração no Dona Lindu deste final de semana
A programação do São João, promovida pela prefeitura do Recife, continua com atrações para toda a família. A Praça de Boa viagem, com o Arraial do Turista, e o Parque Dona Lindu esperam o público com o melhor das tradições nordestinas a partir desta sexta (17).
Quem passar na Praça de Boa Viagem, a partir das 17h, vai ver diversas apresentações de grupos da cultura popular (xaxado, coco, ciranda, quadrilhas, rabequeiros, pífanos, emboladores). Todos os dias, a programação termina com shows. Na sexta (17), haverá show de Maria Lafaiete Gonzaga e Joquinha Gonzaga, em homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga. No sábado (18), é a vez de Jaiminho de Exu e Forrofiado fazerem a festa. E no domingo (19), Quenga de Coco e Thais Juriti comandam o arraial. Todos os shows começam às 19h.
No parque dona Lindu, tem atividades recreativas para a garotada a partir das 16h e shows a partir das 18h. No sábado (18), o palco é de Márcia Lima, Dudu do Acordeon e Cristina Amaral. No domingo (19), o arrastapé fica por conta de Duda da Passira, Dominguinhos e Nádia Maia. Todas as apresentações são abertas ao público.
Programação:
Praça de Boa Viagem
Hora: a partir das 17h
Todos os dias - Apresentações de grupos da cultura popular
DIA 17 – Homenagem a Luiz Gonzaga com Maria Lafaiete Gonzaga e Joquinha Gonzaga
DIA 18 –Jaiminho de Exú e Forrofiado
Dia 19 – Quenga de Coco e Thais Juriti
Parque Dona Lindu
Hora: a partir das 16h
Todos os dias - Atividades infantis
DIA 18– SÁBADO
18:00h – Márcia Lima
19:30 – Dudu do Acordeon
21:00 – Cristina Amaral
DIA 19 – DOMINGO
18:00h - Duda da Passira
19:30 – Dominguinhos
21:00 – Nadia Maia
Quem passar na Praça de Boa Viagem, a partir das 17h, vai ver diversas apresentações de grupos da cultura popular (xaxado, coco, ciranda, quadrilhas, rabequeiros, pífanos, emboladores). Todos os dias, a programação termina com shows. Na sexta (17), haverá show de Maria Lafaiete Gonzaga e Joquinha Gonzaga, em homenagem ao rei do baião, Luiz Gonzaga. No sábado (18), é a vez de Jaiminho de Exu e Forrofiado fazerem a festa. E no domingo (19), Quenga de Coco e Thais Juriti comandam o arraial. Todos os shows começam às 19h.
No parque dona Lindu, tem atividades recreativas para a garotada a partir das 16h e shows a partir das 18h. No sábado (18), o palco é de Márcia Lima, Dudu do Acordeon e Cristina Amaral. No domingo (19), o arrastapé fica por conta de Duda da Passira, Dominguinhos e Nádia Maia. Todas as apresentações são abertas ao público.
Programação:
Praça de Boa Viagem
Hora: a partir das 17h
Todos os dias - Apresentações de grupos da cultura popular
DIA 17 – Homenagem a Luiz Gonzaga com Maria Lafaiete Gonzaga e Joquinha Gonzaga
DIA 18 –Jaiminho de Exú e Forrofiado
Dia 19 – Quenga de Coco e Thais Juriti
Parque Dona Lindu
Hora: a partir das 16h
Todos os dias - Atividades infantis
DIA 18– SÁBADO
18:00h – Márcia Lima
19:30 – Dudu do Acordeon
21:00 – Cristina Amaral
DIA 19 – DOMINGO
18:00h - Duda da Passira
19:30 – Dominguinhos
21:00 – Nadia Maia
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Vai ter baião no samba. Luiz Gonzaga homenageado pela Unidos da Tijuca em 2012
Por: João Carvalho (produtor, editor e chefe de reportagem da Globo Nordeste)
Dizer que é uma homenagem justíssima é, no mínimo, pleonasmo. A escola de Samba Unidos da Tijuca, campeã do Carnaval 2011 do Rio de Janeiro, deve homenagear no desfile de 2012 os 100 anos de Luiz Gonzaga. Integrantes da escola já estão no Recife, onde levantam contatos e teriam marcado uma reunião para a próxima segunda-feira entre a diretoria da Unidos da Tijuca e o Governo de Pernambuco para afinar os detalhes.
Conversamos hoje pela manhã com um dos integrantes da equipe. Além do encontro com o poder público, eles estão percorrendo e empresas de Pernambuco, para "fazer contatos e levantar apoios para o desfile", explicaram. Com relação ao Governo, seria um apoio institucional. Impossível uma homenagem dessas não ter o apoio institucional.
Pra quem não lembra, a Unidos da Tijuca foi campeã em 2010. Em 2011 eles conseguiram o vice-campeonato, no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, com o tema "Essa noite levarei sua alma". O desfile foi marcado por efeitos, criados pelo carnavalesco Paulo Barros, que ficou conhecido pela ousadia. Agora ficamos imaginando como será um desfile tendo Gonzagão como tema.
Sobre nosso artista, podemos dizer que Luiz Gonzaga está entre os mais imporantes artistas do mundo. Escolhido como pernambucano do século XX, o velho Lua nasceu na fazenda Caiçara, na zona rural de Exu, no Sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça e nas horas vagas tocava e também consertava safonas).
Foi com o pai que seu Luiz aprendeu a tocar. Não era nem adolescente ainda quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens, mesmo seguindo carreira musical no Rio de Janeiro. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Dizer que é uma homenagem justíssima é, no mínimo, pleonasmo. A escola de Samba Unidos da Tijuca, campeã do Carnaval 2011 do Rio de Janeiro, deve homenagear no desfile de 2012 os 100 anos de Luiz Gonzaga. Integrantes da escola já estão no Recife, onde levantam contatos e teriam marcado uma reunião para a próxima segunda-feira entre a diretoria da Unidos da Tijuca e o Governo de Pernambuco para afinar os detalhes.
Conversamos hoje pela manhã com um dos integrantes da equipe. Além do encontro com o poder público, eles estão percorrendo e empresas de Pernambuco, para "fazer contatos e levantar apoios para o desfile", explicaram. Com relação ao Governo, seria um apoio institucional. Impossível uma homenagem dessas não ter o apoio institucional.
Pra quem não lembra, a Unidos da Tijuca foi campeã em 2010. Em 2011 eles conseguiram o vice-campeonato, no desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, com o tema "Essa noite levarei sua alma". O desfile foi marcado por efeitos, criados pelo carnavalesco Paulo Barros, que ficou conhecido pela ousadia. Agora ficamos imaginando como será um desfile tendo Gonzagão como tema.
Sobre nosso artista, podemos dizer que Luiz Gonzaga está entre os mais imporantes artistas do mundo. Escolhido como pernambucano do século XX, o velho Lua nasceu na fazenda Caiçara, na zona rural de Exu, no Sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Seu pai, Januário, trabalhava na roça e nas horas vagas tocava e também consertava safonas).
Foi com o pai que seu Luiz aprendeu a tocar. Não era nem adolescente ainda quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens, mesmo seguindo carreira musical no Rio de Janeiro. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.
Afinadores de sanfona ajudam a preservar a tradição do São João
Fonte: pe360graus.com
Dez minutos. Esse é o tempo que José Lucas leva para tirar peça por peça de uma sanfona. Além de tocar o instrumento, Galego da Sanfona (foto 1) – como é conhecido – é um dos profissionais que carregam a missão de manter afinado o som do São João.
Antes de virar afinador de sanfona, Galego usava as mãos habilidosas para montar e desmotnar carrros, motos, relógios, máquinas de datilografia... Foi o amigo Arlindo dos Oito Baixos quem deu a dica para que ele aprendesse e ajudasse a valorizar a profissão de afinador – nunca fez curso. "O segredo para uma nota bem afinada, é quando você bota o dedo no ‘diapazon’ e ela faz ‘pammmmm’”, explica ele. “Você vai na outra e a ela tem que dar o mesmo o tom”.
Para ele, afinação certa “é como se fosse um peso na balança. Um quilo é um quilo. Certinho”. Hoje, aposentado, aos 74 anos, fez de um andar da casa uma oficina de colecionador. São mais de quarenta modelos diferentes, cada um com uma história.
Assim também é o trabalho cuidadoso de um alagoano que escolheu Pernambuco para viver cercado pela música, não apenas nos palcos, mas nos bastidores também. Cicinho do Acordeon mostra um instrumento aberto e explica: "isto aqui chamam vozes, cada voz dessas é uma tonalidade que tem de dó até si”. Esse sanfoneiro e compositor vira um artista que também é chamado pelos amigos, como Dominguinhos e Flávio José, para consertar e deixar um acordeon pronto para qualquer show.
Entre as peças de que ele cuida, está um acordeon importado que tem mais de setenta anos de história. A tarefa exige silêncio porque o desafio é encontrar o tom ideal, que pode dar o charme ou atrapalhar uma apresentação. "É muita puxada de foley, né? O foley é esta partezinha aqui [sanfonada]. Às vezes ele quebra, a gente tem que recuperar, tirar, fazer outra vozes, porque cada laminazinha é de aço, quando ela se quebra a gente tem que botar outra”, destalha.
Cicinho do Acordeon chega a passar cinco horas por dia no estúdio de gravação que fez em casa e também virou um ateliê. É o refúgio de quem herdou do pai a vocação de afinador de um instrumento tão popular no São João. "Tem que ter muita paciência, né? Porque ele, principalmente este acordeon hoje que tem o som acústico, tem ressonância. Você tem que consertá-lo num lugar bem acústico, fechado, pra não receber som de um carro passando, de uma pessoa gritando, que tira do seu ouvido o som sonoro se tá afinado ou não”, revela.
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Reprodução / TV Globo |
Antes de virar afinador de sanfona, Galego usava as mãos habilidosas para montar e desmotnar carrros, motos, relógios, máquinas de datilografia... Foi o amigo Arlindo dos Oito Baixos quem deu a dica para que ele aprendesse e ajudasse a valorizar a profissão de afinador – nunca fez curso. "O segredo para uma nota bem afinada, é quando você bota o dedo no ‘diapazon’ e ela faz ‘pammmmm’”, explica ele. “Você vai na outra e a ela tem que dar o mesmo o tom”.
Para ele, afinação certa “é como se fosse um peso na balança. Um quilo é um quilo. Certinho”. Hoje, aposentado, aos 74 anos, fez de um andar da casa uma oficina de colecionador. São mais de quarenta modelos diferentes, cada um com uma história.
Assim também é o trabalho cuidadoso de um alagoano que escolheu Pernambuco para viver cercado pela música, não apenas nos palcos, mas nos bastidores também. Cicinho do Acordeon mostra um instrumento aberto e explica: "isto aqui chamam vozes, cada voz dessas é uma tonalidade que tem de dó até si”. Esse sanfoneiro e compositor vira um artista que também é chamado pelos amigos, como Dominguinhos e Flávio José, para consertar e deixar um acordeon pronto para qualquer show.
Entre as peças de que ele cuida, está um acordeon importado que tem mais de setenta anos de história. A tarefa exige silêncio porque o desafio é encontrar o tom ideal, que pode dar o charme ou atrapalhar uma apresentação. "É muita puxada de foley, né? O foley é esta partezinha aqui [sanfonada]. Às vezes ele quebra, a gente tem que recuperar, tirar, fazer outra vozes, porque cada laminazinha é de aço, quando ela se quebra a gente tem que botar outra”, destalha.
Cicinho do Acordeon chega a passar cinco horas por dia no estúdio de gravação que fez em casa e também virou um ateliê. É o refúgio de quem herdou do pai a vocação de afinador de um instrumento tão popular no São João. "Tem que ter muita paciência, né? Porque ele, principalmente este acordeon hoje que tem o som acústico, tem ressonância. Você tem que consertá-lo num lugar bem acústico, fechado, pra não receber som de um carro passando, de uma pessoa gritando, que tira do seu ouvido o som sonoro se tá afinado ou não”, revela.
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