quinta-feira, 29 de julho de 2021

Ação da Cepe divulga cultura dos cordéis


 Com o objetivo de fortalecer e dar mais visibilidade à literatura de cordel, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) está com uma ação promocional para os leitores batizada de Cordéis do Pajeú. Quem comprar um dos três livros da Coleção Pajeú (Cepe Editora) - Meu eu sertanejo, Mesas de Glosas da 1ª Feira de Poesia do Pajeú, e Redes de Poesia ganhará também três folhetos de cordel selecionados pelo conselho editorial pajeuzense. São eles: Comadre Florzinha e o Caçador, de Wellington Santos Rocha; A Incrível História do Menino Mandacaru, de Odilia Renata Gomes Nunes; e Gênesis, a origem do cangaço feminino, de Thaynnara Alice Queiroz Pessoa. As ilustrações foram criadas pelo gráfico, poeta e artífice Lourenço Gouveia.

Lançada em junho de 2021, a Coleção Pajeú foi selecionada pelo Conselho Editorial do Pajeú, formado por poetas da região e criado durante a 1ª Feira da Poesia do Pajeú, evento realizado pela Cepe em julho de  2019, em São José do Egito. A promoção é por tempo limitado.

O presidente da Cepe, Ricardo Leitão, já anunciou que em 2022 a feira terá sua segunda edição. “Essa ação na região do Pajeú é resultado de uma missão cultural que a empresa tem de resguardar e ampliar o conhecimento sobre o maior pólo de poesia oral do País. O primeiro ano foi bem-sucedido com a publicação de três livros e três cordéis, o que nos estimula a repetir esse mesmo trabalho em 2022 com essencial apoio dos poetas do Pajeú”, afirma Leitão. 

O Secretário Estadual de Cultura, Gilberto Freyre Neto, ressalta a importância de difundir e registrar a cultura do cordel, que diz muito sobre a nossa história. “O ciclo das navegações, portanto o ‘descobrimento’ do Brasil e a colonização brasileira, que teve Pernambuco como grande protagonista dessa primeira fase da ocupação do território, seja através da plantação da cana de açúcar, seja através da abertura dos caminhos do gado pelos sertões, traz de Portugal o ciclo das trovas, da história cantada e levada em cima do lombo de cavalos e de burros. E essa tradição da história oral se transforma em grandes representações da nossa cultura “,declara Gilberto, acentuando a região do sertão do Pajeú como grande recanto da poesia cantada e escrita da forma mais tradicional, ou seja, como era cantada e falada nos séculos XVI e XVII. “E essa preciosidade que nós temos hoje em cidades desse nosso território rico merece toda a nossa atenção, todo o nosso registro. O cordel nada mais é do que o reflexo de um passado breve que deixa um legado rico da nossa cultura mais original, vinda da trovada dos diversos ibéricos do ciclo pós-Renascimento. É nossa história traduzida em ritos qualificados do nosso português mais arcaico e mais bem falado”, finaliza o secretário. 

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