segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Ivan Ferraz homenageia a Festa de Nossa Senhora da Conceição


A tradicional festa de Nossa Senhora da Conceição que acontece todos os anos no Morro da Conceição, zona norte do Recife, foi tema de música gravada na década de 80 pelo cantor e compositor Ivan Ferraz. Um LP produzido pela Mocambo.



Festa da Conceição (Ivan Ferraz)

Recife é dia de festa 
No morro da Conceição
É gente que faz oração
Subindo o Morro a pé
Ô Nossa Senhora 
Amparai a nossa cidade
Fazei dessa humanidade
Devotos cheios de fé

Ô nossa senhora da conceição
08 de dezembro
Peço em oração
Daí ao nosso povo
A sua proteção.




Rose Araújo grava clipe no Forró de Arlindo em Dois Unidos

Uma composição inédita da compositora Rose Santana foi gravada em ritmo de forró pela cantora de baile Rose Araújo. Intitulada “Seu Bem Querer” o clipe foi feito no Espaço Cultural Arlindo dos 8 Baixos em Dois Unidos.

Musica : Seu Bem Querer
Composição : Rose Santana
Interprete : Rose Araújo
Participação Especial:
Raminho do Acordeon
Baby Zabumbeiro
Paulinho Swing : Triângulo

Seu Bem Querer

Se você não quer
Mais me dizer
Que eu sou seu bem querer
E acreditar em mim
Não vai ser tão ruim
E só dizer que sim
Porque eu só quero amar você
Só no miudinho eu danço
Aqui nesse forro
Que te fez sorrir pra mim
E agora eu so quero 
E ter voce
Chega mais pra perto
E segura a minha Mão
Ta batendo um coração
Que se sente tão feliz
Quando te ver




Banda PKS participa de show na Sala de Reboco

Um dos integrantes da Banda PKS, o cantor e compositor Sérgio Henrique foi um dos convidados do Quinteto Sala de Reboco no último show da casa antes do recesso de ano novo. 

Sérgio cantou pela primeira vez no palco da Sala de Reboco as músicas: Sabiá (Luiz Gonzaga), Meu Cenário (Petrúcio Amorim), Filho do Dono (Flávio José), Ainda Bem (Marisa Monte) e Lenha na Fogueira composição de trabalho da banda PKS. Onde foi muito aplaudido pelo público. 

Gustavo Tiné: sucesso pernambucano

Gustavo Tiné, cantor e compositor, vencedor de vários festivais de música. Foi um dos fundadores do MPB UNICAP, depois Grupo Sertão Brasil, grande sucesso no meio Universitário de Pernambuco. Participou de vários Festivais e sempre foi reconhecido como um dos grandes talentos da nova Música Nordestina. Tem músicas gravadas por diversos cantores entre eles; Geraldinho Lins, Israel Filho, Airô Barros, Tony Dutra, MPB UNICAP, Cléber de Arcoverde, Douglas Paixão, Ser Tão Brasil, Maracatu Várzea do Capibaribe entre outros.

Tem em sua trajetória de Festivais o primeiro lugar no Canta Nordeste com a música Sopa de Aruá, festival este promovido pela Rede Globo. Essa música foi um grande sucesso na década de 90 e até hoje embala protestos e eventos afins. Vencedor ainda dos festivais do SESI etapas Pernambuco e depois a fase regional em Natal-RN, a música foi Desabafo de João Ciço. Venceu ainda o festival para escolha do Hino do bloco Camburão da alegria, considerado o maior bloco de policiais militares do mundo.

Seu estilo é o que se pode chamar de universal Nordestino. Atualmente com a banda Sopa de Aruá, nome de uma de suas músicas vencedoras, vem fazendo grandes apresentações, onde, além de tocar suas canções para o grande público.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Humberto Teixeira, o Doutor do Baião, faria cem anos

Com luiz Gonzaga, ele levou a música do Nordeste para o Brasil inteiro




Por: José Teles / Jornal do Commércio (PE)

No Museu da Imagem e do Som Alcântara Nogueira, em Iguatu (CE) está exposta uma flauta que tem uma importância fundamental na música popularbrasileira. O seu dono, no entanto, nunca foi reconhecido exatamente pelo talento como flautista, nunca se arvorou a um Pixinguinha, ou Benedito Lacerda, dois grandes flautistas que viveram na sua época.

O dono dela é natural de Iguatu e começou a aprender música na flauta que lhe foi presenteada pelo pai. Teve como professor um tio músico, o maestroLafaiete Teixeira. E o aprendizado contribuiu para que ele se tornasse um dos mais importantes compositores da MPB. Seu nome: Humberto Cavalcanti de Albuquerque Teixeira, que completaria 100 anos hoje.

O Doutor do Baião, como também era conhecido por ser formado em direito, tem uma extensa obra musical, e nem toda composta por baiões. No entanto, foi por este ritmo, estilizado em 1946, em parceria com o pernambucano Luiz Gonzaga, que ele fez fama e fortuna.

O encontro dos dois foi um destes acasos fundamentais que mudaram o curso da música popular brasileira. Em 1945 Luiz Gonzaga tinha na cabeça a ideia de criar uma nova dança, uma nova tendência musical, baseada nos ritmos que trouxe com ele do sertão de Pernambuco. Já começava a fazer sucesso com a Moda da mula preta e Xamego. Seu parceiro mais habitual na época era Miguel Lima. Um dia Gonzaga procurou Lauro Maia, compositor cearense, para juntos deflagrarem o novo ritmo. Maia esquivou­se da empreitada e sugeriu que Luiz Gonzaga procurasse seu cunhado, o advogado Humberto Teixeira.

Teixeira vinha de uma família classe média, o avô era chefe político da região, o coronel Francisco Alves Teixeira. Adolescente, foi mandado para estudar em Fortaleza, em seguida ao Rio de Janeiro, onde pretendia estudar medicina. Mas mudou de ideia, e fez direito. Passou a compor com parceiros durante o curso. Suas primeiras músicas gravadas ele preferia esquecer. Foi durante a Segunda Guerra, chamava­se Altiva América e Pelo Brasil e pela vitória, ambas influenciadas por amigos tenentes do Exército. A obra que considera inicial intitula­se Sinfonia do café, composta para um musical chamado Muiraquitã, que por influência de um colega de turma, participou o filho do Ministro da Aviação. A composição não fez sucesso, mas agradou a Alberto Byington Junior, presidente da gravadora Columbia (depois Continental). Que gostou da música e pediu que lhe encontrassem o autor.

Dias depois ele recebeu uma ligação de Braguinha, diretor musical da Columbia, pedindo que Humberto Teixeira comparecesse à Columbia porque a Sinfonia do café seria gravada. Cunhado de um compositor bem sucedido como Lauro Maia (casado com a irmã de Humberto), o caminho estava aberto. Até o encontro com Luiz Gonzaga, o cearense tivera várias composições lançadas por artistas famosos do Rio. Nenhuma, porém, nem de longe chegou perto do que aconteceria com as parcerias que passou a assinar com o pernambucano de Exu, que apareceu em seu escritório, na Avenida Calógeras, Centro do Rio, numa tarde de outono de 1945.

Em entrevista (publicada em livro) ao pesquisador cearense Miguel Ângelo de Azevedo, conhecido como Nirez, Humberto Teixeira contou em detalhes o encontro inicial com Luiz Gonzaga: "Eu fechei praticamente o escritório, como eu fazia sempre que vinha negócio de música. Nós relembramos, retrospectamos em torno dos ritmos nordestinos, do Ceará, de Pernambuco, a terra ele... Naquele dia chegamos a duas conclusões muito interessantes. Uma delas é que a música ou o ritmo que iria servir de lastro para nossa campanha de lançamento da música do Norte, a música nordestina seria o baião. Nós achamos que era o que tinha características mais fáceis, mais uniformes, para se alcançar essa música". Ao final da reunião, a dupla estava com Asa branca praticamente pronta. Três dias mais tarde, fizeram Baião, lançada pelo grupo vocal Quatro Ases e um Curinga, em 1946, gravada por Luiz Gonzaga três anos depois.

Dos muitos parceiros que Luiz Gonzaga teve, foi com Humberto Teixeira, ao menos nos primeiros meses, que Gonzaga mais teve participação ativa na letra ou na música. Boa parte do que criaram na primeira safra do baião veio de melodias ou versos de domínio público. Asa branca, Juazeiro, Légua tirana, Baião de dois, eram temas que se cantavam sem que se soubesse a autoria. Um bom exemplo, é Baião de dois (1946), cujos versos iniciais são transcritos por Gustavo Barroso no livro Ao som da viola (1921): "S.José que moda é essa?/largue o prato e colher/homem não vai à cozinha/em lugar que tem mulher", praticamente os mesmo de Baião de dois: "Abdon que moda é essa?/deixa a trempe e a colher/homem não vai à cozinha/que é lugar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Último Forró do Ano em Dois Unidos terá grandes nomes do forró

Domingo, 21 de Dezembro, o tradicional Espaço Cultural Arlindo dos 8 baixos em Dois Unidos, Zona Norte do Recife vai apresentar o Último Forró do Ano com Canarinhos do Forró, Diego Cabral e Convidados. Além do melhor do forró regional, o último evento no Forró de Arlindo terá grandes nomes do carnaval para uma grande confraternização da música pernambucana. 

Sobem ao palco como convidados especiais Ivan Ferraz, Raminho do Acordeon, Rose Araújo, Almir Rouche, Reginho, Gustavo Travassos e Luciano Magno. 

A vida artística de Diego Cabral começou aos 12 anos, tocando teclado. Aos poucos foi conquistando o seu espaço no cenário musical e se firmando com repertório de qualidade. Nessa época, decide dar início a sua carreira solo. No ritmo do forró. Desde então, já gravou 6 CD´s e 3 DVD´s. Seu trabalho reúne gravações de autoria própria, além de reunir clássicos de grandes nomes da música pernambucana. No ano de 2008, o cantor e compositor entrou no mundo do Carnaval, participando como artista principal de Trios Elétricos e Blocos. Em Janeiro de 2014 deu inicio ao Projeto “Sextas de Janeiro com Diego Cabral e Amigos”, que reuniu o Forró e o Frevo em três noites que contou com as participações de Almir Rouche, Marron Brasileiro e André Rio na zona norte do Recife.

SERVIÇO:

Último Forró do Ano
Quando: Domingo - 21 de Dezembro
Hora: A partir das 16h.
Onde: Forró de Arlindo - Av. Hildebrando de Vasconcelos, 2900, Dois Unidos - Recife/PE
Valor: R$ 20,00
Informações: (81) 8536.3850 / 9938-1351 (WhatsApp).