quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Universo do Sertão de Casa Nova

A cultura sertaneja agora tem mais um motivo para se orgulhar. Foi inaugurado no último dia três de abril o Museu Cais do Sertão Luiz Gonzaga, que chegou para resgatar todo o nosso legado cultural. O Museu, construído no antigo Armazém 10, faz parte do projeto Porto Novo, que pretende requalificar e reurbanizar a área portuária do Recife trazendo diversas opções de lazer. Com 2 mil m², o primeiro módulo do Cais do Sertão abriga diversas exposições, todas com recursos inovadores.

Diferentemente do que muitos pensam, esse museu não é algo estático, ele foi idealizado para dialogar o tempo todo com o visitante, seja por meio de telas digitais ou totens espalhados pelo espaço, seja por meio de jogos ou audiovisuais produzidos pelos cineastas pernambucanos Camilo Cavalcanti, Carlos Nader, Kleber Mendonça, Leandro Lima, Lírio Ferreira, Marcelo Gomes, Paulo Caldas e Sérgio Roizenblit. A visita completa dura em torno de duas horas, a interatividade é a palavra-chave do espaço, o visitante mergulha em uma experiência inovadora no universo do Sertão nordestino, tendo como principal anfitriã a vida e obra de Luiz Gonzaga.

Quem chega ao espaço se surpreender pelo belíssimo projeto arquitetônico, criado para atender às necessidades de todos os tipos de públicos. Apesar de o museu ser autoguiado, encontramos diversos monitores para auxiliar a visita do público. Logo na entrada, deparamo-nos com uma vitrine denominada Joias da Coroa, onde estão expostas réplicas de diversos trajes, além das sanfonas utilizadas por Luiz Gonzaga. Passando por ela, encontramos a primeira das quatro salas dedicadas ao audiovisual. Denominada Sertão Mundo, conta com a exibição do curta-metragem Um dia no sertão, do cineasta Marcelo Gomes. Ao sair da sala de projeção, mergulhamos no Sertão Mundo, um extenso ambiente cortado pela representação do Rio São Francisco, que divide a vida do sertão em sete territórios temáticos (ocupar, viver, trabalhar, cantar, criar, crer e migrar).

No Ocupar, é possível conhecer o bioma predominante na caatinga, mostrado por meio de uma maquete interativa, onde é possível acompanhar toda a mudança climática e geográfica pelo qual o sertão passou e passa. Os fósseis expostos, por exemplo, relembram que o sertão um dia foi mar. Os gibões dos vaqueiros e uma réplica da roupa de Lampião também ocupam um lugar de destaque nessa temática. Já o espaço Viver é representado pela casa do sertanejo, onde podemos sentir um pouco dessa vida simples por meio do som vindo do radinho, observar texturas como solo e paredes, além de tocar em objetos do cotidiano sertanejo.

No espaço denominado Trabalhar, encontramos ferramentas de trabalho, são mais de 50 peças, com destaque para o trabalho com manufatura, como instrumentos de sapataria, trabalhos de couro, rede de pesca, peneiras, entre outros. Ainda na temática Trabalhar, encontramos a segunda sala multimídia, onde é abordado o universo da feira, através do vídeo A Feira, de Kléber Mendonça. Mais à frente, deparamo-nos com a temática DNA do baião, em que é retratada toda a linha histórica do baião, das pessoas importantes desse seguimento desde os primórdios. No Cantar, encontramos mais duas salas multimídias chamadas, a primeira, de Túnel das Origens, onde podemos experimentar as sonoridades tradicionais que formaram o baião. E o Túnel Novos Baiões com músicos contemporâneos que se inspiraram no baião. A temática Criar, composta por vitrines repletas de objetos produzidos por artesões sertanejos, tem como destaque as peças do Mestre Vitalino.

Ainda no primeiro piso, encontramos o Bosque Santo e o Túnel do Capeta, que juntos formam a temática Crer, simbolizando toda a religiosidade do sertanejo. O Túnel do Capeta, idealizado pelo artista Carlos Nader, foi inspirado na ideia do profano, sendo uma representação do capeta, que, no sertão, apresenta-se de diversas formas e com vários nomes.

Já no segundo piso, entramos na temática Migrar, onde encontramos uma enorme tela repleta de depoimentos de pessoas que deixaram o sertão em busca de um sonho. As xilogravuras de J. Borges dão destaque ao painel Ir e Vir. Além dele, o visitante pode apreciar também os retratos de Camilo Cavalcante, ao todo são 48 retratos com representações da migração nordestina. Ainda nesse andar, encontramos, disponível para pesquisa, toda a discográfica de Luiz Gonzaga, são cerca 600 canções disponíveis em tablets. A sala de música também é destaque e promete ser um dos espaços mais frequentados. Lá qualquer pessoa pode ter a experiência de tocar uma sanfona, um acordeom, um violão, entre outros. Bem ao lado da sala de música, há o espaço de karaokê, onde as pessoas podem enviar suas apresentações por e-mail ou salvá-las em um pen drive. Os sampleadores também estão presentes, podendo o visitante criar o seu próprio baião.

O Módulo 2 do Cais do Sertão deverá ser inaugurado no final do ano. Lá ficarão instalados restaurantes, café, salas de exposição temporárias, auditório, além de espaço para oficinas e cursos. Mais informações na fanpage: www.facebook.com/CaisdoSertaoLuizGonzaga

Cais do Sertão
Av. Alfredo Lisboa, s/n, Recife Antigo, Recife (PE)
Ter a Qui 9h às 18h
Sex 9h às 21h
Sáb e Dom 14h às 19h
R$ 8 e R$ 4 (meia para estudantes e jovens até 24 anos)
Às terças-feiras, a visitação é gratuita.

Publicada em 09/05/2014 por: Erika Fraga   

Som da Terra lança CD de Forró

Canção homenageia intérpretes e compositores pernambucanos de forró
A história da música surgiu quando numa manhã de sol, o vocalista Rominho, da Som da Terra, pensou em compor uma música para homenagear os forrozeiros de Pernambuco, em virtude do período junino que se aproxima. Então, teve a ideia de colocar os nomes dos mais expressivos intérpretes e compositores de forró na letra.

Assina uma parte da música, exatamente o refrão: “Aqui em Pernambuco, forrozeiro tem nome”. Depois, convidou parceiros de Banda, Kayto e Zé Carlos, para complementarem a canção. Nasceu, então: “Forrozeiro tem nome”, mais um sucesso da banda Som da Terra, em lançamento, mas que já toca em algumas rádios pernambucanas. Esta é apenas uma das pérolas do grupo, que reuniu amigos e criou um novo CD, com foco no São João: Rogério Rangel, Dudu do Acordeom e Luciano Magno, Benil, Xico Bizerra, Reynaldo de Olinda, Roberto Cruz, Henrique Leite e Nelson Gusmão. Assim, foi gravado o trabalho de número 19, dedicado à cultura pernambucana, chamado No Balanço do forró. Confira!

INFORMAÇÕES: www.somdaterra.com.br


LETRA DO NOVO SUCESSO DA SOM DA TERRA:
TÍTULO: Forrozeiro tem nome

AUTOR(ES): Rominho/ Zé Carlos / Kayto


Aqui em Pernambuco forrozeiro tem nome
Forrozeiro tem nome, forrozeiro tem nome Bis

É Maciel Melo, Beto Hortis, Flávio Leandro
Almir Rouche, João Lacerda, Fabiana e Camarão
É Dudu do Acordeon, Liv Moraes e Dominguinhos
Tem Genário, tem Valquíria, tem Cezinha e Assisão.

Josildo Sá, Jorge de Altinho, Nena e Benil
Paulinho Leite, Nádia Maia, Gonzagão e André Rio
Aqui tem muito forrozeiro espalhado por todo lado
Tem Cylene Araújo e o Quinteto Violado

Roberto Cruz, tem Ed Carlos e Andreza
Pernambuco é forrozeiro do sertão ao litoral
Arlindo dos Oito Baixos, tem Petrúcio, Acioly Neto
Terezinha, Pau e Corda e Cristina Amaral

Geraldinho Lins, Israel Filho e Rogério
Chamem Duda da Passira pra mostrar como é que faz
Todo forrozeiro bom que quer entrar na brincadeira
Nunca fica de bobeira vai falar com Ivan Ferraz

sexta-feira, 21 de março de 2014

Jorge Neto participa de entrevista para TV do Japão

O Programa Gurutto Brasil da TV japonesa NHK está de passagem pelo Recife, para uma série de entrevistas sobre a cultura pernambucana.

Entre os entrevistados para a série está o sanfoneiro e cantor Jorge Neto que falou de sua história com a música e fez uma participação especial no show na Sala de Reboco.









Geraldo Cardoso em Vida Vaqueira no São João deste ano

Com quase 25 anos de carreira, o “Matuto de Luxo”, Geraldo Cardoso parte para sua turnê 2014 das festas juninas, levando na bagagem, além de seus 12 trabalhos anteriores que incluem 11 discos/CDs e um DVD, seus mais novos trabalhos: o CD e DVD “Vida Vaqueira”, onde Cardoso busca ainda mais suas raízes “matutas”, ao mesmo tempo que transcende sua experiência num trabalho mais maduro e experiente.

Em "Vida Vaqueira”, Geraldo Cardoso apresenta 14 músicas das quais 12 são inéditas e de sua autoria, com parceiros como Ari Perciano, João Caetano, Mac Medeiros, Onildo Barbosa e Antonio Lopes.

Gravado em Maceió e finalizado nos Studios SOMAX, em Recife-PE, com captação de imagens em todo nordeste, “Vida Vaqueira” vem deixando ótima impressão por onde passa, através de Rádios, TVs e internet.

Para a Tour Junina 2014, Geraldo Cardoso está com as forças renovadas e percorrerá os mais famosos e disputados palcos desta época, no Nordeste, como Caruaru e Maceió, “A receptividade a este mais novo trabalho está excelente e só tenho a agradecer à minha equipe, músicos e à imprensa em todo o nordeste, que esperamos estendê-la ao resto do país, para onde partiremos logo após as festas juninas", explica Cardoso.

Cezzinha e convidados em DVD e CD

Repertório:

1- Feira de mangaio
2- Eu só quero um xodó
3- Sanfona sentida
4- Riso cristalino (part. de Terezinha do Acordeon)
5- Confidência (part. de Jorge de Altinho)
6- Já com saudade
7- Caboclo sonhador (com Maciel Melo)
8- Chamego proibido (com Santanna)
9- Recado
10- Tenho sede (com André Rio)
11- É madrugada (com Almir Rouche)
12- Chiclete com banana (com Tião Rodrigues)
13- Você endoideceu meu coração (com Nando Cordel)
14- Porque tem que ser assim (com Zélia Duncan)
15- Um anjo pra cuidar de mim (com Alcione)
16- De volta pro aconchega (comElba Ramalho)
17- Minha vida é te amar (comElba Ramalho)
18- Deixa de sofrer
19- Olha pro céu (com vários convidados)
20- Um romance de novela (com vários convidados)

Banda Maria Fulô e convidados cantam Reginaldo Rossi

A banda está lançando novo CD com músicas do Rei do Brega, Reginaldo Rossi, em ritmo de forró tradicional.

Lista do CD MARIA FULÔ:
1 - Recife minha cidade 
2 - Mon amor meu bem ma femme / Garçon Part. (Luiza Fittipaldi)
3 - A cor do pecado 
4 - A raposa e as uvas Part. (Orquestra Super Oara)
5 - Eu devia te odiar Part. (Marron Brasileiro)
6 - Ah eu não aguento mais / Amor, amor, amor Part. (Rodrigo Alves)
7 - Eu vou botar pra quebrar Part. (Luciano Magno / Lígia Fernandes)
8 - Tô doidão / Deixa de banca Part. (Nádia Maia)
9 - Itamaracá Part. (Gizelle Dias)
10 - Em plena lua de mel Part. (Genival Lacerda e João Lacerda)
11 - As quatro estações Part. Version 1 (Rodrigo Mell e banda KITARA)
12 - Garçon - Bônus